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Posted on 23-04-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 23-04-2010

DEU NA FOLHA DE S. PAULO, EDIÇÃO DESTA SEXTA-FEIRA. O TEXTO É ASSINADO PELA REPÓRTER THAIS BILENKY, EM COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.

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A dizimação da guerrilha do Araguaia levou o Brasil ao banco dos réus. O país será julgado na OEA (Organização dos Estados Americanos) por tortura, detenção e execução de 70 pessoas. A sessão ocorrerá nos dias 20 e 21 de maio, na sede do tribunal da OEA, na Costa Rica. A sentença deve ser divulgada seis meses após a sessão.

A decisão de julgar o Brasil, tomada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, teve como argumento o fato de que o Estado não demonstrou motivação política para investigar e responsabilizar os agentes públicos envolvidos.

A estratégia de defesa brasileira é liderada pelo Itamaraty, com participações da Secretaria Especial de Direitos Humanos, dos ministérios da Defesa e da Justiça e da Advocacia-Geral da União.
O Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Itamaraty não detalhou qual será a estratégia de defesa.

A ação foi movida pelo Cejil (Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional), pelo Grupo Tortura Nunca Mais-RJ e pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos de São Paulo.

(THAIS BILENKY)

abr
23
Posted on 23-04-2010
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“Bomba, Bomba!”, diria o colunista Ibrahim Sued se vivo estivesse. Vejam o que Ciro falou ao portal IG acaba de postar sobre o “afair” que ameaça incendiar a sucessão presidencial. Confira. (VHS)

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Na noite da última quinta-feira, o deputado Ciro Gomes estava magoado com a decisão do PSB de abandonar sua candidatura para apoiar a petista Dilma Rousseff, como se pode perceber nesta entrevista concedida ao iG.

Em entrevista ao iG, Ciro fala sobre política e seu futuro
Ciro afirma ao iG que José Serra tem mais chance do que Dilma
Ciro diz ao iG que tinha um papel a cumprir nesta eleição

As palavras duras empregadas na entrevista que concedeu ao iG, contudo, não vinham acompanhadas de um tom eufórico. Ciro estava sereno, mesmo quando declarou que “Lula está navegando na maionese”. Na conversa, assumiu pela primeira vez que sua candidatura à presidência da República chegou ao fim.

Oficialmente, aguardará a decisão da executiva do partido, marcada para o dia 27 de abril, terça-feira da semana que vem. Mas o próprio teor das declarações que fez ao iG indica o grau de entrosamento entre candidato e legenda. Citando nominalmente o presidente nacional do partido, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, e o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, Ciro disse que os líderes pessebistas “não estão no nível que a História impõe a eles”.

Pela primeira vez, Ciro admitiu também que pode largar a política partidária neste ano. Ex-prefeito de Fortaleza, ex-governador do Ceará, ex-ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso e ex-ministro de Lula, Ciro Gomes tem uma carreira política vitoriosa. Aos 53 anos, poderá se ver obrigado a fazer uma parada técnica e ficar de fora da política por dois anos se se dispuser a voltar na condição de prefeito, ou até quatro anos, se quiser voar mais alto. Terá então 57 anos, jovem para padrões políticos.

A parte mais forte da entrevista concedida ao iG foi reservada ao presidente Lula, a quem acusa pessoalmente de agir de maneira desmedida na tentativa de eleger a candidata Dilma: “Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato eu cumpria esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso, o Márcio Thomaz Bastos fazia isso. Agora ninguém faz”.

Ciro Gomes afirma que Lula tem a popularidade que merece ter, pois seu governo tem realizações. “Mas ele não é Deus”. Ciro critica a decisão do Palácio do Planalto de interferir no debate interno do PSB e critica ainda o que classifica de subserviência partidária: “Tiraram de mim o direito de ser candidato. Mas quer saber? Relaxei. Eles não querem que eu seja candidato? Querem apoiar a Dilma? Que apoiem a Dilma. Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma.”

Na entrevista, Ciro Gomes diz que sua presença na eleição cumpriria uma missão. “Trata-se de uma missão estratégica, que não será desempenhada por mais ninguém”. Ciro afirma que não tinha ilusões eleitorais, mas via uma chance de ajudar num debate que, ao seu ver, é urgente. “Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita.” Segundo Ciro, a candidatura de Dilma Rousseff tem menos chance de enfrentar o problema do jeito que ele precisa ser enfrentado. “Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”.

