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Postado em 22-04-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 22-04-2010 11:27

Nilo Coelho: talvez o vice de Souto

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Em que está apostando os Democratas da Bahia? No confuso contexto das articulações, manobras e estratégias preparatórias para a campanha sucessória ao governo do Estado, está é a questão motivado do artigo que o jornalista políticio, Ivan de Carvalho, publica nesta quinta-feira na Tribuna da Bahia e BP reproduz.
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(VHS)

PINIÃO POLÍTICA

O tempo do DEM

Ivan de Carvalho

Em que está apostando o Democratas da Bahia?
O partido, que tem como principal aliado o PSDB, está encontrando dificuldades para fechar acordos com outras legendas expressivas e vem registrando perdas que tenta, em parte, reverter.
Uma dessas perdas recentes foi a adesão do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, à chapa encabeçada pelo peemedebista Geddel Vieira Lima, candidato a governador. Praticamente simultânea foi a decisão da seção estadual do PPS de apoiar Geddel, que por sua vez apóia a candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, enquanto no plano nacional o PPS integra a coligação oposicionista que sustenta a candidatura do tucano José Serra e que inclui o DEM.

Este partido tenta, com o apoio da direção nacional do PPS, reverter a opção da seção estadual da legenda e existem boas chances de que isso ocorra, pacificamente ou à força. Esta hipótese seria a de uma intervenção da direção nacional na direção estadual do PPS. Quanto à posição do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, poderá receber tratamento disciplinar, pelo menos para que sirva de exemplo a outros democratas sob tentação. A bancada estadual do DEM foi surpreendida na terça-feira pelo voto favorável do deputado democrata Eliedson a importante projeto do governo que sofria forte combate da oposição. O líder da oposição, deputado Heraldo Rocha, disse que levará o caso à direção partidária.
Mas o problema principal da coligação DEM-PSDB na Bahia é a pouca atividade político-eleitoral desenvolvida até agora, nessa fase anterior às convenções de junho.

A inatividade foi quebrada por três fatos apenas, nos últimos tempos. Uma visita a Guanambi, quando da renúncia do ex-governador Nilo Coelho ao cargo de prefeito, para marcar um convite considerado aceito para que ele participe, tudo indica que como candidato a vice, da chapa que será liderada pelo ex-governador Paulo Souto; uma visita a Feira de Santana para marcar a incorporação do ex-prefeito José Ronaldo à chapa, como candidato a uma das duas cadeiras de senador; e a recente visita à Bahia do candidato da coligação liderada pelo PSDB a presidente da República, José Serra. Pelo menos um dos quatro lugares da chapa ainda não foi preenchido. Aí podem existir certos mistérios. Ou não, como diria Caetano Veloso.

Há como explicar a pouca movimentação político-eleitoral do DEM-PSDB para as eleições majoritárias na Bahia. Ao contrário do PT, que tem os governos estadual e federal nas mãos e do PMDB, que divide o governo federal com o PT e tem o governo de Salvador, a chapa do DEM-PSDB na Bahia é de oposição pura, o que lhe deixa esquálidos os meios de ação nesta fase.
Mas se na montagem da base política e de uma estrutura de campanha a coligação DEM-PSDB se atrasa, poderá mais à frente ficar muito dependente de dois fatores – a popularidade do seu candidato a governador, Paulo Souto, e o desempenho da candidatura de José Serra a presidente. No momento, Souto está em segundo lugar nas pesquisas para governador – esteve no primeiro, sem cargo nem propaganda, até início de 2009, o que foi um fenômeno admirável – e Serra mantém-se em primeiro para presidente, segundo o Ibope, que confirmou com ligeira diferença o Datafolha.

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