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“Motriz”, a maravilhosa canção do santamarense Caetano Veloso, é a música do dia no Bahia em Pauta. Lembra com força poética e melódica incomparáveis o antigo trafegar do Motriz pelos trilhos que cortavam os canaviais do recôncavo baiano.Aqui em duas interpretações primorosas de Bethania ( uma acústica e outra do DVD do show Brasileirinho).Emoção que transcende seu canto ,merece reverências, e não apenas aplausos, resumiu com perfeição um ouvinte em comentário no You Tube.

Vai para quem não conhece – ou nem sabe onde fica a região na geografia e na cultura da Bahia -, mas principalmente para os que amam o Recôncavo Baiano acima de muitas coisas, como este editor que viu o mar pela primeira vez da janela do motriz que corria de Terra Nova – então distrito de Santo Amaro – para Salvador.

(Vitor Hugo Soares)

Lídice, na Câmara: “desconhecimento do Recôncavo”

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Pura estupidez e desconhecimento. É assim que a deputada Lídice da Mata (PSB) qualifica a reportagem sobre investimentos do governo federal, em cujo texto a Universidade de Recôncavo Baiano é citada como “elefante branco”.
Ontem (7) a ex-prefeita de Salvador, natural do Recôncavo, durante debate na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal para discutir a implantação da Universidade Federal no Oeste, Lídice apresentou voto de repúdio à matéria divulgada na Revista Veja, edição da semana passada, que classificou a Universidade Federal do Recôncavo Baiano como “um elefante branco no sertão”.
Para a parlamentar socialista é “uma estupidez” o conteúdo da matéria. Além disso, revela total desconhecimento da realidade baiana a começar pela localização geográfica da universidade.
“O Recôncavo Baiano não é sertão, é uma das primeiras áreas de urbanização existente na América Latina, sem nenhuma relação geográfica ou climática com o sertão de nosso estado. Foi a região mais rica e mais desenvolvida da Bahia no período colonial, que já tem cinco Faculdades em funcionamento”, acrescentou.
Segundo sua assessoria, Lídice se solidarizou também com o professor Paulo Gabriel Soledad Nacif, reitor da Universidade Federal do Recôncavo e ao esforço que ele vem empreendendo de implantação de uma experiência de Universidade Federal multi-campi, em uma região que contribuiu muito para o desenvolvimento econômico do Brasil, onde existe um patrimônio arquitetônico e cultural da maior importância, tanto que resguarda uma cultura afrodescendente, que atrai turistas norte-americanos e de outros países em busca dessas raízes, na cidade de Cachoeira.
A parlamentar pediu apoio dos demais integrantes da Comissão para reforçar a luta para a criação de mais universidades federais no interior do Estado, “fazendo jus à contribuição que tantos baianos deram ao crescimento cultural do país”.

A Bahia, com 14 milhões de habitantes, possuiu apenas três Universidades Públicas Federais, com unidades na capital, que já tem 64 anos e duas mais recentes, no Recôncavo e do Vale do São Francisco. “O Estado não pode continua nessa situação com essa defasagem enorme entre demanda e oferta de vagas na rede oficial de ensino público superior”, reclama Lídice.

abr
08
Posted on 08-04-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-04-2010

