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Postado em 05-04-2010
Arquivado em (Multimídia) por vitor em 05-04-2010 23:40

BOA NOITE!!!

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Gilson Nogueira on 6 Abril, 2010 at 9:21 #

Água dura é isso.Confiram, agora, no site de O Dia. O Rio está quase submerso. Velei-nos, São Sebastião!
Prefeito pede que a população não saia de casa

Rio – A forte chuva que transformou a cidade em um mar de transtornos e desespero na noite desta segunda-feira não deu trégua na manhã desta terça. Em comunicado, o prefeito Eduardo Paes pediu que a população não saia de casa e evite deslocamentos de pela cidade, principalmente em direção ao Centro.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
“A situação é de caos. Todas as principais vias da cidade estão interrompidas e é um risco enorme. Não saiam de casa, não levem seu filho à escola até que possamos avaliar melhor a situação e alterar a orientação. Ainda chove muito. Se preservem e tomem muito cuidado, principalmente as pessoas que moram em áreas de risco. A situação é muito crítica”, alertou o prefeito.

“Temos uma chuva que já dura mais de 15h e são muitos críticos. Estamos pedindo à população que evite sair de casa. Não há como chegar ao Centro da cidade. A Niemeyer está interditada assim como a Ponte Rio-Niterói e outros lugares. Não queremos nos eximir de responsabilidade, mas está chovendo de uma forma atípica. Árvores estão caindo e a Lagoa Rodrigo de Freitas está com 1m e 40 cm. O que mais nos preocupa é a perda de vidas humanas e por isso estamos trabalhando. Estamos pedindo às escolas particulares para que liberem seus alunos, assim como fizeram as escolas municipais”, disse Eduardo Paes em entrevista à TV Globo.

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Durante uma coletiva na noite desta segunda no Centro de Controle da CET-Rio, na sede do Detran, Paes disse que a questão da maré alta também influenciou no caos, mas que toda a prefeitura estava nas ruas tentando minimizar os estragos. O prefeito ainda qualificou o preparo da cidade durante este temporal, de zero a dez, como “inferior a zero” e classificou as mortes ocorridas no Morro do Borel como fatalidades. Eduardo Paes pediu também que “os demagogos de plantão” não critiquem futuros reassentamentos de moradores de áreas de risco.

>> FOTOGALERIA: Veja as imagens do temporal que alagou a cidade

“Sem dúvida, o comportamento da cidade foi muito ruim. Hoje temos 10 mil domicílios em áreas de risco. Esses moradores precisam ser reassentados. Não damos conta de fazer todos esses reassentamentos com a velocidade necessária. Espero que os demagogos de plantão, que só aparecem nessas horas, não venham dizer que estamos tirando pobres de suas casas”, atacou o prefeito.

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A Defesa Civil emitiu alerta máximo de deslizamentos em todo o Rio. Até o momento, pelo menos sete pessoas morreram por conta de deslizamentos. No Morro do Borel, na Tijuca, a bebê Ana Marcele Barbosa, de cinco meses, uma jovem de 16 anos e Francisca Bezerra de Souza, 60, morreram soterradas no desabamento da casa. Há a informação de uma quarta morte nesse deslizamento, mas o Corpo de Bombeiros não confirmou. Cerca de outras 12 pessoas ficaram feridas. No Morro dos Macacos, outras três vítimas fatais e uma no Morro do Andaraí. Os bairros mais afetados são Andaraí, Lins de Vasconcelos e Tijuca, na Zona Norte e Praça Seca e Freguesia, na Zona Oeste. Até o momento, cinco pessoas estão desaparecidas.

As aulas na rede municipal de ensino estão suspensas. O Reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves, também determinou a suspensão das aulas, já que a situação é bastante complicada no entorno da Universidade. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu adiar a segunda partida entre Unilever (RJ) e Blausiegel/São Caetano (SP), que seria disputada no ginásio do Maracanãzinho, às 21h, pelas semifinais da Superliga Feminina de vôlei. A chuva algou o estádio. A nova data da partida será definida pela CBV após reunião com as equipes.

A Praça da Bandeira continua completamente alagada e ruas como a Barão de Itapagipe e a Paulo de Frontin, estão com o tráfego parado. Há grandes bolsões de água ainda no Aterro do Flamengo, no Jardim Botânico, em Botafogo e em Copacabana. Na região metropolitana, a prefeitura de Niterói interditou a Avenida do Contorno.

