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Posted on 03-05-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 03-05-2010

Deu no Blog do Tom, do músico Tom Tavares, professor da Escola de Música da UFBA.
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“A leitura é uma grave ameaça
à sustentabilidade da insanidade mental”.

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Querino: artista, professor, jornalista, abolicionista…  

                

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Artista, político, professor e intelectual, Manuel Raymundo Querino (1851-1923) é uma personalidade pouco visitada na história do país. Nascido em berço afro-descendente em Santo Amaro da Purificação, viveu intensamente momentos significativos da história do Brasil (e da Bahia, em particular) que marcaram o final do império e início da República. Comprometido com a causa popular e do trabalho, perseguindo justiça, liberdade, igualdade e democracia numa época avessa às esses temas, levantou duas questões sensíveis ainda hoje: o lugar do povo e do trabalhador na República e o lugar do negro na sociedade no pós-abolição.
Da sua base operária, Querino enveredou pelo mundo da política partidária. Desenvolveu o talento de artista, diplomando-se em desenho e arquitetura. No Império fundou a Liga Operária Bahiana e, na República, ajudou a fundar o Partido Operário, a partir do qual assumiu o cargo de Conselheiro Municipal por duas legislaturas (1891-1892 e 1897-1899). Deixou a política partidária e iniciou outra militância: a intelectual. Pelo trabalho intelectual, Querino se consolidou na sociedade baiana, garantindo prestígio tanto no meio intelectual quanto no operário.
A vida singular desse personagem da história é traçada no livro “MANUEL QUERINO entre Letras e Lutas – Bahia: 1851 – 1923” da historiadora Maria das Graças Leal, com lançamento previsto para o simbólico 13 de maio, na Biblioteca dos Barris, às 16h30. Graça Leal é baiana formada pela UFBA e doutora em História pela PUC de São Paulo, titulo obtido justamente com o trabalho sobre Querino, seu segundo livro. Em 1996, publicou “A Arte de Ter um Ofício – Liceu de Artes e Ofícios da Bahia (1872-1972)”, sobre a criação e desenvolvimento do Liceu de Artes. Hoje Graça Leal coordena o mestrado em História, no campus V da Universidade do Estado da Bahia, Uneb. Em julho, parte para o pós-doutorado, em Portugal.

( Informações do portal NAVII, do jornalista Arthur Andrade )

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Posted on 03-05-2010
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CRÔNICA/ ESQUADRÃO

O Bahia é coisa de Deus !

Gilson Nogueira

“O vento torce contra o Bahia,” é o que penso sorrindo, enquanto tento pendurar uma pequena bandeira do meu time que veio encartada em um jornal local na janela do meu apartamento. Tentei várias vezes fazer o escudo ficar de cara para a rua e o vento pirracento, com jeito de quem é Vitória, desde que Deus criou o mundo, enrola a bandeira e, assim, não permite que ela tremule, como eu gostaria, botando pra fora minha paixão tricolor. Já que não tem jeito, lutar contra a natureza, recolho minha idéia de pano e vou direto ao armário procurar um documento histórico da Revista Placar sobre a conquista do título de Campeão Brasileiro de 1988, pelo Bahia.

Lá está um pôster, gigante, da equipe formada por Ronaldo, Paulo Rodrigues, João Marcelo, Claudir, Paulo Róbson e Tarantini, Gil, Zé Carlos, Bobô, Charles e Sandro. Na publicação, a ficha de cada um dos comandados do técnico Evaristo de Macedo, chamados pela revista de tricolores elétricos. “ Um campeão em ritmo de lambada”, refere-se o texto à epopéia do Tricolor de Aço, no século passado. Ele começa dizendo que, até o dia 19 de fevereiro de 1989, a maior façanha já alcançada pelo time do Bahia era a primeira Taça Brasil, de 1959, conquistada em cima do Santos.

Dobro a quase revista e, na contracapa, está lá, o título, em negrito: A Primeira Grande Glória, com a foto do Bahia campeão da Taça Brasil de 1959 .Vê-se, em pé: Nadinho, Leone, Henrique, Flávio, Vicente e Beto; agachados: Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba. Diz a legenda: “Este time derrotou o grande Santos de Pelé na final. Ao lado, a festa dos 3 x 1 da conquista no Maracanã”, referindo-se a um flagrante jornalístico de O Globo, com os heróis dando a volta olímpica, no Maraca, envergando um uniforme de listras verticais em azul, vermelho e branco, sem o escudo do clube.

Pronto, aí, de repente, pinta o que quero falar, aqui, agora, substituindo a vontade de pendurar a bandeirinha do Bahia na janela: um recado aos seus jogadores que, hoje, no Barradão, precisam vencer seu grande rival, por 2 x 0, na final do Campeonato Baiano de Futebol, para poder gritar, de novo, Sou Campeão!!!

