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Posted on 01-05-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 01-05-2010


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Um Homem Também Chora (guerreiro Menino)

Composição: Gonzaguinha

Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas…

Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura…

Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito…

Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os tornem refeitos…

É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra do seu tempo
Por sobre seus ombros…

Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama…

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho…

E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata…

Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz…

É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros…

Eu vejo que ele sangra
Eu vejo que ele berra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama…

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida

BOA NOITE!!!
E vida é trabalho…

E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata…

Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz…

Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz…

Lula chora no começo da despedida/


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Há oito meses de deixar a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva chorou de emoção ao falar a trabalhadores do ABC do término de seu mandato. O presidente mais popular da história do Brasil, eleito um dos 25 líderes mais influentes do planeta pela revista norte-americana Time, o homem do ano pelo jornal francês Le Monde e chamado de “o cara” pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Lula disse que seu maior orgulho após oito anos de governo será poder andar tranquilamente pelas ruas de São Bernardo do Campo, olhar nos olhos dos trabalhadores que o alçaram ao poder, e poder cumprimentá-los com a sensação do dever cumprido.

“É com muito orgulho que, quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas onde fiz as greves mais maravilhosas desse País. E o que mais vai me dar orgulho é que vou poder levantar de manhã, encontrar qualquer trabalhador e dizer para ele: bom dia, companheiro. Porque eu fui leal”, disse, para, em seguida, começar a chorar.

maio
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A melodia é contagiante, a interpretação é inimitável , mas atenção especial para a letra desta canção escolhida como a música do sábado pelo Bahia em Pauta neste Dia Internacional do Trabalho. Quem tiver outras sugestões para a data mande que BP agradece.
(Vitor Hugo Soares)

maio
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Posted on 01-05-2010
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O Presidente dos Estados Unidos vai deslocar-se às zonas afetadas pela maré negra no Golfo do México nas próximas 48 horas para avaliar a situação e os esforços em curso para conter o vazamento de petróleo que ameaça causar um dos maiores desastres ambientais da historia.

«O Presidente irá ao Golfo do México nas próximas 48 horas para avaliar o vazamento de petróleo e a reação» das autoridades, diz um comunicado da Casa Branca.

Obama prometeu tudo fazer para conter os efeitos da maré negra, a pior das últimas décadas nos Estados Unidos. Os estados do Alabama e do Mississipi decretaram o estado de emergência face à ameaça iminente da maré negra, depois de idêntica medida ter sido decretada no Luisiana, onde a mancha de petróleo já chegou, e na Florida, onde é esperada na segunda-feira.

O derrame partiu da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, explorada pela empresa britânica British Petrolen (BP) e situada a 70 quilómetros da costa norte-americana. A plataforma naufragou a 22 de Abril, dois dias depois de uma explosão.

Com 800 mil litros de petróleo escapando todos os dias do poço furado sob a plataforma, a catástrofe poderá ultrapassar em amplitude a de Exxon Valdez, a pior da história norte-americana, em 1989, ao largo do Alasca.

(Informações do portal TSF Rádio Notícias, de Portugal)

maio
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Posted on 01-05-2010
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Aves em perigo na costa americana/ El Mundo

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CRÔNICA/TANTO ÓLEO

MAR EM LUTO

Diogo Tavares

Todo desastre ecológico é terrível e geralmente não é útil tecer comentário sobre o quanto um acidente pode ser pior do que outro. Mas em alguns casos não dá pra evitar. Entre as calamidades causadas pelo homem, aquelas que envolvem a indústria de petróleo têm gerado maiores e mais permanentes danos do que outras. E não é necessário computar nesta relação as guerras modernas no Oriente Médio, motivadas em grande parte pela disputa estratégica pelo controle das maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo. Basta analisar os desastres diretos, como o que atingiu o Alasca há alguns anos e o que atinge agora a costa atlântica sul dos Estados Unidos, após a explosão de uma plataforma no Golfo do México, expoentes máximos de casos similares banalizados no mundo todo.

