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Postado em 10-04-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 10-04-2010 19:13

Geddel e Borges: rituais de acasalamento

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A desistência do senador César Borges, presidente regional do PR, de integrar a chapa do governador Jacques Wagner à reeleição pode ser anunciada a qualquer momento, segundo informações colhidas junto a fontes republicanas e peemedebistas do estado. Borges emitiu nota oficial, ontem, para conter especulações em torno de sua aproximação com o ex-ministro e candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, depois que deputados estaduais vazaram conversas que foram mantidas entre os dois, que teriam se encontrado pelo menos duas vezes, desde a última quinta-feira, e devem se encontrar ainda, neste final de semana.

Uma das fontes chegou a afirmar que, hoje, as chances de uma coligação do PR com o governador Jacques Wagner, que já foi dada por este como resolvida, são de 10%, havendo 90% de possibilidade de César Borges disputar a reeleição na chapa de Geddel Vieira Lima, como desejariam os candidatos a deputado estadual republicanos, que os petistas não querem ver integrados a um chapão com o PT e partidos da base aliada governista, na eleição proporcional.

As mesmas fontes informaram que o senador César Borges estaria “saturado” das resistências e tentativas de alguns petistas de desgastá-lo, através de notas na imprensa, não obstante o trato cordial do governador Jacques Wagner. E, por isso, conversou com o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, a quem teria a oferecer, numa eventual coligação, preciosos minutos na televisão, que somados ao tempo do PMDB e seus atuais aliados (PSC, PTB, PRTB, PTB, PMN), dariam ao candidato peemedebista paridade nos programas de TV com Wagner.

Para quem conhece o estilo direto de Geddel e sua maior habilidade com a mídia em relação ao governador, este seria um trunfo nada desprezível. A fonte citou pesquisa do Ibope, demonstrando que nas últimas eleições, em 20 das 26 capitais, ganharam os candidatos com mais tempo na TV. Qualquer marqueteiro sabe da importância cada vez maior da mídia eletrônica para o resultado do pleito, não havendo quem esconda, como recentemente afirmou o pré-candidato do PSB a presidência da República, Ciro Gomes, que até as alianças no Congresso levam isso em conta.

A fonte peemedebista acrescentou que este seria um grande trunfo de Geddel para levar a eleição para o segundo turno, onde, acredita, as chances de uma vitória de Wagner são mais difíceis, num cenário em que o candidato do PSDB, José Serra, pode ser vitorioso. E ninguém tem dúvida, segundo a mesma fonte, ser esse o maior receio de Wagner, que tem colocado isso nas reuniões com o Conselho Político, para justificar a cooptação de antigos adversários, nos últimos tempos, depois que o PMDB saiu do governo.

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Comentários

Luiz alfredo Motta fontana on 11 Abril, 2010 at 5:32 #

por falar em Geddel

anio de Freitas “premia” Geddel em seu artigo de hoje na Folha de são Paulo que aborda a agressividade de Lula nos palanques da vida.

Aqui a transcrição da parte referente ao “diligente” político baiano:

________________________________

“O insulto de Lula aos ministros do Tribunal de Contas da União, acusados de “leviandade” por concluírem que Geddel Vieira Lima destinou à Bahia 65% das verbas de prevenção a calamidades, revela a responsabilidade maior do próprio Lula, no caso.
Seu nomeado para o rico Ministério da Integração Nacional, no segundo mandato, foi nada menos do que um “anão do Orçamento”, salvo da degola por um pedido de última hora de Luiz Eduardo Magalhães ao relator Roberto Magalhães. Durante o primeiro mandato de Lula, Geddel manteve-se contrário ao governo, mesmo como integrante do PMDB, e se dedicou a atividades que criaram um bordão em Brasília: “Geddel vai às compras”.
Por isso mesmo, o motivo de sua nomeação é ainda mais revelador. Foi parte do acordo para que o PMDB de Geddel apoiasse Jaques Wagner, incapaz de eleger-se ao governo baiano só com o PT. Muito ligado ao casal Jaques Wagner, Lula apoiou o acordo comprometendo a entrega de uma parte importante do governo, como o Ministério da Integração Nacional repleto de verbas e obras, na permuta eleitoral com um “anão do Orçamento”. Geddel tratou de usar o ministério para sua própria candidatura, a par, claro, de outras finalidades.
A leviandade, ou muito mais, está no Tribunal de Contas da União?”


Luiz alfredo Motta fontana on 11 Abril, 2010 at 5:33 #

E por falar em Geddel

Janio de Freitas “premia” Geddel em seu artigo de hoje na Folha de são Paulo que aborda a agressividade de Lula nos palanques da vida.

Aqui a transcrição da parte referente ao “diligente” político baiano:

________________________________

“O insulto de Lula aos ministros do Tribunal de Contas da União, acusados de “leviandade” por concluírem que Geddel Vieira Lima destinou à Bahia 65% das verbas de prevenção a calamidades, revela a responsabilidade maior do próprio Lula, no caso.
Seu nomeado para o rico Ministério da Integração Nacional, no segundo mandato, foi nada menos do que um “anão do Orçamento”, salvo da degola por um pedido de última hora de Luiz Eduardo Magalhães ao relator Roberto Magalhães. Durante o primeiro mandato de Lula, Geddel manteve-se contrário ao governo, mesmo como integrante do PMDB, e se dedicou a atividades que criaram um bordão em Brasília: “Geddel vai às compras”.
Por isso mesmo, o motivo de sua nomeação é ainda mais revelador. Foi parte do acordo para que o PMDB de Geddel apoiasse Jaques Wagner, incapaz de eleger-se ao governo baiano só com o PT. Muito ligado ao casal Jaques Wagner, Lula apoiou o acordo comprometendo a entrega de uma parte importante do governo, como o Ministério da Integração Nacional repleto de verbas e obras, na permuta eleitoral com um “anão do Orçamento”. Geddel tratou de usar o ministério para sua própria candidatura, a par, claro, de outras finalidades.
A leviandade, ou muito mais, está no Tribunal de Contas da União?”


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