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Postado em 09-04-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 09-04-2010 00:34

Dor da perda, recordações políticas e afetivas de alguns dos mais expressivos representantes da Bahia, lágrimas de saudade e respeito. Estes sentimentos e reações andaram juntos na tarde desta quinta-feira no cemitério Jardim da Saudade, durante o sepultamento da ex-primeira dama do Estado, Maria Amélia Santos, que morreu aos 70 anos.

O ex-governador e ex-ministro Waldir Pires, por exemplo, lembrou que assim que chegou do exílio se aproximou de Roberto Santos naquela arrumação que Tancredo Neves propôs de juntar o PP, o seu partido, com o MDB, pela redemocratização, aglutinando inclusive políticos oriundos da Arena, como Roberto Santos.Sobre Maria Amélia declarou: “Costumava brincar com Roberto que nós éramos homens de sorte, porque tínhamos mulheres especiais”.

A deputada Lídice da Mata disse que conheceu Maria Amélia na época de militância pela abertura e que recorda-se com carinho dos telefonemas que Maria Amélia dava para ela, sobretudo nos momentos difíceis (referia-se à perseguição promovida por ACM), em sinal de solidariedade.

Maria Amélia Santos, mulher do ex-governador Roberto Santos, morreu ontem em decorrência de doença do sistema sanguíneo que gerou uma insuficiência renal. Admirada pelos amigos e por aqueles que militaram politicamente ao lado do marido, Maria Amélia, que deixa seis filhos, teve grande atuação no governo Roberto Santos, de 1975 a 1979, entre duas gestões de Antonio Carlos Magalhães.

Nutricionista por formação, Maria Amélia é apontada como “líder inata” por seguidores de Roberto Santos, sendo lembrada pelo seu trabalho à frente das Voluntárias Sociais e pelo respaldo que deu ao marido na condução de um governo marcado pela autonomia, apesar de uma oposição ferrenha.
Presentes ao Jardim da Saudade amigos e políticos que lutaram pela redemocratização ao lado de Roberto Santos e desfrutaram do convívio com a ex-primeira-dama, como o ex-ministro Waldir Pires (PT), ex-senador Luiz Viana Neto (PMDB), ex-alunos e colegas da Escola de Medicina da Ufba, instituição da qual Roberto Santos foi reitor. Cumprindo agenda em Brasília, o governador Jaques Wagner (PT) foi representado pelo seu chefe de gabinete, Fernando Schmidt.

Presentes os deputados federais Geddel Vieira Lima (PMDB), Lídice da Mata (PSB), Nelson Pelegrino (PT), entre outros. “Grande perda para os que tiveram a felicidade de conviver com ela”, disse Oscar Marback, ex-presidente da Urbis na gestão Roberto Santos, que dividia a saudade com secretários da época: Jorge Medauar, Raymundo Cayres, Pitta Lima, Welington Figueiredo, Ubaldo Dantas e coronel Mansur de Carvalho.

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