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Posted on 11-05-2010
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Viagem sonora nas asas da saudade. Bahia em Pauta embarca nessa viagem com você

Boa Noite!

( Gilson Nogueira )

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Posted on 11-05-2010
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Em nota divulgada nesta terça-feira sobre as denúncias veiculadas na imprensa sobre prática de irregularidades por parte do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, a Controladoria-Geral da União (CGU) revela ter instaurado na última sexta-feira (7), procedimento preliminar, no qual foram solicitadas informações ao ministro da Justiça sobre providências já adotadas, bem como o encaminhamento à CGU dos relatórios e demais informações de que disponha sobre o caso.

Essa, segundo a controladoria é a primeira providência cabível no caso, uma vez que, de acordo com as normas legais em vigor, cabe primeiramente ao ministério onde teriam ocorrido os fatos a instauração de qualquer medida apuratória de caráter administrativo disciplinar.

A CGU esclarece ainda que acompanha as providências, na forma do Decreto 5.480, de 2005, que regula a matéria e que estabelece as hipóteses em que a própria CGU, como órgão central do Sistema de Corregedoria, instaura diretamente os processos.

Segundo o ministro Jorge Hage, “a CGU está aguardando a manifestação do ministro da Justiça, que tem a competência originária para o caso e que certamente está avaliando as medidas mais adequadas”.

Hage também esclarece que a apuração iniciada na Comissão de Ética Pública não se confunde com a que venha a ser instaurada no âmbito do Sistema de Correição do Governo, uma vez que a comissão avalia se houve deslize de ordem ética, enquanto a CGU apura se, para além da questão ética, houve ilícito administrativo disciplinar previsto na Lei 8.112/1993.

maio
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Posted on 11-05-2010
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O técnico Dunga divulgou, no final da tarde desta terça-feira, a lista complementar de sete jogadores que será entregue à Fifa (Federação Internacional de Futebol). Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso estão na lista, enquanto o atacante Adriano, mais uma vez, foi deixado de fora.

Ronaldinho Gaúcho ainda pode ir para Copa caso algum dos 23 convocados se machuque
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Os sete nomes são: Alex, zagueiro do Chelsea-ING; Marcelo, lateral-esquerdo do Real Madrid-ESP; Sandro, volante do Internacional; Carlos Eduardo, meia do Hoffenheim-ALE; Paulo Henrique Ganso, meia do Santos; Ronaldinho Gaúcho, atacante do Milan-ITA; Diego Tardelli, atacante do Atlético-MG.

O meia Paulo Henrique Ganso falou ao site do Santos sobre a presença na lista complemetar. “Acabei de chegar aqui (Porto Alegre) e fiquei sabendo. Fiquei muito feliz. Não fiquei surpreso, porque esperança a gente sempre tem. A torcida inteira, o Brasil estava pedindo por mim e pelo Neymar na convocação e estar entre os 30 da seleção brasileira já é uma grande vitória”, disse o jogador.

A entidade que comanda o futebol exige a entrega de uma pré-lista de 30 nomes, sendo que os 23 convocados devem ser definidos até o dia 1º de junho. Para não dar margens a especulações, a comissão técnica da seleção brasileira preferiu adiantara lista de convocados, anúncio que foi feito às 13h deste terça. Caso nenhum se machuque, eles representarão o Brasil na África do Sul.

Em caso de lesão de um dos 23 convocados, a CBF poderá substituir o jogador por qualquer outro, mesmo que não esteja na lista dos 30. O prazo é até 24 horas antes da estreia da seleção na Copa, dia 15 de junho, às 15h30 (de Brasília), contra a Coreia do Norte.

( Informações do portal IG com Gazeta Esportiva )

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Cameron: novo endereço/Reuters-Público

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David Cameron, o líder conservador foi nomeado nesta terça-feira primeiro-ministro da Inglaterra pela rainha Isabel II e fez saber que o executivo, em coligação com os liberais-democratas, vai basear-se em três princípios fundamentais: liberdade, justiça e responsabilidade.

O líder conservador acrescentou que ele e Nick Clegg, líder dos liberais-democratas, estão dispostos a ultrapassar as diferenças e a trabalhar em conjunto para enfrentar os graves problemas da Grã-Bretanha, na sua opinião o déficit, problemas sociais e o sistema político.