Transportes

O temporal e a dificuldade de locomoção nas ruas do Rio e Niterói estão comprometendo a operação da concessionária Barcas S/A, já que parte da tripulação (comandantes, chefes de máquinas, marinheiros, amarradores de corda etc.) não está conseguindo chegar às estações da Praça XV, Niterói e Charitas. Dessa forma, em vez de 10 minutos, as partidas estão sendo feitas com intervalos de 20 minutos na linha Niterói-Praça XV. A linha Charitas-Praça XV está inoperante. A linha Cocotá-Praça XV tem próxima viagem confirmada às 8h. Próxima partida de Paquetá às 9h.

A SuperVia informou que a circulação dos trens está alterada por medida de segurança. Neste momento, os trens do ramal Saracuruna não estão circulando e os paradores das linhas Campo Grande, Bangu e Deodoro não fazem paradas nas estações Praça da Bandeira, São Cristóvão, Maracanã e Mangueira. Nos demais ramais (Japeri, Santa Cruz e Belford Roxo), a circulação registra atrasos médios de 10 minutos. Os passageiros estão sendo informados das alterações pelo sistema de som das estações.

O Aeroporto Santos Dumont está fechado e o Internacional Galeão-Antônio Carlos Jobim está aberto para pousos e decolagens, mas opera por instrumentos na chuvosa manhã desta terça-feira. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apenas voos para Brasília registram atrasos.

Caos na cidade

Desde que a chuva começou, por volta das 17h30, uma série de congestionamentos provocou transtornos no tráfego no Rio. A situação mais crítica, de acordo com a Guarda Municipal, ocorreu na Praça da Bandeira, que é um dos locais de acesso a vários pontos do Centro. O local ficou totalmente alagado e o nível da água chegou a atingir 1,5 m, impedindo a passagem de carros e ônibus. Nesse ponto, assim como na Avenida Maracanã, bombeiros usaram barcos e botes infláveis para auxiliar motoristas e pedestres.

Cerca de 40 pessoas foram resgatadas pela Defesa Civil durante a madrugada. Elas estavam dentro de três ônibus (dois da linha 606, viação Matias, e um da linha 268, da viação Redentor) que estavam sendo tomados pela forte chuva.

Em São Cristóvão, várias ruas permaneceram alagadas por toda a madrugada, especialmente a Pedro II, Melo e Souza, Figueira de Melo e Francisco Bicalho. O nível de água ultrapassou 0,5 m nessas vias, que ficaram intransitáveis, devido ao transbordamento do Canal do Mangue, que fica entre as duas pistas da Francisco Bicalho.

Na Tijuca, com o transbordamento do Rio Maracanã, automóveis ficaram submersos e motoristas tiveram que ser resgatados. Isso provocou alagamentos em diversas vias próximas, como a Boulevard 28 de Setembro, próximo à Rua Felipe Camarão. Na Praça da Bandeira, nas avenidas Presidente Castelo Branco e Maracanã, bem como nas ruas Conde de Bonfim e General Canabarro, o nível da água encobriu os pneus dos carros.

Na Avenida Brasil, principal porta de entrada da cidade, pelo menos cinco trechos ficaram alagados: Caju, Manguinhos, Bonsucesso, Ramos e Parada de Lucas. Quem circulou pela Zona Sul também encontrou trechos castigados pelo temporal. A Rua Jardim Botânico, na altura da Rua Pacheco Leão e do Parque Lage, e a Rua Voluntários da Pátria, na altura da Real Grandeza, foram os pontos mais castigados, e os motoristas encontraram grandes bolsões d’água. Na Avenida Prefeito Mendes de Moraes, em São Conrado, onde mora o ex-prefeito Cesar Maia, bueiros entupidos ocasionaram grandes transtornos e muito acúmulo de água nas vias.

O trânsito parado em toda a cidade motivou arrastões, que foram registrados na Linha Amarela, Avenidas Brasil, Pastor Martin Luther King Júnior (ex-Automóvel Clube) e Dom Hélder Câmara (ex-Suburbana).

Aeroportos foram fechados e trens tiveram a circulação interrompida no ramal de Saracuruna, entre as estações Central do Brasil e Bonsucesso, por causa de alagamento em Manguinhos. O ramal de Belford Roxo circulou com atrasos. O metrô também sofreu por causa do excesso de passageiros que procuraram fugir do trânsito caótico usando o sistema subterrâneo.

No Forte de Copacabana, as rajadas de vento chegaram a 75km/h. Pelo menos sete bairros ficaram sem energia por causa da queda de redes elétricas: Ilha do Governador, São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Alto da Boa Vista, Tijuca e São Cristóvão. Por volta de meia-noite, a chuva diminuiu, mas cerca de uma hora depois voltou com toda a força e fez o Rio Maracanã transbordar mais uma vez.


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