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Postado em 05-04-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 05-04-2010 11:47

Wagner e Caetano: arrumação da casa

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OPINIÃO POLÍTICA

PT enfrenta dificuldade

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner reuniu-se ontem, no Palácio de Ondina, com o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, e o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, coordenadores de sua campanha, pretendendo acertar tudo para o ingresso do senador César Borges, do PR, na chapa de Wagner.

O resultado da reunião foi o de adiar a reunião para “ouvir as bases”, principalmente as de “esquerda”, sobretudo a respeito da questão que está atenazando o ingresso do senador republicano na coligação governista – as coligações proporcionais para as eleições de deputados federais e estaduais.

Não se surpreenda o leitor. Já é costume, tradição no PT, fazer reunião para adiar a reunião e marcar outra. A inovação é que desta vez a reunião seguinte não foi marcada. Quanto à questão da participação do PR nas coligações proporcionais em que esteja o PT, continua em plena ebulição. Houve um momento que as aparências eram de que as coisas estavam quase equacionadas, mas as aparências – mais uma vez – enganaram.

Enquanto isso, tanto o PMDB quanto o DEM passaram a mostrar desinteresse em atrair o senador César Borges e seu partido. Mais uma vez as aparências enganam. PMDB e DEM acham que César Borges vai mesmo aliar-se ao governismo estadual e consideram que manter expectativa pública de atraí-lo resultará em desgaste, se for consumada a aliança do senador republicano com o governador e o PT.

Mas se não for, então surgirá a outra face da moeda. Tanto o PMDB quanto o DEM receberiam o senador de braços abertos, embora em público fingindo que vão “examinar” e “discutir” se há interesse, para não desmoralizar o “desinteresse” anterior.
Talvez por causa da posição ainda passível – embora com poucas chances – de mudança do PR (caso fracassem as negociações com o governismo sobre as coligações proporcionais) é que o PMDB adiou para quinta-feira o anúncio da sua chapa majoritária. E o DEM nem marcou seu anúncio.

Mas o PMDB já tem o esboço de sua chapa (sem César Borges) em linhas firmes. Para governador, Geddel Vieira Lima. Para uma das cadeiras de senador, o ex-prefeito e atual vice-prefeito de Salvador, o jurista Edvaldo Brito, que levaria para a chapa o elemento negro e também é considerado possível herdeiro dos votos governistas rebeldes, que não iriam para César Borges, mas se dividiriam entre o deputado verde Edson Duarte e o peemedebista Edvaldo Brito. Beth Wagner não está sendo considerada nessa divisão dos votos rebeldes: está brigando com a direção do PV e lutando para levar o partido a apoiar Jaques Wagner e não lançar Luiz Bassuma para governador. Luta inglória.

Pequenas dúvidas quanto ao resto. O empresário João Cavalcanti está na chapa, mas não definido se para senador ou vice-governador. A outra vaga será do atual vice-governador, Edmundo Pereira, ou de sua mulher, a deputada estadual Marizete Pereira, que assim levaria para a chapa o elemento feminino. Se for ela, o marido será candidato a deputado estadual.
O DEM tem sua chapa (sem César Borges) praticamente definida. Paulo Souto para governador, Nilo Coelho para vice, o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo e o senador ACM Júnior para o Senado. No banco de reservas, o presidente do PSDB, Antonio Imbassahy. Os destacados deputados João Almeida (líder do PSDB na Câmara) e José Carlos Aleluia, vice-presidente nacional do DEM, estão na lista mais para ganhar espaço na mídia que para trocar o certo pelo duvidoso.

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