David Cameron acredita que esta coligação garante um governo forte e estável e avisa que serão tomadas decisões difíceis. Nas suas declarações no número 10 de Downing Street, o conservador agradeceu a Gordon Brown, que esta terça-feira apresentou a sua demissão à rainha Isabel II, e considerou que o país está melhor graças aos trabalhistas.

Ainda não são conhecidos os princípios do acordo alcançado, depois de cinco dias, entre os conservadores e os liberais-democratas para formar o executivo.

Segundo as televisões britânicas, os liberais-democratas deixaram cair a anistia para os imigrantes ilegais para chegar a um acordo.

A imigração, a Europa e a reforma do sistema eleitoral são os temas que dividem os dois partidos.

(Informações do portal TSF)

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Dunga: a surpresa é Grafitte/Terra

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O suspense ensaiado para a convocação dos jogadores brasileiros para a Copa da África do Sul terminou com índice mínimo de surpresas. O técnico Dunga divulgou a lista dos jogadores convocados para a Copa do Mundo e praticamente só um dos 23 nomes surpreendeu o público: o de Grafite, do Wolfsburg, chamado uma vez pelo treinador para o amistoso contra a Irlanda, em março deste ano. Nomes como Adriano, Ronaldinho e os “Meninos da Vila” Neymar e Paulo Henrique Ganso ficaram de fora.

Segundo o Terra, a pressão sobre Dunga foi grande até o anúncio desta terça. Muitos torcedores, santistas ou não, pediram uma chance para a jovem dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso, assim como uma nova oportunidade para Ronaldinho, campeão mundial em 2002 e presente na fracassada campanha de quatro anos atrás, na Alemanha.

Nada disso no entanto pareceu abalar o gaúcho Dunga, que apesar de gripado, aparentava muita tranquilidade e convicção nas escolhas, justificada uma a uma durante a entrevista coletiva que se seguiu, no Rio de Janeiro. “Neymar e Ganso são bons jogadores, mas não passaram pela seleção nos três anos e meio em que estou à frente do time. Eles terão oportunidades em outras copas”, dfisse o treinador.

Quanto a Adriano, nome dado como certo por grande parte da mídia, visto que o atacante do Flamengo esteve presente em diversas convocações anteriores de Dunga e também liderou sua equipe na conquista do último Campeonato Brasileiro. Em 2010, porém, o jogador conviveu com algumas crises pessoais e profissionais que, agora, se mostraram prejudiciais a sua presença na Copa da África.

O restante do elenco verde e amarelo é basicamente o mesmo que conquistou a Copa das Confederações do ano passado e que ficou em primeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa, com Júlio César, Maicon, Juan e Lúcio na defesa, Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká no meio e Luís Fabiano e Robinho no ataque, por exemplo, dentre os outros nomes escolhidos por Dunga para representar o Brasil no Mundial.

Confira a lista de convocados para a Copa do Mundo

Goleiros
Júlio César (Inter de Milão-ITA)
Gomes (Tottenham-ING)
Doni (Roma-ITA)

Laterais
Maicon (Inter de Milão-ITA)
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon-FRA)

Zagueiros
Juan (Roma-ITA)
Lúcio (Inter de Milão-ITA)
Luisão (Benfica-POR)
Thiago Silva (Milan-ITA)

Volantes
Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE)
Felipe Melo (Juventus-ITA)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Kleberson (Flamengo)

Meias
Elano (Galatasaray-TUR)
Ramires (Benfica-POR)
Kaká (Real Madrid-ESP)
Júlio Baptista (Roma-ITA)

Atacantes
Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Nilmar (Villarreal-ESP)
Robinho (Santos)
Grafite (Wolfsburg-ALE)

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de Terra)PORTAL TERRA )

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Luiz Bassuma: “uma honra”

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DEU NO TERRA-ELEIÇÕES 2010

Davi Lemos
Direto de Salvador

O deputado federal Luiz Bassuma (PV), pré-candidato ao governo do Estado da Bahia, não fugiu de questões polêmicas e, dentre outras declarações (AO TERRA), afirmou que foi para ele uma honra ser punido pelo PT por não defender a legalização do aborto.

“O aborto é um crime”, enfatizou ele, que não dispensou críticas ao antigo partido, do qual vem se afastando desde o episódio do mensalão que, dentre outras consequências, custou o mandato do ex-deputado José Dirceu, então ministro da Casa Civil.

