abr
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Bignone: ditador condenado

O general Reynaldo Bignone, de 82 anos, foi condenado nesta terça-feira por envolvimento no rapto, tortura e assassínio de pessoas e por ter ordenado espancamento de dissidentes do regime militar. O último ditador da Argentina foi condenado a 25 anos de prisão por envolvimento no rapto, tortura e assassínio de 56 pessoas num campo de concentração clandestino.

Bignone, agora com 82 anos, foi condenado junto com outros seis militares e polícias por ter ordenado espancamentos e electrocussões de dissidentes do regime militar durante um período conhecido como a «Guerra Suja».

O antigo homem forte argentino, que foi o último presidente de fato do país que controlou a Argentina num período de sete anos de ditadura que terminou em 1983, deverá cumprir esta pena em casa.

Contudo, os seus advogados deverão pedir que esta não seja cumprida na prisão, uma vez que Bignone tem problemas de saúde

Wagner:”nome com peso político-eleitoral”

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Deu na revista digital Terra Magazine

Claudio Leal

Depois do recuo do senador César Borges (PR), ex-afilhado político de ACM cooptado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), os petistas podem sair fortalecidos na chapa do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

A frente governista conta com três nomes consolidados, mas não totalmente imunes a ajustes: além de Wagner, candidato à reeleição, Otto Alencar (PP) deve ocupar a vice e a deputada federal Lídice da Matta (PSB), uma das vagas do Senado. Com a desistência do PR, a executiva do PT recebeu o aval para discutir a candidatura própria ao segundo posto de senador.

Nesta segunda-feira, 19, os petistas se reuniram em Salvador para iniciar os debates internos. Do Palácio de Ondina, há a recomendação de que o nome tenha “peso político-eleitoral” e não seja garimpado somente no PT. Nos bastidores, os petistas recobraram a “autonomia” e pretendem definir-se por um dos três pré-candidatos apresentados ontem: o ex-ministro da Defesa Waldir Pires e os ex-deputados federais Walter Pinheiro e Nelson Pelegrino. Aliado do governador, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) é um dos cotados.

O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, defende uma escolha consensual, sem a realização de prévias. Ainda que se mantenha em relativa reserva, este também é o desejo de Wagner, sabedor dos ânimos conflituosos das correntes internas do partido.

Por ora, a escalação das tendências: a Democracia Socialista e a Reencantar querem Pinheiro; a EDP (Esquerda Democrática Popular), Pelegrino; a CNB (Construindo um Novo Brasil), Waldir Pires, também apoiado por lideranças representativas do PT, como Emiliano José, Zezéu Ribeiro, Geraldo Simões e Joseph Bandeira.

“O partido me designou para conversar com os aliados sobre a complementação da chapa. Wagner tem a tendência de definir o vice e colocou o partido para conduzir as conversas sobre o Senado. Ele não fez um pedido pessoal, não apoiou previamente um nome”, diz o presidente regional, Jonas Paulo. Na próxima segunda-feira, a executiva deve reunir-se outra vez. O PSB e o PCdoB integram as articulações.

Os debates consomem as noites dos petistas, mas, por antecipação, aceita-se que Jaques Wagner defina seus companheiros de chapa. Os defensores da candidatura Waldir Pires o apontam como o único candidato “suprapartidário” (isto é, acatado pelos demais aliados e com manancial de votos de ex-governador), mas Pelegrino e Pinheiro têm forte liderança na militância petista.

abr
20
Posted on 20-04-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-04-2010

Tradição em hidrelétricas

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O consórcio Norte Energia, encabeçado pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) foi o vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, com um deságio superior a 5%.
Chesf, Construtora Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Serveng, JMalucelli Construtora, Contern Construções, Cetenco Engenharia e Gaia Energia e Participações formam o consórcio vencedor para a polêmica mega-construção da quarta maior hidrelétrica do mundo
O analista especializado Guilherme Barros assinala em seu Blog que a vitória do consórcio Norte Energia no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte surpreendeu o especialista e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires.
Para ele, segundo Barros, o leilão da usina começou a chamar a atenção logo após a desistência dos grupos Camargo Corrêa e Odebrecht como potenciais investidores do projeto.

