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Posted on 12-04-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 12-04-2010

 

Dimas (2005)

Dimas e Marcia (2004)

Bahia em Pauta está de luto nesta segunda-feira.

Dor profunda pela perda de Dimas Josué Melo da Fonseca, moderador competente e dedicado e uma das pilastras humanas de sustentação desde seus primeiros dias. Um gigante de dedicação e generosidade, mas também de extrema competência técnica e doação , que sempre fez o BP caminhar e crescer, ajudando e estimulando a todos de sua equipe, a começar por este editor, mesmo tendo de enfrentar sofrimentos pessoais e limitações decorrentes do longo e delicado tratamento de saúde.

Dimas – engenheiro e auditor fiscal do estado da Bahia – morreu na manhã de hoje em sua residência, cercado de cuidados pela equipe médica que o atendia, e de amor, afeto e muita admiração de parentes e amigos. Ao lado da mulher e guerreira Marcia (também colaboradora deste blog) e dos filhos Natascha (médica) e Tiago (engenheiro). O enterro dos mais concorridos no Jardim da Saudade, no começo da noite chuvosa , foi outra demonstração comovente do quanto Dimas era querido e admirado.

No dia 11 de novembro, data em que Dimas fez 55 anos, Bahia em Pauta publicou que moderador era pouco para definir Dimas Josué da Fonseca. Pelo papel que cumpriu desde o começo, neste site-blog baiano de olho no mundo, ele foi um permanente pilar de sustentação, que possibilitou e estimulou progressos seguidos ao BP.

Repetimos, agora sem a sua presença: Dimas era pilar, no sentido mais literal do termo, ou em seu sentido definidor de um ser humano. Era uma figura estrutural, vertical, usada normalmente para receber os esforços de uma edificação e transferi-los para outros elementos, como as fundações. Na arquitetura, costuma estar associado ao sistema laje-viga-pilar.

Isso era Dimas em pessoa, o aniversariante que Bahia em Pauta homenageava naquela data e pranteia hoje nestas palavras de reconhecimento e gratidão. Mestre dos software e dos hardware, imbatível nos números e cálculos, sempre magnânimo, corajoso seguidor e arauto da ciência, leitor compulsivo e apreciador incansável de filmes e vídeos de ficção científica, vertical e ético sempre, amante da boa mesa, do vinho, da música, do mar.

BP disse no aniversário: “Dimas é ser inesgotável”. Não retira uma vírgula sobre esse gigante guerreiro no dia de sua morte e sepultamento. A ele, onde estiver agora , nosso tributo e nossos agradecimento, alem do compromisso deste site blog de ser fiel à sua memória e ensinamentos.

(Vitor Hugo Soares, em tributo pessoal e de todos os que fazem Bahia em Pauta)

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Geddel e Cesar: a virada

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Em seu artigo desta segunda-feira de semana que promete pegar fogo na política, o jornalista Ivan de Carvalho comenta em sua coluna na Tribuna da Bahia, o fato mais relevante e surpreendente até aqui nos movimentos e articulações de chapas para a disputa sucessória no Estado: o senador Cesar Borges (PR) muda de rumo na hora H e abandona a aliança que o governador petista Jaques Wagner considerava praticamente fechada, para cair nos braços e no palanque do pre-candidato do PMDB a Ondina.O fato e suas presumíveis consequencias modelam o texto de Ivan. que Bahia em Pauta reproduz. (VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Virada na sucessão

Ivan de Carvalho

Por que o senador César Borges, presidente estadual do PR, não vai integrar a chapa majoritária governista encabeçada pelo governador Jaques Wagner, como este queria? Não vai porque o PT – uma parte dos seus dirigentes e suas bancadas parlamentares, principalmente a estadual – quiseram tudo e nada se dispuseram a dar em troca. Numa negociação política, isto é impensável, inaceitável.
É verdade que a cúpula e os dirigentes do PT, ressalvados alguns setores simbolizados na pessoa do ex-governador Waldir Pires, não se opunham à participação do senador republicano na coligação para as eleições majoritárias. Isso já era ponto pacífico nas articulações do senador com o governador.
Mas ambos passaram a sofrer pressões de suas respectivas bases políticas. O governador via dirigentes do PT e suas bancadas parlamentares se oporem tenazmente à presença de petistas e republicanos nas mesmas coligações para as eleições proporcionais. O senador era legitimamente pressionado pelos deputados federais e estaduais de seu partido – dentre estes últimos, pelo menos três já apoiavam o governo estadual na Assembléia e a reeleição de Wagner – a colocar como condição imprescindível de uma aliança essas coligações proporcionais.
Mas o PT queria ter em sua chapa majoritária o senador-presidente do PR, os mais de dois minutos que este partido acrescentaria ao tempo de propaganda eleitoral gratuita dos governistas no rádio e televisão, o apoio dos parlamentares e da estrutura do PR, tudo isso sem dar nada em troca, a não ser um lugar na chapa de candidatos ao Senado. Explicando de outro modo: o PT não se dispunha ao menor sacrifício.
Resultado: perdeu. O PR oficializou em nota de sua Comissão Executiva Estadual a aliança com o PMDB – que atuou com perícia – e o apoio ao candidato a governador Geddel Vieira Lima. Serão feitas coligações com o PMDB para as eleições majoritárias e proporcionais. Os mais de dois minutos do PR no rádio e TV não ganhos pelo governismo vão para a aliança liderada pelo PMDB. Esse tempo, saindo de um lado em que quase já estivera para outro, representa uma “mudança” de aproximadamente cinco minutos.
Além disso, o impacto da decisão do PR, tanto no público quanto no meio político, é um dado fundamental neste momento e deverá produzir conseqüências muito relevantes imediatamente e também em um período mais amplo.
Das imediatas, destacam-se um evidente fortalecimento político e na percepção pública da candidatura de Geddel e a provável, porque lógica, necessidade dos deputados estaduais republicanos que vinham apoiando o governo de se reposicionarem na Assembléia Legislativa e a respeito da orientação eleitoral que repassam às suas bases no interior. Entre as conseqüências mediatas está o fortalecimento da aliança comandada pelo PMDB, sob diversos aspectos.
Quanto ao PT, terá que rearrumar a chapa majoritária, encontrando um substituto para César Borges. Walter Pinheiro ou Waldir Pires? Otto Alencar passa para candidato a senador? Mais um problema para o governador e seu partido. Mas os deputados do PT devem estar muito felizes, rindo para as paredes. Como gulosos trapalhões, embaraçaram seriamente a estratégia do governador Wagner, mas não terão que disputar cadeiras com os republicanos dentro das mesmas coligações proporcionais.
Geddel agora já pode anunciar sua chapa quando quiser

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