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Posted on 05-05-2010
Filed Under (Newsletter, Olivia) by vitor on 05-05-2010

Maria Olivia

A primeira ocorrerá nesta quinta-feira, dia 6 de maio, em Recife-PE. O magistrado paulista receberá a comenda “Confraria da Educação” do Instituto Maurício de Nassau. O site do Instituto, administrado por jornalistas e cientistas políticos, é um espaço destinado à publicação de análises e notícias relacionadas às áreas políticas e de atualidades.

A segunda homenagem será na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro no dia 11 de maio. Fausto De Sanctis receberá a medalha “Tiradentes”, instituída pela Resolução 359 de 8 de agosto de 1989 que é destinada a premiar pessoas que tenham prestado relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro. A medalha é a mais alta condecoração concedida pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio .

(Fontes:Instituto Maurício de Nassau e Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro)

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Posted on 05-05-2010
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O Grito de Munch
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OPINIÃO

Os nossos gritos não bastam

Washington Souza Filho

Um episódio ocorrido no sábado, 24 (de abril), incluiu o meu nome nas estatísticas sobre a violência na Bahia. Surpreendido, quando caminhava em um trecho até então, para mim, tranquilo da Pituba, bairro onde moro, há quase dez anos, fui atingido por três tiros, em uma tentativa de assalto. Ferido, mereci o reconhecimento de estar vivo por uma espécie de milagre.
A solidariedade de muitos contribuiu para que tivesse um pronto atendimento e pudesse escapar da sanha de um assaltante, que usou a arma como se uma vida tivesse o preço, por exemplo, de uma pedra, o inferno da droga. No momento, falava pelo celular com a minha mulher, Daisy. Demorei em compreender a situação.
A consciência ocorreu, após a fuga do criminoso, com os gritos dos moradores. A realidade trouxe uma questão, sem uma avaliação correta do fato, inclusive pelos meios de comunicação, tanto que tive a minha morte anunciada em um site: você reagiu? Não reagi, respondo.
Não compreendi a situação e desobedeci ao criminoso. Ouvi do delegado da 16ª Delegacia, André Carneiro, que outra vítima reagiu, de fato, ao mesmo ladrão, sem sofrer violência. Na segunda-feira, 26, para escapar dos assaltantes, que mataram, na mesma Pituba, um policial, uma jovem preferiu jogar as chaves em bueiro, para evitar o roubo do seu carro.
A consequência não depende da atitude. Precisamos reagir, sem o confronto direto. Não podemos aceitar a perda do direito à cidadania, de ir e vir. O País vive o Estado de Direito Pleno, depois de anos de arbítrio. Os crimes da ditadura têm sido questionados, e podem ser investigados. Qual é a razão de nos curvamos a este terror?
A violência não pode ficar limitada ao debate entre os políticos, sobre quem colocou lenha na fogueira que arde há mais tempo. A falta de reação nos confina aos nossos espaços. A pergunta não deve ser sobre as nossas atitudes. Somos livres, temos o direito de andar, sem preocupação, pelas ruas dos bairros onde vivemos. A salvação não pode ser mais os gritos de socorro para a próxima vítima

Washington Souza Filho, Jornalista, professor da FACOM-UFBA, amigo do Bahia em Pauta Texto publicado originalmente na página de Opinião do jornal A Tatde em 3 de maio)

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DEU NA REVISTA
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Wagner ganha apoio

Na coluna Brasilconfidencial, assinada por Octávio Costa, a Isto É desta semana publica:

O PRB do vice-presidente da República, José Alencar, entrou na coligação de apoio à reeleição do governador Jaques Wagner (PT-BA).O argumento é a necessidade de se manter afinado com a aliança nacional em torno da candidatura de Dilma Rousseff


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“Nunca aos Domingos”, com a deusa grega Melina Mercouri, para amenizar no Bahia em Pauta esta quarta-feira de fogo, mortes e tumultos em Atenas . (VHS)

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UFBA:hora de escolhas

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Em meio ao intenso rufar de tambores retóricos do debate para a escolha do novo reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – em alguns casos camufla a defesa de propostas e principios ou esconde a transparência essencial em disputas do tipo – Bahia em Pauta entra em campo na busca de alguma luz esclarecedora.

Com esse objetivo reproduz o artigo do professor Caio Castilho, do Instituto de Física, publicado na página de Opinião de A Tarde. Castilho é um dos mais lúcidos pesquisadores da UFBA – e também um dos mais polêmicos do ambiente científico nacional. Vale a pena – e BP recomenda – ler com atenção o que ele escreve. Confira.

