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Postado em 30-04-2010
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 30-04-2010 17:16

Duda: jogo pesado com João

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DEU NO BLOG DE CHICO BRUNO

Direto da Varanda: Chico Bruno

Dilma não é Lula

Lula caiu nas mãos de Duda Mendonça em 2002, pronto e acabado.
Afinal, depois de disputar três eleições presidenciais não poderia ser diferente, principalmente por que, goste ou não de Lula, ele é safo, tão safo que, dá nó em pinto de éter sem deixar ponta.
Mesmo assim, foi preciso sacar da cartola a tal “Carta aos brasileiros”, na qual Lula assumiu compromissos com a política econômica implantada por Itamar Franco e continuada por Fernando Henrique.
Dilma chegou às mãos de João Santana virgem em campanhas eleitorais. Ela nunca foi um ser político, é uma burocrata, competente na ótica de Lula e dos petistas.
Essa é a diferença.
Há tempos venho pregando, que quando chegasse o buraco negro de uma campanha eleitoral, que compreende o espaço entre desincompatibilização em abril e julho, quando começa a campanha eleitoral pela legislação, é que a onça ia beber água.
Antes disso, Dilma era a mochila inseparável das viagens de Lula.
Ocorre que além do citado, o PT montou uma mega-estrutura de campanha que ao invés de ajudar João Santana, o atrapalha.
Enquanto a equipe de Duda, em 2002, fazia a captação de imagens espontaneamente durante as viagens de Lula para os programas eleitorais, João Santana é obrigado a produzir as cenas de Dilma para os mesmos fins.
Vale lembrar, que a cena principal da campanha à reeleição de Lula foi feita espontaneamente durante uma viagem presidencial a cidade baiana de Lauro de Freitas.
Portanto, não dá para comparar o trabalho de Duda em 2002 e o do próprio Santana, em 2006, com Lula, com o que precisa ser feito agora com Dilma.
Leio na coluna do Luiz Carlos Azedo que “João Santana prepara em segredo o programa do PT que irá ao ar em 13 de maio”.
Ainda, segundo Azedo, Santana “não quer vazamentos sobre o roteiro e pretende surpreender ao utilizar o tempo de televisão e de rádio da legenda para reposicionar a imagem da candidata petista”.
Acho que sobre isso, o que existe é muito folclore.
Afinal, duas viagens para as gravações de Dilma foram acompanhadas por jornalistas “ingeridos”, segundo disse uma das produtoras baianas das cenas gravadas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
É constrangedor alguns dirigentes petistas dizerem que Dilma precisa ter um bom desempenho no programa para superar a crise de identidade na qual submergiu após deixar de ser mochila de Lula, haja vista, que a maioria das cagadas não foi produzida por Dilma, mas pelos especialistas em internet que eles próprios contrataram.
Mas a grande sacanagem desse período da campanha é ouvir Duda Mendonça, que durante anos sugou a sabedoria de João Santana, dizer que Dilma está sendo desvirtuada ao ser apresentada ao eleitor.
É por essas e outras que Duda e outros gostam de fazer com os colegas que me recolhi a Varanda, de onde analiso essa “zona” em que se transformou a política brasileira.
Uso “zona” para não usar o termo com que Ciro brindou Fortaleza.

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