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Postado em 09-05-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 09-05-2010 19:51

Manchas na praia americana/Reuters-Público

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As autoridades locais anunciaram hoje que começaram a dar às praias de areia branca da ilha Dauphin, no Alabama, manchas de petróleo do tamanho de bolas de golfe.

A agência Reuters revela que foi colocada ao longo das praias uma longa barreira de materiais para tentar conter a poluição. As autoridades recolheram amostras para tentar perceber se se trata de petróleo libertado do poço petrolífero da plataforma Deepwater Horizon.

No Luisiana, a paróquia de Lafourche declarou hoje estado de emergência e vedou o acesso do público à praia de Fourchon. “Decidimos que a nossa melhor opção é usar as praias como barreira natural para proteger as nossas zonas úmidas do petróleo”, disse a responsável daquela paróquia, Charlotte Randolph, citada pelo jornal local “Times-Picayune”. “É muito mais fácil limpar o petróleo das praias do que nos manguezais”, acrescentou.

Hoje, vários caminhões com areia foram descarregados no porto de Fourchon para que esta seja colocada em grandes sacos . Depois, a Guarda Costeira vai lançá-los, de helicóptero, em cinco zonas ao longo da costa. Nos últimos anos, as tempestades tropicais e furacões ajudaram à erosão da zona litoral, deixando uma abertura direta para as zonas úmidas.

O Departamento de Pescas e Vida Selvagem do Luisiana informou hoje que vai alargar a zona onde a pesca está proibida, afetando a região a oeste do rio Mississípi, como medida de precaução, em resposta à maré negra.

As autoridades da Luisiana e ecologistas dizem-se preocupadas com o impacto dos produtos químicos que a British Petroleun (BP) está utilizando para dispersar a maré negra no Golfo do México.

Ontem, responsáveis dos serviços de saúde, qualidade do Ambiente e pescas do Luisiana pediram ao diretor-executivo da BP, Tony Hayward, informações sobre o uso dos químicos. O dispersante usado é o Corexist, fabricado pela NALCO Energy Servisses, empresa sediada no Texas. No seu site, a empresa explica que este produto contém um baixo nível de substâncias químicas nocivas, que apresentam riscos de irritação para os olhos e pele.

CHUVA DE QUÍMICOS

Associações ecologistas já alertam para esta chuva de químicos misteriosos sobre as águas do Golfo. Por exemplo, a National Wildlife Federation (NWF), a maior organização privada Americana de defesa da natureza, quer saber onde vão acabar aqueles químicos.

“Estes produtos são concebidos para reduzir o petróleo em pequenas partículas, sem o fazer desaparecer, mas tornando-o mais facilmente biodegradável”, explicou Bob Perciasepe, da Agência americana de Protecção do Ambiente (EPA).

(Com informações da Reuters e jornal Público)

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