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Posted on 15-04-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-04-2010

O voo que levou a candidata do PT à Presidência a Porto Alegre nesta quinta-feira atrasou um dia. Segundo o portal IG, o motivo foi uma batida da asa do avião em uma van estacionada perto do hangar da TAM, em Congonhas, São Paulo, na quarta-feira à noite. Após participar de um jantar com a apresentadora Ana Maria Braga, onde foi homenageada, Dilma seguiu para o aeroporto. Com o pequeno incidente, no entanto, a candidata e os membros da equipe tiveram de esperar até hoje cedo para que o aeroporto fosse reaberto e pudessem viajar

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O presidente da República já foi diretamente informado das inundações, desabamentos e mortes causados pelos temporais de ontem e madrugada desta sexta-feira em Salvador e região, em especial no município de Lauro de Freitas, onde só de botes e barcos era possível entrar e sair de algumas áreas.

Na manhã de hoje o governador Jaques Wagner sobrevoou as áreas mais duramente atingidas e ligou em seguida para o presidente Luis Inácio Lula da Silva informando os estragos causados pela chuva. Segundo seus assessores, pediu que os Ministérios sejam acionados em apoio à Bahia. O presidente Lula treria garantido o apoio necessário, segundo as mesmas fontes.

Um núcleo, formado pela Coordenação de Defesa Civil do Estado (Cordec), Companhia de Desenvolvimento da Bahia (Conder), Secretarias de Infraestrutura, de Desenvolvimento Urbano e Casa Militar, foi encarregado pelo gfovernadore para, com base nas informações meteorológicas, adotar as ações emergenciais cabíveis. Segundo a Agecom, por meio de informes da Cordec, o governador acompanha, no gabinete (CAB), a situação.

A meteorologia prevê mais chuvas, embora com menor intensidade, para Salvavador, Região Metropolitana e Recôncavo.

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Posted on 15-04-2010
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Maria Luiza; sem aviso prévio

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Afogado em problemas é pouco para definir a situação política, administrativa e doméstica do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), até aqui um dos principais aliados do deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima e talvez o maior beneficiário no País dos carregamentos de verbas despejados pelo ministério da Integração Nacional na Bahia.

Como se não bastassem as inundações, mortes, desabamentos e desastres causados pelos temporais diluvianos dos últimos dias em Salvador, Região Metropolitana e Recôncavo Baiano, João está a braços com um abacaxi político-doméstico sem tamanho para descascar. A deputada estadual e primeira dama da capital, Maria Luiza Barradas (PSC) sem adiantar uma palavra ao marido – em casa ou em qualquer outro lugar, como ela própria revela em entrevista à revista digital, Terra Magazine – subiu esta semana à tribuna da Assembléia Legislativa para avisar, alto e bom som, que não apoia a candidatura de Geddel para o governo da Bahia “de jeito nenhum”.

Tudo está contado nos mínimos detalhes na entrevista que a deputada deu ao jornalista baiano Claudio Leal, postada com destaque na revista digital Terra Magazine que incendeia não apenas o PMDB e chamusca o marido, mas causa polemica das mais ardidas em todos os terreiros caldeirões da política baiana. (Postado por Vitor Hugo Soares)
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TERRA MAGAZINE assinala na apresentação da entrevista:

“Maria Luzia não suporta Geddel, que apoia seu marido, que deu um “telefonema carinhoso” para Geddel, apesar de amar a Maria Luiza. Se você não entendeu, os baianos também não.
A primeira-dama de Salvador, a deputada estadual Maria Luiza Barradas (PSC), subiu à tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia e atacou o ex-ministro peemedebista Geddel Vieira Lima, padrinho político de seu marido, o prefeito João Henrique (PMDB). Sem deixar recado em casa, ela declarou que não seria mais candidata por rejeitar qualquer aliança com Geddel – e o compara ao estilo do ex-senador ACM.
“Estou estupefato”, desabafou João com interlocutores. Mas a primeira-dama deu uma de samba de Zé Keti: “Pode me prender/Pode me bater/Pode até deixar-me sem comer/Que eu não mudo de opinião”. Em entrevista a Terra Magazine, ela reafirma as divergências e explica por que não contou antes ao prefeito:
– Se eu falasse pra ele, talvez eu cedesse à solicitação dele de não fazê-lo. Mas eu estaria traindo a mim mesma, a minhas convicções, a meus princípios, a meus valores… Tenho certeza que pelo caráter, pela pessoa que ele é, ele faz qualquer coisa por Salvador. Até mesmo suportar o insuportável…
Acusada de mandar mais que o prefeito e influenciar na escolha do secretariado, ela não desmente a fama – “como esposa, a gente opina” – e revela que o único problema é assumir o poder de primeira-dama-de-ferro:
– Quero dizer, com toda sinceridade, que se eu mandasse, pessoas que estão não estariam lá, eu não faria algumas coisas da forma que são feitas. Não tô não querendo abdicar qualquer coisa. E não me incomoda o fato de as pessoas pensarem isso. Eu só não quero assumir isso”.

