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Postado em 11-05-2010
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 11-05-2010 12:46

Luiz Bassuma: “uma honra”

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DEU NO TERRA-ELEIÇÕES 2010

Davi Lemos
Direto de Salvador

O deputado federal Luiz Bassuma (PV), pré-candidato ao governo do Estado da Bahia, não fugiu de questões polêmicas e, dentre outras declarações (AO TERRA), afirmou que foi para ele uma honra ser punido pelo PT por não defender a legalização do aborto.

“O aborto é um crime”, enfatizou ele, que não dispensou críticas ao antigo partido, do qual vem se afastando desde o episódio do mensalão que, dentre outras consequências, custou o mandato do ex-deputado José Dirceu, então ministro da Casa Civil.

Bassuma também cobrou coerência do ministro da Cultura, Juca Ferreira, acusado de utilizar o cargo de ministro para impedir a candidatura dos verdes à presidência e nos estados. “Queriam que o PV fosse uma sublegenda do PT”, disparou. Ele também barrou a possibilidade de lançamento do presidente do Olodum, João Jorge, ao Senado. Afirmou que o PV terá apenas um candidato, o deputado federal Edson Duarte.

A ENTREVISTA DE BASSUMA

Terra – Dentro deste quadro sucessório, o que representa a candidatura do PV?
Bassuma – Neste momento em que a conjuntura, nacional que, lógico, reverbera na Bahia, em nosso estado, o Partido Verde se apresentar como alternativa de poder, para desenhar e construir um novo modelo econômico, que não mais degrade a natureza, não mais destrua os recursos naturais e que faça inserção social com melhor distribuição de renda, é da maior relevância. Seria muito triste se não tivéssemos a candidatura da (senadora) Marina (Silva, pré-candidata à presidência pelo PV) e, também na Bahia, para que a sociedade pudesse dialogar e pudéssemos oferecer este modelo que é diferente daquilo que é proposto pelo PT e pelos outros partidos que estão, com legitimidade, disputando as eleições, mas que estão com um pensamento ultrapassado e que não atende aos anseios da nossa contemporaneidade.

Terra – As candidaturas que são colocadas como principais no estado pretendem reproduzir na Bahia uma espécie de eleição plebiscitária que já se configura no plano nacional. Como o PV se organiza para se apresentar como opção viável?

Bassuma – Não há mais risco nenhum (da eleição plebiscitária), graças a Deus. Se o partido não estivesse nacionalmente na disputa com Marina, o plebiscito certamente já se teria sido feito, pois Ciro (Gomes, deputado federal pelo PSB/CE) foi eliminado; não teria outra alternativa. Já na Bahia, não há risco nenhum de plebiscito, até porque nós temos quatro forças, em tese, disputando estas eleições. A primeira é a eleição do PT, com (o governador Jaques) Wagner; a segunda, o Democratas, com Paulo Souto a governador; e a terceira com Geddel (Vieira Lima) do PMDB e nós do Partido Verde, que não tem ligação com nenhuma das três e que temos outra candidatura presidencial. Portanto o plebiscito na Bahia está praticamente impossível, bem como é garantido na Bahia não há condições de as eleições serem vencidas no primeiro turno por nenhum dos concorrentes. Teremos ainda o segundo turno e isso é bom para a democracia. Costumo dizer que, no primeiro turno, seria ideal que os partidos organizados, que têm ideal, alguma formulação de poder para organizar a sociedade, fizerem o máximo de candidaturas. Escolhido os dois que vão para o segundo turno, aí sim, seria o momento de fazer as alianças. Aí a pessoa escolhe o menos pior, aquele que se aproxima mais daquele que votei no primeiro turno.

Terra – Como o senhor avalia os critérios para firmar alianças aqui no estado e no Brasil? Parece que hoje as questões de princípio, de ideais, são o que menos importa.

Bassuma – Se houve um ponto comum que fez a Marina Silva e eu sairmos do PT e ingressarmos no Partido Verde – na minha questão teve o fato de eu também não querer abrir mão de minha liberdade de expressão, contra a legalização do aborto -, também teve um fator que foi o seguinte: o partido que nós trabalhamos a vida toda, que é o PT, ele foi se transformando numa máquina de ganhar eleições. E como para os grandes partidos do Brasil no período eleitoral vale tudo, bota tudo, vai por terra o ideal, a ideologia e as utopias. O que interessa é o seguinte: dá voto, tem peso na eleição? Então vamos nos aliar. Eu sou contra isso. Toda aliança tem que ter o mínimo de consistência e de coerência programática, senão vira aliança puramente eleitoral para se vencer. Prova disso foi o esforço violento feito pelo Wagner e o PT para trazer César Borges (PR) como candidato a senador, ele que era uma das expressões mais cristalizadas daquilo que o PT tentou romper com o passado, que era o que não funcionava no carlismo e perdeu para o Geddel na reta final, o que mostra que ali era uma aliança puramente pragmática no sentido de trazer mais alguns votos para ganhar as eleições. Disso nós discordamos.

LEIA TODA ENTREVISTA DE BASSUMA EM TERRA ( http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias )

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Comentários

Denisson França on 17 Maio, 2010 at 11:11 #

A Um tempovenho tentando me filiar a um partido político, mas sempre esbarro na historia ,nas propostas,e em componentes dos mesmos que usam a política para enganar o povo. Agora tenho uma esperança ,gosto de ouvir suas ideias sobre educação. E penso que só teremos uma nação digna e realmente grande quando cuidarmos e transformarmos a base da sociedade ( educação de qualidade e para todos, saúde de qualidade e para todos ) como diz a CONTITUIÇÃO


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