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Postado em 04-04-2010
Arquivado em (Artigos, Olivia) por vitor em 04-04-2010 14:03

Waldir: ainda mira o senado

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MARIA OLÍVIA

As pessoas que conversam o convivem mais proximamente sabem: o ex-governador Waldir ainda não deu o jogo da composição da chapa majoritária governista do petista Jaques Wagner para a eleição deste ano como decidido tão prematuramente. “Homem de partido”, como sempre afirma, aposta suas fichas talvez na convenção do PT.

O ex-ministro da Defesa e da Previdência e ex-governador da Bahia, Waldir Pires ainda deseja uma vaga para o Senado na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner (PT) como forma de resgatar para a Bahia “uma representação que foi fraudada em 1994”, segundo afirma ele referindo-se à suposta fraude ocorrida naquele ano quando as vagas baianas ficaram com o falecido senador Antônio Carlos Magalhães e seu afilhado político, Waldeck Ornellas.

No último dia 30 março, durante a solenidade de inauguração das novas instalações do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Waldir Pires recebeu das mãos do ministro da Previdência Social, José Pimentel, a comenda do mérito previdenciário Eloy Chaves, recém-criada pelo instituto e que teve o nome de Waldir Pires escolhido por unanimidade pelo conselho da instituição para ser o primeiro homenageado.

Para refrescar a memória, vale lembrar que em 1985, Waldir assumiu o Ministério da Previdência numa escolha pessoal do então presidente eleito Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse. O ex-governador dos baianos recebeu a pasta das mãos dos militares com um rombo de 8 trilhões de cruzeiros, e um ano depois entregou o ministério para disputar o governo da Bahia com superávit de caixa de 2 trilhões e outros 4 trilhões em superávit de orçamento.

Maria Olivia é jornalista

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 4 Abril, 2010 at 15:27 #

Incrível

Na ausência de razão ou motivação que atenda aos reclamos da Bahia, Waldir, o Pires, insiste em resgate.

Omite que já resgatou, afinal foi brindado com pastas no governo petistal, sendo que a última, e sempre é bom lembrar, teve de a entregar em condição no mínimo vexatória, sendo sucedido pelo tal “Ministro da Sucuri”.

Insiste Waldir em cobrar eternos dividendos pelo abandono do PDT de Brizola, inicialmente como tucano, para depois buscar o que lhe aPeTecia servindo ao Lula.

É triste, agora sem programa ou idéias, empunha novamente o brado do resgate.

Resgatar o que afinal?

Já foi homenageado por anos, ao contrário do povo que ainda busca o resgate da plena cidadania.

Falta-lhe um Ulisses, de cuja lealdade abusou, para que possa exercer com êxito seu tradicional papel de insatisfeito.

A Bahia já lhe deu, por inúmeras vezes, “régua e compasso”, não justifica o reclamo.

O pior, reconheça-se em seu favor, é que as alternativas são quase que insultos. A mesmice, e o coração de vassalo, imperam.

“Triste Bahia, o quanto é semelhante” ao nosso infortúnio pelo resto do país!


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