DEU EM A TARDE

As chuvas chegaram com força ao extremo sul da Bahia, principalmente em Prado (a 796 km da capital), onde duas represas no córrego da Ribeira do Campinho romperam. As águas abriram uma cratera de cerca de 20 metros na BR-489, num trecho a 6 km da cidade, sentido Itamaraju. Na periferia, as águas do córrego invadiram casas e há cerca de 500 desabrigados. No bairro São Brás, Adésia Coelho, 42, morreu eletrocutada ao pisar num fio de rede elétrica clandestina (gato).
Cerca de 50 pessoas – a maioria de trabalhadores rurais – estavam sem saber como retornar para casa. A única forma de chegar a Prado está sendo pela BR-101, por Itamaraju e Teixeira de Freitas – distância de quase 200 km –, pois parte da estrada entre o distrito de Cumuruxatiba e a cidade também foi levada pelas águas.
Salvador -Na capital, o temporal provocou acidentes, alagamentos e interrupção de fornecimento de energia elétrica em vários bairros da cidade. Os ventos fortes ainda arrancaram telhados de residências em Fazenda Grande do Retiro, Ribeira e Periperi. O incidente mais grave aconteceu nas escolas Raul Sá e Newton Sucupira, ambas em Mussurunga 1, onde sete alunos ficaram feridos.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) apresentou balanço da Operação Chuva. O órgão atendeu, até as 23h55, 80 solicitações de emergência. Foram um alagamento de área, 22 ameaças de desabamento de imóvel, duas ameaças de desabamento de muro, 21 ameaça de deslizamento de terra, 15 ameaças de queda de árvore, sete árvore caídas, uma avaliação de imóvel alagado, quatro desabamentos parciais, cinco deslizamentos de terra e duas orientações.
Mais informações em A Tarde online.
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Na manhã desta quinta-feira o prefeito da capital , João Henrique Carneiro, decidiu seguir o exemplo de seu colega do Rio de Janeiro , e determinou a suspensão das aulas durante o dia hoje, nas escolas municipais. Mais de uma dezena de bairros seguem sem energia elétrica , cujo fornecimento foi interrompido por fortes descargas elétricas durante o temporal da madrugada de hoje.

abr
08
Posted on 08-04-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 08-04-2010

Drica Moraes: quimioterapia

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A atriz Drica Moraes voltou a ser internada ontem (7). Segundo informou o jornal “O Dia”, a atriz está com baixa imunidade causada pelas sessões de quimioterapia. O jornal afirma que ainda não há previsão de alta para a atriz. Drica descobriu que tem leucemia em fevereiro deste ano e, desde então, tem feito todo o tratamento contra o câncer.
Segundo o portal MSN, ao saber da notícia, o autor Walcyr Carrasco lamentou em seu Twitter. “Estou arrasado pela notícia de que a Drica Moraes foi internada de novo. Eu sou otimista. É normal durante o tratamento, a pessoa ficar com baixa imunidade e volta ao hospital para evitar contágios. Já se foi o tempo onde câncer ou leucemia eram uma sentença definitiva. Os tratamentos evoluíram muito”, disse.

abr
08
Posted on 08-04-2010
Filed Under (Aparecida, Artigos) by vitor on 08-04-2010

Rio: vidas submersas

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CRÔNICA/ AGONIA

VIDAS LADEIRA ABAIXO

Aparecida Torneros*

Impossível não se chegar ao fundo da dor compartilhada e humana, deixando-se afundar-se no assento, enquanto se assiste, repetidamente, pela televisão, as notícias das tragédias das águas. Meses seguidos, abril da catástrofe no Rio de Janeiro, março das águas fortes, virada do ano, em Angra, no Rio de Janeiro com deslizamentos e mortes, e em tantos outros lugares onde o verão e suas cheias trazem, sobretudo, a certeza da nossa pequenez diante da natureza imensa.

A engenharia nacional se gaba, e com razão, de feitos maravilhosos, pontes desafiantes construídas mundo afora, entretanto, nas encostas molhadas, quando o barro desmorona, tudo rola ladeira abaixo, vidas se perdem na inútil tentativa de explicação racional, para a ocupação desordenada e irresponsável do solo urbano, em cidades grandes ou pequenas, através de edificações permitidas ou clandestinas, num misto de desrespeito e irresponsabilidade compactuados por sociedade e autoridades, quadro este que já nos cansamos de ter na frente dos olhos e de viver nas emoções alteradas.