Depois, disse Pires, o surgimento do consórcio formado por empresas sem tradição na construção de hidrelétricas, no caso o grupo vencedor, e a tarifa de R$ 78 apresentada hoje também foram surpreendentes.
O consórcio Norte Energia é formado pelas empresas Chesf, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Serveng, JMalucelli Construtora, Contern Construções, Cetenco Engenharia e Gaia Energia e Participações
“Acho que teremos mais surpresas adiante. O leilão de hoje só foi viabilizado por conta da série de benefícios que o governo concedeu”, afirmou.
Segundo Pires, o próximo capítulo de Belo Monte deverá ser o ingresso dos fundos de pensão para viabilizar o investimento.
“Pelo que se fala no mercado a tarifa de R$ 78 vai demandar mais incentivos do governo”, disse.

Para os defensores do resultado do leilão, no entanto, nenhuma empresa brasileira tem mais tradição em construção de hidrelétricas que a Chesf, pioneira no setor, e cuja primeira usina planejada no governo de Getúlio Vargas foi inaugurada no começo dos anos 50 pelo então presidente Café Filho, em dia histórico para Paulo Afonso, para a Bahia, para o Nordeste e para o País.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações do portal MSN e do Blog do Guilherme Barros).


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Saudades, grande Ataulfo!

abr
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Posted on 20-04-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-04-2010

ACM Neto com o avô: ode ao carlismo

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A assessoria do deputado ACM Neto está distribuindo para os quatro cantos da Bahia e para as principais áreas de ressonância da política e da mídia no estado e no País, copias do artigo publicado nesta terça-feira (20) no jornal A Tarde, intitulado: A Bahia do presente sente falta de ACM?.

No texto de louvor ao avô e principal cacique da política estadual durante décadas, o  parlamentar do DEM prega que o carlismo não morreu, como afirmam muitos de seus adversários e até antigos aliados de carteirinha de ACM. Segundo Neto assinala no texto. Antonio Carlos Magalhães, pelo contrário, acabou ficando mais forte no governo Jaques Wagner (PT).

O próprio ACM Neto não parecia tão convencido disso em sua campanha para prefeito de Salvador, quando a imagem do avô foi esmaecida nos palanques e nas entrevistas do canditato que não conseguiu passar para o segundo turno.

No artigo publicado hoje na página 3 da edição impressa de A TARDE, ACM Neto dá novo polimento nas qualidades de homem público do falecido senador, ex-governador da Bahia e prefeito de Salvador, e assegura que “o carlismo está mais forte do que nunca porque a fraqueza e a incompetência do governo Wagner só aumentam as saudades de ACM”.

No texto não faltam comparações de ACM com Wagner .”Wagner é um governador do papel, e não das obras de verdade, como era ACM, um político que mostrava os dentes pela Bahia”, escreve o deputado.
Para o neto de ACM, o carlismo vive porque o PT que aparelha o Estado e mente em propagandas jamais conseguirá mandar no coração dos baianos. “O PT não conseguirá matar o carlismo porque a Bahia é livre. Livre para tudo. Inclusive para amar sem patrulhamentos seus filhos preferidos, como Mãe Menininha, João Ubaldo, Caetano, ACM, Jorge Amado, Irmã Dulce e muitos outros. É no coração dos baianos que o carlismo vive com mais intensidade”.

O informe que aassessoria de ACM Neto está distribuindo, acompanhado de cópia do texto na íntegra, destaca ainda que o artigo faz duras críticas ao governo Wagner, acusado de fazer mais propaganda do que de trabalhar. E críticas a setores em que ACM sempre foi bem, como o combate à criminalidade e a luta pela atração de investimentos para a Bahia.
“Wagner é tão condescendente com os outros estados nordestinos na disputa por empregos e desenvolvimento que hoje, certamente, é mais importante para Pernambuco do que para a Bahia, porque sua omissão fez a Bahia perder o protagonismo do desenvolvimento do Nordeste”, destaca o texto.
A íntegra do artigo está na página 3 (Opinião) de A Tarde)

