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Postado em 09-04-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 09-04-2010 10:34

Ex-ministro Geddel:dificuldades

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Em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta sobre a chapa encabeçada pelo deputado e ex-ministro da Integração Nacional , Geddel Vieira Lima, cujo lançamento festivo foi adiado duas vezes esta semana. Previsto inicialmente para quarta-feira, passou para quinta, sem concretizar-se de fato. Segundo diz o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz, se não pôde ser ontem, uma sexta-feira seguida do fim de semana não seria o melhor momento para o anúncio, sob o aspecto da repercussão na mídia.

E um lançamento sem repercussão é tudo que menos o ex-ministro Geddel deseja ao iniciar sua corrida pelo lugar do petista Jaques Wagner no Palácio de Ondina. Confira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB prepara o anúncio

Ivan Carvalho

O ex-ministro da Integração Nacional e candidato do PMDB a governador, Geddel Vieira Lima, negou ontem que tenha havido uma nova conversa com o senador César Borges, presidente estadual do PR e candidato à reeleição.
Eles já tiveram há algum tempo um encontro, quando o PMDB teria acenado com a coligação deste partido com o PR para o senador tentar a reeleição e teria aberto a hipótese (informação não confirmada) de o PR indicar o candidato a vice-governador.
Mas o entendimento não prosperou e o senador envolveu-se numa negociação política com o governador Jaques Wagner, estando pelo menos quase acertado o seu complicado ingresso na chapa majoritária governista.
Um ponto que ainda provoca polêmicas, bastante intensas, é a coligação entre o PT e o PR para as eleições proporcionais de deputados federais e estaduais. As bancadas do PR fazem questão desta coligação, mas nas bancadas do PT a resistência ainda é grande. Mas talvez não seja este o único ponto de dificuldades ou hesitação.

No entanto, nos meios políticos, supõe-se que um acordo será afinal realizado, do que depende o governador Wagner, candidato à reeleição, para anunciar a composição da chapa majoritária – e a esperada solução para o problema das coligações às eleições proporcionais.
Os rumores de que teria havido um novo encontro entre Geddel e César Borges e que isto teria aberto a possibilidade do senador levar o seu PR a uma coligação com o PMDB – ficando assim com uma alternativa à aliança com o PT, o que valorizaria seu cacife político ante esta legenda e seria elemento de pressão para o PR obter o que deseja quanto às coligações proporcionais – foram detonados ontem pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Ele disse a este jornal que não teve com o senador o encontro ou conversa sobre o qual haviam surgido as especulações e acrescentou, no seu estilo direto, considerar que o senador já está com aliança fechada com o governador Wagner e que “ninguém vai se valorizar” às suas custas.

Geddel e o PMDB, que ele comanda, pretendiam anunciar ontem a composição da chapa que concorrerá às eleições majoritárias, mas o anúncio foi adiado e o ex-ministro disse esperar fazê-lo até segunda-feira. É possível que esse adiamento seja uma consequência das chuvas no Rio de Janeiro. Com substituto competente, mas novo na pasta, Geddel teria achado prudente ficar por perto (em Brasília) para as eventuais e primeiras orientações ao ministro João Santana, ex-secretário executivo do Ministério e que ele indicou para sucedê-lo.

Aí está uma explicação plausível para o fato de que o retorno do candidato peemedebista à Bahia, antes previsto para a quarta-feira, só haja ocorrido ontem. E uma razão para o adiamento do anúncio para segunda-feira. Se não pôde ser ontem, uma sexta-feira seguida do fim de semana não seria o melhor momento para o anúncio, sob o aspecto da repercussão na mídia.

Geddel também acena com a possibilidade de surpresa na chapa majoritária de sua coligação. Os nomes parecem já estar bem definidos: Geddel para governador, Edvaldo Brito para senador, além do empresário João Cavalcanti e o atual vice-governador Edmundo Pereira. Uma hipótese de surpresa seria a de Cavalcanti, que parecia definido para o Senado, ser deslocado para a vice, enquanto Edmundo Pereira disputaria uma das cadeiras de senador.

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