Embora prometa acatar a decisão do partido de apoiar a candidata petista, até porque não restam alternativas, Ciro Gomes avisa que não se envolverá na campanha: “Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa”. Ciro acredita que a eleição deste ano será marcada por baixarias, entre as quais inclui uma ação de grupos radicais abrigados no PT: “Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma m…”

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Marina: celebridade ambientalista

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Rosane Soares Santana*

Em reportagem intitulada “Another Silva” (“Outro Silva”, em português), a mais recente edição da prestigiosa revista britânica The Economist destaca a trajetória de vida da pré-candidata do Partido Verde (PV) ao Planalto, como “uma celebridade ambientalista que disputa a presidência”. No texto em que compara a biografia de Marina à do presidente Luis Inácio Lula da Silva, pela origem humilde, a publicação diz que Marina é uma candidata que parecer ter “princípios demais” para enfrentar uma luta dura numa democracia gigante.

Segundo a reportagem, o que Marina perde por estar filiada a um partido pequeno, como o PV, ela tenta ganhar com sua força ética, correndo por fora na disputa. Cita recentes pesquisas que colocam Marina na casa dos 10% das intenções de voto, para concluir que a luta da candidata não será fácil. Mas que isso não é ruim, uma vez que muitos brasileiros, como eleitores de outros lugares, não contam, entre suas prioridades, salvar o planeta.

A revista lembra a trajetória de Marina, desde a infância pobre no Acre, o pai seringueiro,a família numerosa de 11 irmãos, com oito sobreviventes, as doenças enfrentadas na floresta – malária hepatite e outras -, que legaram a ela problemas de saúde na fase adulta, como alergias a coisas que vão de frutos do mar a ar condicionado. “Foi um perigoso lugar para crescer”, afirmou Marina à revista, que acrescenta ainda no trecho sobre a biografia da ambientalista, o fato de ela ter trabalhado como empregada doméstica para poder estudar na Universidade Federal do Acre.

The Economist destaca a luta de Marina ao lado de Chico Mendes, assassinado em 1988, além de ressaltar que ela foi membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), junto ao presidente Lula, que a fez ministra do Meio Ambiente quando assumiu o governo, em 2003.

A reportagem avalia que, no governo, Marina estava sendo desgastada por medidas as quais ela foi contrária, como a liberação do plantio da soja geneticamente modificada, a pavimentação da BR-163, através da Amazônia, e a discussão sobre energia nuclear.

Diz que, em 2008, Marina resignou-se depois de ver transferido para outro ministério (Assuntos Estratégicos), a responsabilidade pela reforma da lei sobre ocupação da terra na Amazônia, quando ela criticou o presidente Lula publicamente.

Oo principal tema da campanha de Marina, segundo The Economist é que o Brasil tem a responsabilidade moral de tornar-se um país de alta tecnologia com uma economia de baixo carbono, servindo de exemplo para outros países desenvolvidos E acrescenta que em uma crítica tácita à devoção de Lula pelo estado gigante e por Fidel Castro, Marina diz que o Brasil deve baixar a carga de impostos e não afagar tiranos.

Especula sobre a possibilidade de o dono da Natura, Guilherme Leal, aceitar a candidatura a vice na chapa de Marina e diz que ela (Marina) tem ainda bastante chão para percorrer. Conclui com uma citação da candidata verde: “meu avô disse-me que o animal com as pernas mais curtas tem de correr as maiores distâncias”.

Rosane Soares Santana, jornalista baiana, participa da cobertura das Eleições 2010 pelo Terra, onde escreve também a coluna “As Eleições na História”.