Nas últimas horas as notícias são terríveis, com a mancha de óleo maior do que a Jamaica atingindo uma enorme área de pântanos, de reservas biológicas e de exploração pesqueira. Um país, o maior viciado em petróleo do mundo, em estado de emergência justamente por causa do ouro negro. Isto é a única parte boa da notícia, pois o oceano é muito grande, mas para os americanos o país deles é ainda maior.

Não gosto e acho ultrapassado o discurso anti-imperialista, do tipo “yankee go home”, mas são bons os ventos que estão levando todo aquele petróleo para a costa norte-americana e não para o meio do Atlântico. Digo isso com certa triste convicção de quem já deparou com grande quantidade de lixo não orgânico, como garrafas pet e pedaços de rede de pesca, velejando a meio caminho de Fernando de Noronha, bem longe da plataforma continental. Sim, a poluição no oceano não tem dono e não haveria metade do empenho da maior potência do mundo em deter o desastre ecológico se ele não fosse em casa. Da mesma forma que, responsáveis pela maior quantidade de gases do efeito estufa no mundo, os Estados Unidos ainda relutam em assinar acordos de controle de emissão.

Por isso há a outra questão que surge, mais sutil, mas igualmente importante e provavelmente mais profunda e duradoura. Esta tragédia deve colocar em discussão, a partir dos próprios Estados Unidos, se este modelo de desenvolvimento calcado em fontes de energia não renováveis, na exploração irresponsável das reservas naturais, na visão unilateral de mundo e na concentração de riqueza e poder pode continuar.

Buscando um otimismo lá no fundo, tenho a esperança de que este desastre e todo o custo econômico atrelado a ele possam colocar a questão da segurança ambiental e da sustentabilidade em outro patamar. Inclusive aqui no Brasil, onde vazamentos de petróleo são recorrentes e já causaram graves danos principalmente nas baías da Guanabara e de Todos os Santos. Não basta discutir com quanto da riqueza do pré-sal cada estado brasileiro vai ficar. É preciso assegurar que o preço a pagar, neste caso por todos nós e pelos nossos filhos, não será alto demais.

Diogo Tavares é jornalista e escritor

maio
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Posted on 01-05-2010
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Dilma em campanha na Agrishow

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ARTIGO DA SEMANA

CANDIDATOS E O FILME SUECO

Vitor Hugo Soares

Perdi a conta das vezes que vi e revi o filme sueco dos anos 80, “Minha Vida de Cachorro”, um de meus preferidos do cinema de todas as épocas. Guardo a cópia em DVD deste fascinante painel de vida e esperança em meio ao desvario quase total de um tempo. Dirigido por Lasse Hallstrom, a fita revela tudo através do garoto Ingemar e suas observações comparativas: lições agudas a partir de sua aldeia sobre o mundo e seus habitantes, da gente mais simples aos mais célebres e poderoso ao seu redor.

Sensibilidade, graça, equilíbrio e lúcida visão crítica, mesmo nos momentos mais loucos do enredo, estão presentes do começo ao fim. Mesmo quando tudo parece perdido, sem controle e sem saída nesta realização cinematográfica que virou cult com o passar do tempo. A cópia em DVD, digitalizada de antigo vídeo cassete, está sempre ao alcance das mãos e dos olhos, principalmente em tempos de campanhas eleitorais estranhas e polvilhadas de interesses nada recomendáveis, cheias de ruídos, blefes, falsas informações, imposturas de todo lado, como as que se tem visto ultimamente.

Isso e muito mais que tornam atualíssimo e digno de referência neste espaço, tanto o filme quanto o conselho repetido durante toda a fita pelo garoto Ingemar: “É preciso sempre comparar”.

Quase tudo torna o filme inesquecível. O rico conteúdo humano; o desempenho de atores e direção invulgares; o cenário magnífico de uma Suécia de sonhos cujos habitantes amam o samba do Brasil e torcem por seu futebol bem antes do presidente Lula chegar ao Palácio do Planalto.

