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Vem da Califórnia, mais exatamente de Belmont, na área da Baia de San Francisco, a bela sugestão da sempre atenta colaboradora Regina Soares, olhos e ouvidos afinados, de mais umas canção para celebrar Brasília, no dia do cinquentenário da cidade única saída do sonho de JK e das pranchetas de Niemeyer e Lucio Costa, além do suor dos candangos, evidentemente.

Chega com uma mensagem:”Um abraço enorme na minha querida Mariana que, em Brasilia, encontrou seu porto. Ela me mostrou essa cidade sonho/realidade com muito orgulho e um pazer tão escancarado como o próprio cêu da cidade piloto.
As duas se identificam e se completam, Cidade, arrojamento, desbravamento, abertura, alva, pioneira, desafio, Mariana também, com uma nota de suavidade e gentileza unindo as duas.
Para você e sua cidade: “Uma flor do cerrado”
Confira.

Em tempo: Olívia lembra que 21 de abril é também a data de aniversário de Patrícia França. Brasiliense da gema, legítima flor do cerrado transplantada para a Bahia, onde há muito tempo viceja como uma das mais admiradas e competentes jornalistas de Política do estado, amiga das mais sinceras do Bahia em Pauta.
Grande Pat! Parabens do editor sempre agradecido e honrado por sua amizada, e de todos que fazem o BP.

(Vitor Hugo Soares)

Assembléia:Demorou mas aprovou

  
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Apesar do esforço desgastante para tropas de combate do governo e da oposição, além de alguns chamuscados de parte a parte, não foram registradas baixas mais graves a lamentar: Após sessão que durou 31 horas ininterruptas, a Assembleia Legislativa encerrou ontem, às 9:50 , a sessão plenária iniciada na segunda-feira, 19 , para apreciar uma matéria de grande repercussão e polêmica.

Trata-se do projeto de Lei 18.618 que Autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito interno junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, dentro do Programa Linha BNDES-Estados, até o montante de R$ 563.772.000,00 (quinhentos e sessenta e três milhões, setecentos e setenta e dois mil reais), cujos recursos serão aplicados em despesas de capital, leia-se investimentos.

A matéria sofreu a maior obstrução da atual legislatura. A oposição acusa o governo de enviar o seu “projeto releição” e que eles não iam avalizar recurso para ser usado durante este ano, ou seja, em pleno ano eleitoral, carimbando sua própria derrota.

O que se viu, então? Além da já tradicional conversa da sala do cafezinho e das cochiladas dos deputados e servidores pelas dependências da Casa, algumas manobras chamaram a atenção. O senador César Borges (PR) enviou um assessor para o foco das disputas e conchavos, que distribuiu uma carta informando das novas diretrizes do partido (apoio a Geddel) e subliminarmente ameaçando com sanções caso esses deputados votassem a favor do projeto de empréstimo do governo.

O PR, na verdade, foi a estrela principal. Reinaldo Braga, neo oposicionista ; Sandro Regis e Elmar Nascimento oposiçionistas ferrenhos, não só não deram quorum, como também obstruíram sistematicamente. Ivo de Assis votou com o governo, Gilberto Brito não deu quorum no início mas depois ajudou o governo e Pedro Alcântara votou contra mas deu quorum. Apesar da pressão os governista do PR acreditam que o alinhamento do partido com o governo Lula irá liberar os seus posicionamentos nos Estados. A conferir.

A deputada Maria Luiza Carneiro, primeira dama de Salvador, enquanto permaneceu no plenário ajudou o governo. A maior surpresa foi o deputado Eliedson (DEM) que votou a favor do governo. Segundo fontes da assembleia, a igreja fechou com Wagner no último domingo e ja deu ordens aos seus representantes para ajudarem o governo na Casa.

Heraldo Rocha, lider da Minoria, promete levar o caso ao partido. Os deputados estão tranquilos, pois nem Eliedson nem Ivo são candidatos nas próximas eleições e estão sob as bençãos da IURD, que de boba e imparcial não tem nada nas questões política mais polêmicas.

Entre mortos e feridos salvaram-se todos e o governo conseguiu o objetivo de aprovar a proposta principal e outras na hora do vamos ver quem tem farinha para vender na feira.

Exemplo: a majoração dos salários dos magistrados e promotores e o estabelecimento do limite de 22 mil para os servidores do TJ, uma vez que havia salários naquele colegiado de até 52 mil reais, conforme apurou o jornal A Tarde, além do novo sistema prisional do Estado.

Agora é jogar unguento nas feridas e aguardar os próximos embates.

Na missa de comemoração dos 50 anos de Brasília, o Arcebispo da cidade, Dom João Braz de Avis, aproveitou a presença das principais lideranças políticas locais para criticar a crise instalada no Distrito Federal por causa do “mensalão do DEM”. Ele pediu ainda a aprovação do projeto “ficha limpa” pelo Congresso.

No altar, no espaço dedicado às autoridades, estavam o governador recém-eleito, Rogério Rosso, o ex-governador Joaquim Roriz, o ex-vice-governador Paulo Octávio, e o deputado e ex-governador Wilson Lima, todos personagens principais do escândalo político que toma conta de Brasília desde novembro. Só faltou o governador cassado, José Roberto Arruda.