(Vitor Hugo Soares, editor )

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ENSINO SUPERIOR

Caio Castilho

Algum tempo atrás, ilustre pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba) afirmava: “A atividade de pesquisa na Ufba é uma questão de foro íntimo”. Uma frase estranha. Afinal, a pesquisa não é atividade essencial de uma universidade? Seria uma atividade não institucionalizada? Quando se apresentam candidatos à Reitoria, é essencial refletir sobre a situação da atividade de pesquisa na Ufba e o que podem esperar a sociedade e os pesquisadores dos candidatos à nova gestão.

A Ufba aprovou novo regimento interno, que adota práticas ameaçadoras à atividade de pesquisa. Exemplo é o significativo aumento na carga didática para docentes de cursos de pós-graduação, com atividade regular de pesquisa, formação de mestres e doutores e iniciação científica de alunos de graduação. A carga mínima ora fixada mais que ameaça, significa sentença de morte. E esta não é a única.

Antes da aprovação do novo regimento já houvera mudanças na estrutura da universidade que causaram e continuam causando danos a ativos e internacionalmente reconhecidos órgãos de pesquisa. São os casos do Centro de Recursos Humanos, Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Mulher, Centro de Pesquisa em Geofísica e Geologia, Centro de Estudos Interdisciplinares em Energia e Ambiente, entre outros. Estes centros/núcleos perderam, ou poderão perder, boa parte dos meios administrativos e técnicos mínimos necessários à sua atuação.

Outra ameaça vem de recente determinação do Conselho Universitário, relativa à captação de recursos de pesquisa, que prevê o nihil obstat de um órgão colegiado no qual uma maioria eventual pode impedir a realização de pesquisas, ainda que aprovadas por comitês específicos, constituídos de pesquisadores com mérito formal e nacionalmente reconhecido, ou mesmo por agências de financiamento vinculadas aos governos estadual e federal. É universal o reconhecimento de que o exercício da “liberdade acadêmica” fica ameaçado se sujeito à mordaça de maiorias, particularmente quando elas se constituem no seio de órgãos de natureza essencialmente política.

O progresso científico, a criação, a invenção e o produzir do novo requerem o oxigênio da liberdade de pesquisa, de indivíduos e grupos, independentemente de serem apoiados por maiorias ou minorias, restringida apenas por parâmetros éticos instituídos. Sabe-se da influência que dirigentes exercem sobre órgãos colegiados que presidem. Muitos deles não exercem atividade regular de pesquisa, nem atuam em cursos de pós-graduação. As atividades de pesquisador e de dirigente, mesmo não excludentes, não são sinônimas.

Outra ameaça diz respeito aos pesquisadores bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. Esta agência concede bolsas a docentes que realizem pesquisa e que, avaliados periodicamente por seus pares, apresentem indicadores de excelência na formação de recursos humanos, bem como resultados relevantes na pesquisa básica, aplicada e/ou inovação. Em várias unidades da Ufba, esses pesquisadores, além de não receber qualquer reconhecimento pela contribuição agregada à instituição, são perseguidos e estigmatizados.

Uma boa universidade pratica bom ensino e interage com a sociedade que a financia. Mas só inova quem faz pesquisa. Inovação aqui num sentido amplo: o de produzir o novo, inventar, descobrir, conceber, reinventar, estabelecer modelos visando compreender o que ainda não se entende, enfim, pesquisar.

Entre as melhores universidades do mundo, aquelas que mais se notabilizam são as que apresentam excelência na pesquisa que realizam. E, porque pesquisam bem, ensinam bem e se relacionam proficuamente com a sociedade.

No momento em que a Ufba escolhe novo reitor, é, pois, relevante que os candidatos ultrapassem o vago compromisso de “defender uma universidade pública, democrática e de qualidade”, e assumam propostas objetivas, concretas, claras e de natureza prática, que contemplem a atividade de pesquisa. Só a adoção de ações institucionais que favoreçam a atitude investigativa evitará que a pesquisa na Ufba continue a ser “uma questão de foro íntimo”.

*Caio Castilho Professor do Instituto de Física da Ufba
caio@ufba.br

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Pelo menos três pessoas morreram nesta quarta-feira em incêndio numa sucursal bancária do centro de Atenas, atingida por “cocktails” molotov lançados por jovens encapuçados à margem de uma manifestação. A informação dos bombeiros da capital grega foi postada no portal TSF, de Lisboa.

Segundo a polícia, cerca de 20 pessoas estavam dentro da sucursal no momento do incêndio.TSF assinala que Atenas é hoje palco de uma manifestação – cerca de 20 mil pessoas a meio do dia – organizada no âmbito da greve geral convocada pelas grandes centrais sindicais gregas contra as medidas de austeridade aprovadas pelo governo.

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