Bassuma também cobrou coerência do ministro da Cultura, Juca Ferreira, acusado de utilizar o cargo de ministro para impedir a candidatura dos verdes à presidência e nos estados. “Queriam que o PV fosse uma sublegenda do PT”, disparou. Ele também barrou a possibilidade de lançamento do presidente do Olodum, João Jorge, ao Senado. Afirmou que o PV terá apenas um candidato, o deputado federal Edson Duarte.

A ENTREVISTA DE BASSUMA

Terra – Dentro deste quadro sucessório, o que representa a candidatura do PV?
Bassuma – Neste momento em que a conjuntura, nacional que, lógico, reverbera na Bahia, em nosso estado, o Partido Verde se apresentar como alternativa de poder, para desenhar e construir um novo modelo econômico, que não mais degrade a natureza, não mais destrua os recursos naturais e que faça inserção social com melhor distribuição de renda, é da maior relevância. Seria muito triste se não tivéssemos a candidatura da (senadora) Marina (Silva, pré-candidata à presidência pelo PV) e, também na Bahia, para que a sociedade pudesse dialogar e pudéssemos oferecer este modelo que é diferente daquilo que é proposto pelo PT e pelos outros partidos que estão, com legitimidade, disputando as eleições, mas que estão com um pensamento ultrapassado e que não atende aos anseios da nossa contemporaneidade.

Terra – As candidaturas que são colocadas como principais no estado pretendem reproduzir na Bahia uma espécie de eleição plebiscitária que já se configura no plano nacional. Como o PV se organiza para se apresentar como opção viável?

Bassuma – Não há mais risco nenhum (da eleição plebiscitária), graças a Deus. Se o partido não estivesse nacionalmente na disputa com Marina, o plebiscito certamente já se teria sido feito, pois Ciro (Gomes, deputado federal pelo PSB/CE) foi eliminado; não teria outra alternativa. Já na Bahia, não há risco nenhum de plebiscito, até porque nós temos quatro forças, em tese, disputando estas eleições. A primeira é a eleição do PT, com (o governador Jaques) Wagner; a segunda, o Democratas, com Paulo Souto a governador; e a terceira com Geddel (Vieira Lima) do PMDB e nós do Partido Verde, que não tem ligação com nenhuma das três e que temos outra candidatura presidencial. Portanto o plebiscito na Bahia está praticamente impossível, bem como é garantido na Bahia não há condições de as eleições serem vencidas no primeiro turno por nenhum dos concorrentes. Teremos ainda o segundo turno e isso é bom para a democracia. Costumo dizer que, no primeiro turno, seria ideal que os partidos organizados, que têm ideal, alguma formulação de poder para organizar a sociedade, fizerem o máximo de candidaturas. Escolhido os dois que vão para o segundo turno, aí sim, seria o momento de fazer as alianças. Aí a pessoa escolhe o menos pior, aquele que se aproxima mais daquele que votei no primeiro turno.

Terra – Como o senhor avalia os critérios para firmar alianças aqui no estado e no Brasil? Parece que hoje as questões de princípio, de ideais, são o que menos importa.

Bassuma – Se houve um ponto comum que fez a Marina Silva e eu sairmos do PT e ingressarmos no Partido Verde – na minha questão teve o fato de eu também não querer abrir mão de minha liberdade de expressão, contra a legalização do aborto -, também teve um fator que foi o seguinte: o partido que nós trabalhamos a vida toda, que é o PT, ele foi se transformando numa máquina de ganhar eleições. E como para os grandes partidos do Brasil no período eleitoral vale tudo, bota tudo, vai por terra o ideal, a ideologia e as utopias. O que interessa é o seguinte: dá voto, tem peso na eleição? Então vamos nos aliar. Eu sou contra isso. Toda aliança tem que ter o mínimo de consistência e de coerência programática, senão vira aliança puramente eleitoral para se vencer. Prova disso foi o esforço violento feito pelo Wagner e o PT para trazer César Borges (PR) como candidato a senador, ele que era uma das expressões mais cristalizadas daquilo que o PT tentou romper com o passado, que era o que não funcionava no carlismo e perdeu para o Geddel na reta final, o que mostra que ali era uma aliança puramente pragmática no sentido de trazer mais alguns votos para ganhar as eleições. Disso nós discordamos.