A missa ocorreu na virada da noite de ontem para hoje na Esplanada dos Ministérios. Em discurso, perto da meia-noite, o Arcebispo tocou no assunto que incomodou os políticos presentes. “Cresceram em Brasília e na Igreja contradições e problemas que geraram crises agudas. Assim é a crise política que hoje a capital vive”, disse Dom João. “Fazer de conta que a cultura política atual, exercida por grande parte de nossos homens e mulheres públicos, deve se perpetuar, é trair os melhores ideais constitucionais e religiosos”, afirmou o chefe da Igreja Católica no DF.

Ele ainda aproveitou para falar da pobreza. “As populações de outras regiões administrativas apresentam uma profunda desigualdade social. E, por isso, o Jubileu de Ouro que agora vivemos é um apelo de renovação das pessoas e da sociedade”, ressaltou. “Este é o momento favorável para os representantes do povo brasileiro acolherem com coragem e responsabilidade o apelo de 1,6 milhão de brasileiros que assinaram o projeto “ficha limpa”, afirmou. Essa proposta, em debate na Câmara dos Deputados, pode proibir políticos condenados pela Justiça de disputarem eleições


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“Céu de Brasília traço do arquiteto, gosto tanto dela assim!”
(VHS)

Salve JK , Que viva Niemeyer na beleza e na força de Brasília , dos que a construiram e do povo que nela habita.

abr
21
Posted on 21-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 21-04-2010

Itiúba: na rota da violência

Em seu artigo desta quarta-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho escreve sobre uma das questões mais preocupantes da Bahia destes dias: o avanço da violência, na capital e , principalmente, no interior.

A partir do olhar rememorativo lançado sobre Itiúba, a tranqüila aldeia da infância e juventude do colunista, onde o único furto (nunca roubo) que havia era de galinha, Ivan traça o painel da dramática realidade de hoje no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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O avanço da insegurança

Ivan de Crvalho

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A violência caracterizada principalmente por assaltos – cujos objetivos variavam, sendo o mais freqüente a prática de roubo – desenvolveu-se paulatinamente em Salvador, espraiando-se para a região metropolitana da capital, ao longo de décadas. Durante todo esse tempo, o fenômeno se intensificou, favorecido pelo crescimento da metrópole e pelos altos percentuais de população não educada, o que aumenta a vulnerabilidade à criminalidade violenta.
Também durante esse tempo, os governos baianos não adotaram – uns fizeram um pouco mais, outros um pouco menos, mas nenhum o suficiente – as medidas necessárias para que os aparelhos de segurança e judicial do Estado fossem postos em condições de enfrentar com o êxito exigível o problema. E assim este se agigantou e invadiu o interior, surgindo os assaltos nas estradas, nas pequenas cidades (primeiro, assaltos a agências bancárias e de correios, passando gradualmente a envolver outros alvos) e mesmo em cidades maiores e supostamente mais bem defendidas.
Abordo agora este assunto por causa de conversas com pessoas originárias de Itiúba, município do nordeste baiano (região do sisal), vizinho de Senhor do Bonfim, Monte Santo e outros. Na cidade de Itiúba vivi minha infância e boa parte da adolescência – nesta, durante as férias escolares, pois os cursos de ginásio e colégio ainda não existiam lá – e depois disso voltei muitas vezes para mitigar (não digo matar, pois estou falando de violência e a saudade de lá nunca consegui mesmo matar).
Há tempo, porém, interrompi o hábito de visitar o município uma vez por ano. Esta semana, conversei, porém, com pessoas cujas famílias ainda residem na cidade de Itiúba e que rotineiramente estão indo ao município. Soube, para minha surpresa, que as feiras semanais dos povoados, antes bastante movimentadas, quase acabaram. Poucas pessoas se dispõem a ir a elas por mercadorias à venda. Mantém-se ainda a feira na cidade, que acontece sempre no sábado.
O que produziu a decadência e quase extinção das feiras nos diversos povoados? A violência. Agricultores e comerciantes que iam a elas expor e vender seus produtos às populações desses povoados e às populações das zonas rurais vizinhas passaram a ser assaltados com inaceitável freqüência. Assim, indo ou voltando, perdiam as mercadorias ou o dinheiro apurado nas vendas e mesmo o que houvessem comprado com parte desse dinheiro das vendas e ainda incorriam em risco de serem mortos ou maltratados.
O resultado foi lógico. Deixaram de ir, apesar das desvantagens econômicas que essa renúncia ao comércio lhes acarreta. O que só faz ressaltar a intensidade do risco.
Embora goste muito de Itiúba, não escrevo estas linhas por amor pessoal a um lugar que me traz gratas recordações. Mas, talvez, por amor ou respeito às populações de, quem sabe, centenas de povoados espalhados pelo território baiano e das centenas de milhares de pessoas que têm suas vidas econômicas e a satisfação das necessidades de adquirir produtos prejudicadas ou dificultadas seriamente pela insegurança que domina, já não mais a população da capital (onde até um carro blindado oficial de uso do governador é roubado) e sua região metropolitana, mas a população de toda a Bahia. Incluindo as populações das pequenas localidades, a exemplo de Itiúba, onde a única coisa que às vezes era objeto de furto – nunca

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