Vejam bem, vocês estarão, hoje, à tarde, diante de um desafio monumental, vencer o Leão, em seus domínios. O leão é animal valente, símbolo de uma agremiação que orgulha a Bahia, por tudo que fez e faz pelo esporte. Por isso, viva o Vitória!

Sintam-se, jogadores tricolores, na hora do vamos ver, como gladiadores da bola e, no instante decisivo, lembrem que, naquele memorável triunfo do Bahia, em pleno Maracanã, contra uma das mais fortes esquadras do planeta, o escudo que não estava na camisa havia ficado invisível aos olhos de todos, no estádio. Ele era o coração de cada um daqueles atletas que deram ao clube seu primeiro título nacional e mais uma demonstração que o Bahia, antes de ser um time, é uma coisa de Deus a pulsar vida dentro da gente!

Gilson Nogueira, jornalista, colaborador do BP e esquadrão de aço pra valer. Texto escrito com brio tricolor antes do jogo de domingo no Barradão.

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Posted on 03-05-2010
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Comentário digno de nota ao editor mandado diretamente de Glória, no vale do São Francisco, por Janio Ferreira Soares, cronista e colaborador do Bahia em Pauta, sobre as desgraças do “Esquadrão de Aço” do futebol baiano.
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“O presidente do time da Quixaba, aqui perto de Glória, continua interessado em marcar um amistoso com o Bahia. O cachê continua sendo um rubacão de feijão verde, agora sem o bode assado. A mariola também já era. Abração”.

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Serra no congresso evangélico

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Em seu artigo desta segunda-feira na Tribuna da Bahia o colunista político Ivan de Carvalho tra de uma dos temas mais delicados e polêmicos em qualquer campanha eleitoral: a questão religiosa. O colunista registra que, na noite de sábado, ao participar de um evento religioso em Camboriú, Santa Catarina – o 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, promovido pela Assembléia de Deus – o candidato do PSDB a presidente da República, José Serra, falando para 10 mil pessoas, fez um discurso cheio de referências à Bíblia e pediu orações. É o gancho factual para o trexto de Ivan que BP reproduz.

( VHS )

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OPINIÃO POLÍTICA

A crença de cada um

Ivan de Carvalho

Todo mundo sabe que uma das candidatas a presidente da República, a ex-ministra Marina Silva, ex-PT e hoje do PV, é evangélica.

Na noite de sábado, ao participar de um evento religioso em Camboriú, Santa Catarina – o 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, promovido pela Assembléia de Deus – o candidato do PSDB a presidente da República, José Serra, falando para 10 mil pessoas, fez um discurso cheio de referências à Bíblia e pediu orações.

Serra começou o discurso repetindo uma saudação dos evangélicos – “Que todos estejam com a paz do Senhor” – e em seguida pediu ao povo que orasse, explicando: “Peçam que Ele me dê sabedoria para enfrentar as batalhas daqui por diante. Todas elas voltadas ao progresso do país”. Mas o candidato tucano a presidente não disse a qual denominação religiosa se considera ligado.

Nem teria essa obrigação, ainda que citando a Bíblia e pedindo à multidão que estava ali orações para que o Senhor lhe desse sabedoria. Com isso dava um sinal de que é espiritualista. Poderia ter uma crença judaica, católica ou evangélica, mas a rigor poderia ser bramanista e citar a Bíblia sem problema nenhum e, aprofundando o entendimento espiritual, também não seria incoerente que citasse a Bíblia se fosse budista ou islamita, já que Jesus é considerado um dos principais profetas pelos muçulmanos.

Mas a ligação de Serra tem sido com a Igreja Católica. Nos seus tempos de estudante, ele foi eleito presidente da UNE com o apoio essencial da Juventude Católica, à qual era ligado. E onde foram recrutados quadros para a Ação Popular (AP), da qual Serra foi um dos fundadores, em evento realizado em Salvador. Era uma organização ligada à esquerda católica e outro que a integrou foi o ex-presidente FHC. Na Bahia, por exemplo, Fernando Schmidt, competente executivo que é hoje chefe do Gabinete do Governador. Serra teve sempre essa ligação com o catolicismo. Quando a AP fundiu-se ao PC do B, ele não acompanhou.

Mas Dilma Rousseff – a candidata do PT a presidente por obra e graça, não, não é isso que você pode estar pensando, foi por obra e graça de Lula – também entrou, na semana passada, na área religiosa. Não porque quis. Mas porque a surpreenderam com uma pergunta direta quando falava com jornalistas. A resposta foi uma confusão, muito mais que uma confissão. Bem, ela deu a impressão de que não pensara antes no assunto. Disse achar que há uma “força superior”, e que ela, Dilma, vai se “equilibrando assim”, então disse que tinha uma cultura familiar católica (não disse que integrou o revolucionário grupo Política Operária – Polop, organização anarquista barra pesada e, por definição, materialista) e então completou, peremptória: “Sim, é isso, eu sou católica”.

Pois é. É?

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