As tais águas que o Tom cantou lembrando que eram comuns em março, por aqui, no hemisfério sul, na verdade, se fazem presentes no mundo inteiro, em épocas diversas, e principalmente, passaram a surpreender o Planeta, a partir do fenômeno do aquecimento global, das mudanças climáticas inesperadas e ainda imprevisíveis na sua totalidade. Cientistas tentam desvendar mistérios, governos de países poluídores tentam adiar suas ações, cidadãos tentam conviver em espaços cada vez mais restritos em termos de segurança física ou de ares respiráveis.

Tristes imagens de vidas ceifadas rolando com paus e pedras, pelas barranqueiras, gente inocente indo embora na agonia dos soterramentos, prefeituras com administradores baratinados ao constatar que a omissão é tão culpada quanto a ação, e muitas vezes, vai muito além. Isso porque permite a desordem urbana e a instalação do caos social como é o caso das comunidades que cresceram à mercê de invasões para depois se tornarem reféns do tráfico ou da ilegalidade.
Louvável sempre é e será cada atitude no sentido de pacificar “morros” em guerra, resgatar cidadanias ou elevar qualidade de vida de populações carentes. Mais do que louvável, é emergencial a decisão de mudar o quadro monótono que nos fere alma e coração, com as constatadas e irreversíveis catástrofes de verão. Faltam, segundo opiniões abalizadas e unânimes, obras sérias de infra estrutura para permeabilização das cidades com geomorfologia tão acidentada e tão populosas, além de educação sanitária direcionada para o manuseio do lixo urbano.

No Rio de Janeiro, por exemplo, muito se tem avançado, nas comunidades que ora são aquinhoadas com as obras do PAC, Programa de Aceleração do Desenvolvimento, exemplificando Rocinha, Complexo do Alemão, Manguinhos, entre outras, através de remoções de moradores em áreas de risco, construção de moradias em áreas desapropriadas ou abandonadas, instalação de equipamentos sociais e mobiliários, como escolas, postos de saúde, hospitais, teatros, bibliotecas, praças, quadras de esportes. Saudável, sim, mas ainda é muito pouco em termos percentuais para atender aos milhões de criaturas que habitam não só os morros, encostas, mas também baixadas, faixas marginais de rios que transbordam, lugares onde não há infra-estrutura suficiente capaz de abrigar seres humanos com vida digna, segura e respeitada.

Nos últimos anos, o que se constata, irremediavelmente, é que coexiste uma conivência dos poderes públicos municipais, em geral, com a ocupação desordenada, ilegal e irresponsável. Todos nós somos responsáveis, em última análise, pelas condições de vida que aceitamos a partir dos legisladores, que nos impõem limites, gabaritos, áreas preservadas, etc. e dos executivos que têm o dever de fiscalizar com rigor as normas estabelecidas.

Cabe-nos esperar sim, que nosso solo, mãe gentil, nos permita viver e morar, sem tantos riscos ou tantos desmandos, sem tantas omissões e muito menos sem tantas águas rolando e levando junto com elas nossas esperanças de de um verão a mais, cujo saldo poderia ser menos trágico, talvez mais prazeroso, talvez menos entregue à força de uma natureza que pode não ser totalmente contida, mas que precisa e dever ser, finalmente, respeitada por quem faz cumprir as leis, neste país gigante pela própria natureza.

*Aparecida Torneros é jornalista, gestora ambiental pela UFRJ, ex assessora de imprensa da SERLA e da EMOP

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08

Niteroi: Tragédia dentro da tragédia

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Pelas informações do Corpo de Bombeiros na manhã desta quinta-feira subiu para 6 o número de mortos no desmoronamento de dezenas de casas na noite de ontem, 7, no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim, zona norte de Niterói.

Até as 5 horas de hojea, 8, os bombeiros haviam retirado dos escombros 27 pessoas, das quais cinco mulheres e um menino sem vida. As outras 21 vítimas, entre elas 8 crianças que frequentavam duas creches existentes no local e que também vieram abaixo, foram encaminhadas para hospitais de Niterói.

Com isso, sobe para 151 o número de mortos em razão das chuvas que atingem o Estado do Rio desde segunda-feira, segundo informa o portal MSN.

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