maio
04

Lídice e Pinheiro: além das aparências

Segundo o colunista político Ivan de Carvalho assinala em seu artigo desta terça-feira na Tribuna da Bahia, comenta-se em todos os quadrantes da política baiana que o PSB e sua candidata ao Senado, a deputada e ex-prefeita Lídice da Mata, não querem porque não querem que o deputado petista Walter Pinheiro seja o outro candidato a senador da coligação governista. Para Ivan, no texto que Bahia em Pauta reproduz, esta pode ser uma análise correta, pode não ser. Mas não há dúvida nenhuma de que é feia. Porque é como se quem a faz dissesse: “Se for assim, nós vamos perder”. Confira.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

Uma análise feia

Ivan de Carvalho

Pode ser uma análise correta, pode não ser. Mas não há dúvida nenhuma de que é feia. Porque é como se quem a faz dissesse: “Se for assim, nós vamos perder”.
Explicando. Comenta-se em todos os quadrantes da política baiana que o PSB e sua candidata ao Senado, a deputada e ex-prefeita Lídice da Mata, não querem porque não querem que o deputado petista Walter Pinheiro seja o outro candidato a senador da coligação governista.
Houve reunião do PT, PSB, PC do B e PDT exatamente para que o primeiro destes partidos ficasse sabendo em detalhes o pensamento dos demais a respeito da candidatura de Walter Pinheiro ao Senado – como nos bastidores se afirma que deseja o governador Jaques Wagner – na mesma chapa de Lídice da Mata.
O pensamento daqueles três partidos aliados do PT e da própria Lídice – quanto ao pensamento desta, não se trata de telepatia, mas de uma presunção baseada em lógica cristalina – é simples e complexo ao mesmo tempo.
Tento enunciá-lo à maneira simples. Walter Pinheiro é do PT, contaria com o entusiasmo da militância e dos simpatizantes deste partido, seria preferencial (suponho que todo mundo vai negar isso) na chapa governista para o Senado, o que não significa que Lídice seria abandonada.
Além disso, obteve 200 mil votos nas eleições de 2006 para deputado federal e foi candidato a prefeito de Salvador em 2008, chegando ao segundo turno, no qual finalmente amargou a derrota ante o prefeito peemedebista (que o PT refugara) João Henrique. Pinheiro está – sem trocadilho – bem plantado na capital, justamente a área de Lídice, a quem faria, portanto uma companhia inconveniente.
Para completar, Pinheiro e Lídice são de “esquerda”, disputam votos na mesma área. Não sei de onde se tirou a idéia de que a tendência seria a eleição de um senador de “esquerda” e outro de “centro”, mas há muita gente pensando assim e para essa gente o fato de um candidato de “esquerda” ser preferencial funciona quase que como uma condenação eleitoral para o outro pretendente de “esquerda”.
PSB, PC do B e PDT (mas este com extrema moderação) estão cobrando um entendimento antigo entre os partidos da coligação, entendimento segundo o qual nenhum partido deveria ter mais de um integrante na chapa governista que disputará as eleições majoritárias. O PT já tem o governador candidato à reeleição, o PP tem o candidato a vice, o PSB tem uma candidata a senadora, como é que o PT, que já tem o principal nome da chapa, vai incluir nela um segundo quadro seu? – questionam os aliados de “esquerda”.
Como? Sendo o partido do governador, de longe o maior dos partidos governistas de “esquerda” e ainda tendo as simpatias da direção do PP, pela palavra do presidente estadual Mário Negromonte, para Walter Pinheiro.
Alguma coisa contra?

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