LEIA TODA ENTREVISTA DE BASSUMA EM TERRA ( http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias )

maio
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Posted on 11-05-2010
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DEU NA COLUNA
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O jornalista Alex Ferraz informa e comenta na coluna Em Tempo, que ele assina diariamente na Tribuna da Bahia, sobre o clássico e sempre perverso tratamento dado aos pobres que são deslocados das suas residências para os confins sabe se lá de onde, seja por força de desapropriações, seja em razão de terem ficado desabrigados por causa das chuvas ou desapropriações.

No caso específico, Alex focaliza a situação dos moradores da 450 casas do Barro Alto, recentemente entregues pela Prefeitura de Salvador. Merece reflexão e indignação, no mínimo.
(Postado por Vitor Hugo Soares)

Chocante a situação dos moradores (se é que podem ser chamados assim) das 450 casas do Barro Alto, recentemente entregues pela prefeitura de Salvador. É aquela situação clássica sobre a qual as pessoas sérias sempre falaram, em realção ao tratamento dado aos pobres que são deslocados das suas residências para os confins sabe se lá de onde, seja por força de desapropriações, seja em razão de terem ficado desabrigados por causa das chuvas: tiram-se as famílias de uma estrutura, boa ou má, montada, e as colocam num local ermo, sem qualquer infraestrutura. Uma crueldade inominável!
No Barro Alto, conforme mostrou reportagem desta Tribuna, ontem, os que ficaram sem teto com as chuvas ganharam o dito cujo mas perderam transporte, segurança (se é que isso existe em Salvador), escola, creche, posto de saúde, ruas, luz e água. Pasmem! A água, aliás, vai de carro pipa e é recolhida em um rio próximo, sem tratamento! Olha, minha família é de fazendeiros da região de Itapetinga e fui criado montado num cavalo e acompanhando gado. Portanto, falo com experiência quando digo que a boiada é muito mais bem tratada do que essa gente do Barro Alto. Abrigam-se bois e vacas, dão-lhes comida boa e farta, cuidam bem dos bezerrinhos, vacinam e até alisam seus pelos.
Bem, para encerrar, sugiro à prefeitura que tome imediatas providências para levar o mínimo de dignidade aos ex-desabrigados que agora nada têm, exceto casas onde vivem (vivem?) até 13 pessoas em dois quartos e uma sala. Sugiro que essas pessoas sejam tratadas como gente, com transporte suficiente, ruas pavimentadas, água encanada, segurança e luz elétrica, e que aquele local deixe de ser, de vez, a pista de rali que era antes.
É inconcebível a insensibilidade no trato com o povo por parte das autoridades brasileiras em geral. Nenhum dos que estão no poder, nem quem esteve antes, por mais “esquerda” que se autodenominem, por mais “liberais” que digam ser, tem qualquer consideração sincera na hora de tratar com a população humilde, que, não se enganem, é a maioria absoluta neste país.

(Leia integra da coluna de Alex Ferra na Tribuna da Bahia)

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Bento VXI no vôo para Lisboa/Reuters-Público

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O Papa Bento XVI disse esta manhã, a bordo do avião que o trouxe a Lisboa, que o grande sofrimento da Igreja é o seu “pecado”, referindo-se aos casos de pedofilia de membros do clero. E acrescentou que a “maior perseguição à Igreja” não vem de “inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja”. A notícia da Reuters sobre conversa do Papa com jornalistas está publicada no portal português TSF.

Esta afirmação marca uma clara diferença com afirmações de vários cardeais e outros responsáveis da Cúria, que, sobretudo na altura da Páscoa, consideraram que as denúncias de abusos refletiam uma campanha organizada contra a Igreja. O cardeal português Saraiva Martins, que acompanha o Papa na sua viagem de quatro dias a Portugal, disse mesmo que a Igreja deveria fazer como as famílias, não lavando a “roupa suja” em público.

“Os ataques contra a Igreja e o Papa não vêm apenas do exterior, os sofrimentos vêm do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja”, disse Bento XVI, citado pelas agências AFP e Lusa.

A Igreja Católica, acrescentou ainda durante o vôo de pouco menos de três horas que o trouxe de Roma, tem uma “profunda necessidade” de “aprender o perdão e a necessidade da justiça”. O perdão não substitui a justiça, acrescentou, referindo-se aos autores de crimes pedófilos e às suas vítimas.