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Posted on 23-04-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 23-04-2010

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Maria Olívia

Esta sexta promete. O dia de São Jorge, que tem milhões de devotos no país, será repleto de festividades, especialmente no Rio de Janeiro, feriado nesta sexta (23). Em Padre Miguel haverá muitos festejos para homenagear o Santo Guerreiro. Mas a grande atração será o cantor Emílio Santiago, que promete um grande show para o público da zona oeste do Rio que contará com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

Reverenciado na Igreja Católica e nos diversos terreiros espalhados por este ‘mundo de meu Deus’, a fé no Santo Guerreiro vai além do que se possa imaginar. O Santo é celebrado também nos bares, residências e praças públicas. São Jorge conseguiu com o decorrer dos anos, ser transformado em protetor de vários segmentos da sociedade. Portanto, no Rio, em Salvador ou em qualquer parte São Jorge é celebrado. Vista sua camisa verde, azul ou branca, ore e cante por um mundo melhor e mais fraterno. Convido os blogueiros do Bahia em Pauta a engrossar o coro dos quatro Jorges – Mautner, Aragão, Vercilo e Benjor – em memorável show na Praia de Copacabana em homenagem a Jorge , entoando juntos a belíssima canção para nosso santo protetor: “Tem fé, que Jorge há de ajudar, a todo brasileiro, brasileiro guerreiro…”. Salve Jorge !

Maria Olivia é jornalista , devota de Jorge e do Rio de Janeiro

Oração

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Posted on 23-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 23-04-2010

Ciro: na hora da traição

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Em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho analisa as pressões e os interesses estranhos no jogo de pressões, dentro e fora do PSB, para afogar a postulação do deputado Ciro Gomes como candidato de seu partido à presidência da República. Este e outros interesses regionais do PSB, especialmente na região Nordeste, estão para Ciro como as 30 moedas de prata pagas a Judas estiveram para Jesus, compara o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Ciro e as 30 moedas

Ivan de Carvalho

OLHO: Este e outros interesses regionais do PSB, especialmente na região Nordeste, estão para Ciro como as 30 moedas de prata pagas a Judas estiveram para Jesus.

Ciro Gomes queria ser candidato a presidente da República.

Tinha (continua tendo, naturalmente) um currículo político invejável.

Nascido no interior de São Paulo, foi deputado estadual cearense, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará por dois mandatos.

Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco por apenas três meses, assumiu o cargo apontado como talvez o único político disponível capaz de manter a credibilidade do Plano Real em fase de implantação, credibilidade ameaçada pelo chamado “caso da parabólica”, envolvendo Rubens Ricúpero, que por isto teve que deixar o Ministério da Fazenda. Cumpriu a missão.

Em 1997, depois de ter sido filiado no início de sua vida política ao PDS e passado para o PMDB, desliga-se do PSDB e ingressa no PPS, legenda pela qual concorre às eleições de 1998 para presidente da República. Uma mudança brusca imposta à legislação eleitoral por uma “interpretação” do TSE sob a influência do então presidente da corte, o ministro do STF Nelson Jobim, impondo a chamada “verticalização das coligações”, inviabiliza o apoio formal do PFL à sua candidatura e leva a um apoio informal apenas de metade deste partido, deixando Ciro sem a estrutura de sustentação de uma candidatura viável. Fica em terceiro lugar. Em 2002, concorre novamente à presidência pela coligação PPS-PTB-PDT, mas tem dez por cento dos votos e passa a apoiar Lula, em cujo governo ocupa o Ministério da Integração Nacional, mais tarde ocupado pelo peemedebista baiano Geddel Vieira Lima.

A “verticalização das coligações” teve o resultado de assegurar que a eleição acabasse por ser polarizada entre o PSDB e o PT, um quadro que se repetiria nas eleições presidenciais seguintes, mesmo depois que o Congresso Nacional acabou com a “verticalização” imposta pela “interpretação” do TSE. A “verticalização” foi, lá atrás, o principal fator para formatar o atual quadro partidário, em que predominam fortemente o PT e o PSDB.

Mas, voltando a Ciro, novamente ele tentava, este ano, por um partido médio, o PSB, disputar a presidência da República. Até o fim da semana passada estava com dez por cento das intenções de voto, mas o PSB ontem consumou a traição a Ciro, avisando-o que não terá a legenda do partido para ser candidato a presidente, conforme desejava o presidente Lula e o presidente do PSB, Eduardo Campos, que faz de tudo para ter o apoio do PT e de Lula para reeleger-se governador de Pernambuco.

Este e outros interesses regionais do PSB, especialmente na região Nordeste, estão para Ciro como as 30 moedas de prata pagas a Judas estiveram para Jesus. O leitor naturalmente sabe quem pagou as 30 moedas de prata.

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