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Postado em 21-04-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 21-04-2010 15:03

Assembléia:Demorou mas aprovou

  
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Apesar do esforço desgastante para tropas de combate do governo e da oposição, além de alguns chamuscados de parte a parte, não foram registradas baixas mais graves a lamentar: Após sessão que durou 31 horas ininterruptas, a Assembleia Legislativa encerrou ontem, às 9:50 , a sessão plenária iniciada na segunda-feira, 19 , para apreciar uma matéria de grande repercussão e polêmica.

Trata-se do projeto de Lei 18.618 que Autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito interno junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, dentro do Programa Linha BNDES-Estados, até o montante de R$ 563.772.000,00 (quinhentos e sessenta e três milhões, setecentos e setenta e dois mil reais), cujos recursos serão aplicados em despesas de capital, leia-se investimentos.

A matéria sofreu a maior obstrução da atual legislatura. A oposição acusa o governo de enviar o seu “projeto releição” e que eles não iam avalizar recurso para ser usado durante este ano, ou seja, em pleno ano eleitoral, carimbando sua própria derrota.

O que se viu, então? Além da já tradicional conversa da sala do cafezinho e das cochiladas dos deputados e servidores pelas dependências da Casa, algumas manobras chamaram a atenção. O senador César Borges (PR) enviou um assessor para o foco das disputas e conchavos, que distribuiu uma carta informando das novas diretrizes do partido (apoio a Geddel) e subliminarmente ameaçando com sanções caso esses deputados votassem a favor do projeto de empréstimo do governo.

O PR, na verdade, foi a estrela principal. Reinaldo Braga, neo oposicionista ; Sandro Regis e Elmar Nascimento oposiçionistas ferrenhos, não só não deram quorum, como também obstruíram sistematicamente. Ivo de Assis votou com o governo, Gilberto Brito não deu quorum no início mas depois ajudou o governo e Pedro Alcântara votou contra mas deu quorum. Apesar da pressão os governista do PR acreditam que o alinhamento do partido com o governo Lula irá liberar os seus posicionamentos nos Estados. A conferir.

A deputada Maria Luiza Carneiro, primeira dama de Salvador, enquanto permaneceu no plenário ajudou o governo. A maior surpresa foi o deputado Eliedson (DEM) que votou a favor do governo. Segundo fontes da assembleia, a igreja fechou com Wagner no último domingo e ja deu ordens aos seus representantes para ajudarem o governo na Casa.

Heraldo Rocha, lider da Minoria, promete levar o caso ao partido. Os deputados estão tranquilos, pois nem Eliedson nem Ivo são candidatos nas próximas eleições e estão sob as bençãos da IURD, que de boba e imparcial não tem nada nas questões política mais polêmicas.

Entre mortos e feridos salvaram-se todos e o governo conseguiu o objetivo de aprovar a proposta principal e outras na hora do vamos ver quem tem farinha para vender na feira.

Exemplo: a majoração dos salários dos magistrados e promotores e o estabelecimento do limite de 22 mil para os servidores do TJ, uma vez que havia salários naquele colegiado de até 52 mil reais, conforme apurou o jornal A Tarde, além do novo sistema prisional do Estado.

Agora é jogar unguento nas feridas e aguardar os próximos embates.

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