Crise econômica

No avião, respondendo a algumas perguntas de jornalistas, o Papa falou ainda da crise econômica: “Vemos agora que um puro pragmatismo econômico que se abstrai da realidade do homem” e da sua dimensão ética “não dá resultados positivos mas cria problemas insolúveis”.

Chegou o momento, acrescentou ainda Bento XVI, de “dizer que a ética não é uma coisa exterior mas interior ao racionalismo e ao pragmatismo econômico”.

Também nesta matéria há lugar para um mea culpa da Igreja: “Devemos confessar que a Igreja, a fé cristã, muitas vezes abandonou as realidades concretas e econômicas”, sem “ver que o tema “implica uma responsabilidade de todos”.

(Informações de agencias europeias de notícias e TSF)

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Voz e olhos azuis de Frank, na combinação de um belo dia de sol, no BP !!! (Gilson Nogueira)

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Posted on 11-05-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-05-2010

Collor:o recomeço

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Nesta terça-feira,11, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho analisa os movimentos do senador Fernando Collor de Mello, hoje filiado ao PTB, que confirmou sua candidatura ao governo de Alagoas.
O colunista destaca: Foi assim que tudo começou, na década de 80 do século passado, quando ele chegou ao governo desse Estado e ainda nele espichou os olhares para o Palácio do Planalto, concorrendo à sucessão do enfraquecido José Sarney nas eleições presidências de 1989 e tendo como principal base de apoio político as Organizações Globo e principal instrumento de propaganda a Rede Globo de televisão. Ele fez ontem de manhã o anúncio formal numa emissora de rádio.
Agora, como tem apoiado Lula no Senado, apoiará, como já avisou, a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, a presidente, assinala Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

OPINIÃO POLÍTICA

O PALANQUE DE COLLOR

Ivan de Carvalho

O senador Fernando Collor de Mello, hoje filiado ao PTB, confirmou sua candidatura ao governo de Alagoas. Foi assim que tudo começou, na década de 80 do século passado, quando ele chegou ao governo desse Estado e ainda nele espichou os olhares para o Palácio do Planalto, concorrendo à sucessão do enfraquecido José Sarney nas eleições presidências de 1989 e tendo como principal base de apoio político as Organizações Globo e principal instrumento de propaganda a Rede Globo de televisão. Ele fez ontem de manhã o anúncio formal numa emissora de rádio.

Eleito presidente, empossado, Collor governou, mas explodiu um grande escândalo de corrupção – para a época – em seu governo e foi instaurado, depois de uma CPI, um processo de impeachment. O presidente tinha uma base política muito frágil no Congresso Nacional e não conseguiu evitar ser acusado pela Câmara dos Deputados, o que levou à instalação de julgamento no Senado, como determinava a Constituição.

Uma grande parcela da opinião pública aderiu ao movimento chamado “fora Collor”, capitaneado pelo PT e PC do B e depois endossado por outras legendas, com os “caras pintadas” – que não pintaram as caras durante o bem maior escândalo do Mensalão, anos depois. A mídia entrou em peso na campanha contra o presidente e a sinergia criada pela aliança entre essas forças selou o destino de Collor.

Ele foi obrigado a renunciar ao mandato de presidente da República no momento em que o Senado Federal realizava a sessão de julgamento. A renúncia, ato unilateral de vontade, foi lida no plenário e punha fim ao processo, mas aí o Senado decidiu (deve-se dar às coisas os seus verdadeiros nomes) dar um golpe na Constituição e fez o que já não podia fazer, porque houvera a renúncia e Collor já não era presidente, mas um cidadão comum, e já não havia mais um processo de impeachment em curso – coisas que o então senador e jurista baiano Josaphat Marinho explicou ao plenário (que já sabia disso muito bem, não havia inocência ali) e à nação, em memorável discurso constitucionalista.

O Senado, obviamente com medo de uma milagrosa futura volta eleitoral de Collor (como ocorrera com Getúlio Vargas), suspendeu-lhe os direitos políticos por oito anos. Passado esse tempo, Collor começou a voltar. Por Alagoas, como senador. Agora, tentará chegar a governador. Collor está na base do governo comandado pelo PT que derrotou nas eleições presidenciais de 89 e que tanto fez para tirá-lo da presidência. E, como tem apoiado Lula no Senado, apoiará, como já disse, a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, a presidente. Logo saberemos se ela subirá no palanque dele.

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