Achou pouco? Pois tem muito mais na conversa da deputada e primeira dama Maria Luiza com a TM .

( terramagazine@terra.com.br )


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Purificar o Subaé
Composição: Caetano Veloso

Purificar o Subaé
Mandar os malditos embora
Dona d’água doce quem é?
Dourada rainha senhora
Amparo do Sergimirim
Rosário dos filtros da aquária
Dos rios que deságuam em mim
Nascente primária
Os riscos que corre essa gente morena
O horror de um progresso vazio
Matando os mariscos e os peixes do rio
Enchendo o meu canto
De raiva e de pena

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Marcelo Nilo: na berlinda

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O jornalista político Ivan de Carvalho em seu artigo desta quinta-feira , na Tribuna da Bahia, segue seu paciente garimpo de fatos, informações e pistas sobre a retomada das articulações do governador Jaques Wagner e seus aliados para recompor a chapa para disputar as eleições majoritárias, cada vez mais próximas, depois do pulo do senador Cesar Borges ((PR) para o palanque do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).
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A chapa oficial para o Senado

Para o colunista, caso se concretize o deslocamento de Otto Alencar para candidato a senador, há que prover um nome para a vaga de candidato a vice. Aí pode estar nova fonte de problemas para os governistas, avalia Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner imaginou como ideal, eleitoralmente, construir uma chapa destinada a concorrer às eleições majoritárias na qual o único petista seria ele, candidato a reeleição. Isso não seria pouco para seu partido, pois esse único petista seria o candidato a governador, de longe o mais importante da chapa.

A deputada e ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata, entrou na chapa depois de muito esforço, com base em acordo feito em 98 para ela desistir de candidatar-se a prefeita por seu partido, o PSB, e integrar, como candidata a vice, a chapa encabeçada pelo deputado petista Walter Pinheiro. O PT trabalhava para escantear Lídice (lembram?), mas o PSB foi à luta, invocando o acordo cuja existência a direção petista chegou a negar ou pelo menos por em dúvida, por intermédio de seu presidente estadual Jonas Paulo, que houvesse existido. Então o PSB cuidou de avivar-lhe a memória, contando como foi o acordo fechado, passo a passo.

Havia uma presunção no PT de que a candidatura de Lídice não tinha potencial de crescimento eleitoral suficiente e não agregaria muito à chapa, mas a persistência e dureza da ex-prefeita e do PSB na cobrança prevaleceram. Lídice está com seu lugar garantido como candidata a uma das duas cadeiras de senador em jogo e é até possível que, devido a fatos recentes, especialmente a adesão do senador César Borges e seu PR à coligação liderada pelo PMDB e à candidatura de Geddel Vieira Lima a governador, a presença de Lídice na chapa majoritária já esteja sendo vista como benfazeja.

Quanto ao restante da chapa, existem no PT os nomes do ex-governador Waldir Pires e do deputado Walter Pinheiro, mas na sua idéia de compor uma chapa partidariamente diversificada e, portanto, abarcando um campo político-eleitoral mais amplo, é possível que ocorra o deslocamento do ex-governador Otto Alencar de candidato a vice para candidato ao Senado, apesar de problemas de saúde que inicialmente o levaram a decidir-se pela disputa do cargo de vice-governador. Isto, de resto, daria ao PP o que o PP disse que estava combinado – que teria um representante na chapa para o Senado e não o candidato a vice.

Otto Alencar está no PP. Ironias à parte, se for candidato a senador e se eleger, os atuais comandantes da legenda (o deputado Mário Negromonte e o deputado João Leão) não conseguirão fugir à realidade de um comando tripartite. Isto é o melhor que poderiam conseguir para eles.

Caso se concretize o deslocamento de Otto Alencar para candidato a senador, há que prover um nome para a vaga de candidato a vice. Quem está na berlinda é o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT, ao qual basta dizer “sim” para ganhar a posição, pois sondado em tom de convite ele já foi. A esta altura, Nilo estará fazendo conjecturas eleitorais e históricas. As eleitorais, sobre o potencial da chapa, nem preciso explicar.

As históricas se resumem ao fato de, uma vez que seja vice-governador e Jaques Wagner deixe o governo nove meses antes do fim de seu possível segundo mandato para candidatar-se ao Senado, ele assumir o cargo de governador como titular por esse período e entrar para a história da Bahia.

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