abr
08

Lídice, na Câmara: “desconhecimento do Recôncavo”

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Pura estupidez e desconhecimento. É assim que a deputada Lídice da Mata (PSB) qualifica a reportagem sobre investimentos do governo federal, em cujo texto a Universidade de Recôncavo Baiano é citada como “elefante branco”.
Ontem (7) a ex-prefeita de Salvador, natural do Recôncavo, durante debate na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal para discutir a implantação da Universidade Federal no Oeste, Lídice apresentou voto de repúdio à matéria divulgada na Revista Veja, edição da semana passada, que classificou a Universidade Federal do Recôncavo Baiano como “um elefante branco no sertão”.
Para a parlamentar socialista é “uma estupidez” o conteúdo da matéria. Além disso, revela total desconhecimento da realidade baiana a começar pela localização geográfica da universidade.
“O Recôncavo Baiano não é sertão, é uma das primeiras áreas de urbanização existente na América Latina, sem nenhuma relação geográfica ou climática com o sertão de nosso estado. Foi a região mais rica e mais desenvolvida da Bahia no período colonial, que já tem cinco Faculdades em funcionamento”, acrescentou.
Segundo sua assessoria, Lídice se solidarizou também com o professor Paulo Gabriel Soledad Nacif, reitor da Universidade Federal do Recôncavo e ao esforço que ele vem empreendendo de implantação de uma experiência de Universidade Federal multi-campi, em uma região que contribuiu muito para o desenvolvimento econômico do Brasil, onde existe um patrimônio arquitetônico e cultural da maior importância, tanto que resguarda uma cultura afrodescendente, que atrai turistas norte-americanos e de outros países em busca dessas raízes, na cidade de Cachoeira.
A parlamentar pediu apoio dos demais integrantes da Comissão para reforçar a luta para a criação de mais universidades federais no interior do Estado, “fazendo jus à contribuição que tantos baianos deram ao crescimento cultural do país”.

A Bahia, com 14 milhões de habitantes, possuiu apenas três Universidades Públicas Federais, com unidades na capital, que já tem 64 anos e duas mais recentes, no Recôncavo e do Vale do São Francisco. “O Estado não pode continua nessa situação com essa defasagem enorme entre demanda e oferta de vagas na rede oficial de ensino público superior”, reclama Lídice.

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