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Postado em 11-05-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 11-05-2010 12:06

DEU NA COLUNA
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O jornalista Alex Ferraz informa e comenta na coluna Em Tempo, que ele assina diariamente na Tribuna da Bahia, sobre o clássico e sempre perverso tratamento dado aos pobres que são deslocados das suas residências para os confins sabe se lá de onde, seja por força de desapropriações, seja em razão de terem ficado desabrigados por causa das chuvas ou desapropriações.

No caso específico, Alex focaliza a situação dos moradores da 450 casas do Barro Alto, recentemente entregues pela Prefeitura de Salvador. Merece reflexão e indignação, no mínimo.
(Postado por Vitor Hugo Soares)

Chocante a situação dos moradores (se é que podem ser chamados assim) das 450 casas do Barro Alto, recentemente entregues pela prefeitura de Salvador. É aquela situação clássica sobre a qual as pessoas sérias sempre falaram, em realção ao tratamento dado aos pobres que são deslocados das suas residências para os confins sabe se lá de onde, seja por força de desapropriações, seja em razão de terem ficado desabrigados por causa das chuvas: tiram-se as famílias de uma estrutura, boa ou má, montada, e as colocam num local ermo, sem qualquer infraestrutura. Uma crueldade inominável!
No Barro Alto, conforme mostrou reportagem desta Tribuna, ontem, os que ficaram sem teto com as chuvas ganharam o dito cujo mas perderam transporte, segurança (se é que isso existe em Salvador), escola, creche, posto de saúde, ruas, luz e água. Pasmem! A água, aliás, vai de carro pipa e é recolhida em um rio próximo, sem tratamento! Olha, minha família é de fazendeiros da região de Itapetinga e fui criado montado num cavalo e acompanhando gado. Portanto, falo com experiência quando digo que a boiada é muito mais bem tratada do que essa gente do Barro Alto. Abrigam-se bois e vacas, dão-lhes comida boa e farta, cuidam bem dos bezerrinhos, vacinam e até alisam seus pelos.
Bem, para encerrar, sugiro à prefeitura que tome imediatas providências para levar o mínimo de dignidade aos ex-desabrigados que agora nada têm, exceto casas onde vivem (vivem?) até 13 pessoas em dois quartos e uma sala. Sugiro que essas pessoas sejam tratadas como gente, com transporte suficiente, ruas pavimentadas, água encanada, segurança e luz elétrica, e que aquele local deixe de ser, de vez, a pista de rali que era antes.
É inconcebível a insensibilidade no trato com o povo por parte das autoridades brasileiras em geral. Nenhum dos que estão no poder, nem quem esteve antes, por mais “esquerda” que se autodenominem, por mais “liberais” que digam ser, tem qualquer consideração sincera na hora de tratar com a população humilde, que, não se enganem, é a maioria absoluta neste país.

(Leia integra da coluna de Alex Ferra na Tribuna da Bahia)

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Comentários

Carlos Volney on 11 Maio, 2010 at 18:36 #

É isso aí, é sempre assim. Depois produzem um comercial com uma musiquinha ridícula e as pessoas sorridentes como se estivessem na maior felicidade. E o pior é que, pelo que vemos, há sempre superfaturamento na construção das tais casas (?). Rouba-se de um povo que passa fome e nada acontece. E que não venham me dizer que é partido tal ou qual. Todos agem assim. CHEGA, CHEGA!!


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