Comove e surpreende ver o entusiasmo da fervorosa torcida de um povo com fama de “frio e pouco dado a emoções”, na noite gloriosa em que o lutador sueco Ingemar Johanson derrota o até então imbatível peso pesado americano Floyd Peterson.

Esta semana deu uma vontade danada de assistir “Minha Vida de Cachorro” outra vez. Isso em razão de alguns episódios, movimentos e imagens da campanha antecipada que anda a todo vapor em praticamente todas as regiões brasileiras, bem antes da Copa da África do Sul começar, mesmo que nenhum candidato o admita, nem seus condutores políticos e marqueteiros de plantão.

Sem falar em “azaradores” que não dormem como o baiano Duda Mendonça. Este não larga o calcanhar de seu conterrâneo João Santana, que não acha sossego para cuidar profissionalmente de seu trabalho e da imagem da petista Dilma, como Lula recomendou ao publicitário de sua campanha vitoriosa mais recente.

Esta foi uma semana rica em exemplos (nem sempre recomendáveis), a começar pela rasteira do alto comando do PSB aplicada no socialista cearense Ciro Gomes, para derrubar o deputado pelo Ceará em sua postulação para disputar o primeiro turno da eleição presidencial pela legenda de seu partido.

Outro: a pré-candidata petista Dilma Rousseff em seu blog recentemente criado, desfilando na histórica Passeata dos 100 Mil no Rio de Janeiro, com a face emprestada da atriz Norma Bengell. Ou mais recente, dirigindo um trator com chapéu de roceira na cabeça e vestindo terninho executivo na Agrishow, a superexposição de implementos agrícolas em Ribeirão Preto.

No Sudeste e no Norte o auê político-eleitoral causado pelo sorriso novinho em folha inaugurado pela senadora do Acre e postulante presidencial do Partido Verde, Marina Silva. Sorriso que ela exibirá este domingo na Bahia, quando estará em Salvador para impulsionar os candidatos da chapa Verde nas eleições majoritárias no Estado.

No Nordeste, o paulista José Serra visita a Bahia pela segunda vez em menos de 15 dias. Faz força para bater o recorde de Lula em campanhas passadas, sempre a repetir nos palanques a convicção espírita de que um dia, em outra encarnação, foi baiano.

No esforço para cortar caminho na terra onde as pesquisas mostram Dilma mais forte eleitoralmente, Serra não chega a tanto. Mas o paulista não cansa de repetir que foi na Bahia, na época do movimento estudantil contra a ditadura e da construção da Ação Popular (AP), ao lado de Duarte Pacheco Pereira, que aprendeu “a fazer política de verdade”. Desta vez, Serra apareceu bem à vontade ao lado do ex-governador Paulo Souto, postulante a voltar ao Palácio de Ondina na eleição deste ano.

Cercado por toda cúpula carlista do DEM no estado, o tucano visita a cidade de Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral do estado e antigo reduto da esquerda baiana, sob o comando de um dos maiores adversários de Antonio Carlos Magalhães e da ditadura militar durante décadas: o falecido ex-prefeito e ex-deputado Chico Pinto.

Enquanto enfrenta seu drama pessoal em “Minha Vida de Cachorro”, o garoto Ingemar observa tudo e filosofa sobre sua vida, as pessoas e as notícias do mundo à sua volta. Para minorar seu sofrimento, pensa em tragédias maiores que a sua, como a da freira que foi ajudar pessoas na Etiópia e lá foi morta a pauladas.

Ou da cadelinha Laika, que os russos haviam acabado de mandar para o espaço dentro do foguite “Sputnik”, e lá morreria de fome. Feita a reflexão, Ingemar conclui com a sua frase preferida: “É preciso comparar”.

Pois é, antes que seja tarde.

Vitor Hugo Soares é jornalistan – E-mail:

vitor_soares1@terra.com.br

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