(Postado por Vitor Hugo Soares )

abr
20

Pelegrino entra na briga

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Em seu artigo desta terça-feira, na Tribuna da Bahia, o colunista político Ivan de Carvalho escreve sobre os problemas sérios que o governador Jaques Wagner precisa ainda superar para fechar sua chapa à sucessão majoritária. Walter Pinheiro e Nelson Pelegrino brigam nos bastidores pela vaga para o senado que sobrou na chapa governista com o vôo de Cesar Borges para o palanque do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Há, não se pode esquecer, um grupo petista, ainda que minoritário, insistindo em que Waldir Pires deve ser candidato a senador, assinala Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Turbulência no PT

Ivan de Carvalho

Pode o governador Wagner resolver logo ou ser obrigado a demorar-se nas quase intermináveis discussões costumam assaltar seu partido, o PT, mas a verdade é que ele tem problemas sérios a superar para fechar sua chapa às eleições majoritárias.
A desistência do senador César Borges de aliar-se a Wagner – ante as dificuldades que lhe estavam sendo oferecidas por setores petistas – continuam provocando seqüelas. O senador aliou-se ao PMDB e deixou na chapa majoritária do governismo estadual um buraco que precisa ser tapado.
O risco é que tentem tapá-lo aos tapas. Claro que aqui se usa força de expressão, mas parece que se está armando uma batalha, o que não impede que ela venha a assemelhar-se à “batalha de Itararé”, aquela que não houve. O futuro dirá.
Na chapa, inamovíveis, só estão mesmo o governador Jaques Wagner, em busca da reeleição, e a deputada e ex-prefeita Lídice da Mata, do PSB, que disputará uma das duas cadeiras em jogo no Senado. O ex-governador Otto Alencar tem passado por variações. Primeiro, ficou acertado, entre ele, seu partido, o PP e o governador.
Em seguida, Otto Alencar foi surpreendido por problemas de saúde e a então forte possibilidade do senador e ex-governador César Borges ingressar, com o PR, na aliança governista. As duas coisas levaram a um deslocamento de Alencar para candidato a vice-governador. Quando César Borges e o PR saltaram para o barco peemedebista de Geddel Vieira Lima, uma vaga para a disputa de uma das cadeiras de senador pela chapa governista ficou aberta. Novamente pensou-se em deslocar Otto Alencar para a disputa pelo Senado. Ele não se entusiasmou, mas não repeliu a hipótese, que seria completada com o ingresso do PDT na chapa majoritária, representado pelo presidente da Assembléia, Marcelo Nilo.
Mas ontem a configuração já era outra. O líder do PP na Assembléia, Roberto Muniz, disse a este repórter que “a tendência é Otto permanecer mesmo como candidato a vice”, enquanto o presidente estadual e líder deste partido na Câmara federal, Mário Negromonte, deu a este jornal declarações nas quais considera o deputado petista Walter Pinheiro a pessoa mais indicada para formar com Lídice a chapa para o Senado. O governador, comenta-se, tem a mesma opinião, nas atuais circunstâncias.
Aí há problemas, pois ontem mesmo o deputado Nelson Pelegrino, que sempre disputa ou tenta (como em 2008) disputar a prefeitura da capital, colocou seu nome “à disposição” para ser candidato a senador. Um raciocínio para explicar isto seria a presunção de que, caso Pinheiro se eleja senador, ficaria em posição privilegiada para disputar o cargo de prefeito em 2012, atrapalhando – mais do que atrapalhados já possam estar – os planos de Pelegrino. Já se admite até mesmo que essa situação possa levar a eleições prévias no PT para escolha do candidato a senador que falta.
Mas a desagradável perspectiva de prévia (em 2008, Pinheiro, graças ao apoio que teve do governador, venceu a prévia para candidato petista a prefeito contra Pelegrino) pode servir também como elemento de pressão para Pelegrino obter de Pinheiro e do PT a garantia de que, se este for candidato ao Senado, desde já renuncia a qualquer plano de disputar a prefeitura em 2012. Há, não se pode esquecer, um grupo petista, ainda que minoritário, insistindo em que Waldir Pires deve ser candidato a senador.

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