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Postado em 03-04-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 03-04-2010 12:03

Sobre a composição da chapa majoritária governista para brigar para manter Jaques Wagner no Palácio de Ondina, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta hoje em seu artigo na Tribuna da Bahia, que este site blog reproduz: “Vai haver um monte de gente dizendo que sim, mas haverá também outro monte de gente cochichando que não”. Confira.

(VHS)

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Espera de milagres

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OPINIÃO POLÍTICA

A chapa do governo

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner, do PT e o senador César Borges, do PR, tiveram na manhã de quinta-feira, na Governadoria, uma conversa que durou aproximadamente duas horas.
Isso não é novidade, como também não é a disposição ostensiva do senador de concorrer à reeleição pela chapa encabeçada por Wagner e completada pela deputada e ex-prefeita Lídice da Mata, para o Senado, e pelo ex-governador Otto Alencar, para vice-governador.
Nessa chapa, César Borges e Otto Alencar foram qualificados, por um peemedebista bem ou mal humorado (depende do ponto de vista de cada leitor) de “herança maldita”, expressão que foi muito usada por Wagner para designar o que lhe deixara o carlismo.

O que há de novo é a disposição, quase certeza, ainda que extraída a fórceps, de o PR e o PP se envolvam na mesma coligação para as eleições proporcionais de deputados federais e estaduais. O ingresso de César Borges na chapa estava pendente da aceitação, pelo governador e principalmente pelo PT, dessas coligações proporcionais com os republicanos.

O governador esforçava-se por viabilizá-las, convicto de que “uma aliança mais ampla” era fundamental ao seu projeto de reeleição e de permanência do PT no poder estadual, mas, estribada no seu estilo de evitar imposições tanto quanto possível, uma ampla faixa do PT reagia e se opunha, criando o impasse ou pelo menos a dúvida. E chegou a lançar o nome do ex-governador Waldir Pires, que, independente dos seus inquestionáveis méritos para concorrer ao Senado, era posto como uma barreira para conter a pressão pelo ingresso do senador César Borges.

Não sei se Wagner precisou dar algum murro na mesa ou apenas engrossar o tom de voz, mas quase certamente na segunda-feira será anunciada formalmente a chapa majoritária liderada por ele, com César Borges incluído.

Isto significa, implicitamente, que o PT dobrou-se à condição que vinha sendo posta pelo PR, de coligações proporcionais que incluam este partido e o partido do governador.
Petistas emitiram, ontem, sinais de que não seriam obstáculo a um acordo que levasse César Borges à chapa majoritária liderada por Wagner, uma sinalização tornada mais formal por meio de nota emitida pelo presidente estadual do PT, Jonas Paulo.

Este dirigente, aliás, vinha sendo um aliado constante e importante de Wagner no sentido de aplacar (ou conter) a ira de setores petistas que rejeitavam (ou rejeitam) a presença de Borges na chapa e, mais do que ela, as coligações proporcionais com o PR.
Pode-se dar o assunto por encerrado com a esperada consumação do anúncio formal, na segunda-feira? Vai haver um monte de gente dizendo que sim, mas haverá também outro monte de gente cochichando que não. Sequelas de aliança tão polêmica são praticamente inevitáveis, ainda mais quando se leva em conta a natureza do PT.

Vai ser um verdadeiro milagre se a militância do PT e adjacências vestir a camisa do senador César Borges na campanha, bem como outro milagre “simpatizantes de carteirinha” do PT votarem e se lançarem à catequese de votos para a reeleição do senador. A deputada Lídice (companheira de chapa de César Borges para o Senado), o deputado Edson Duarte, e Beth Wagner, candidatos do PV ao Senado, estão aí mesmo…

Mas milagres existem. Então, que o senador César Borges tenha fé.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 3 Abril, 2010 at 12:51 #

“Procando Ivan”

Sábado de Aleluia, depois de uma carrancuda Quaresma, por certo carecemos de um pouco de humor, para além da crônica política.

Caro Ivan de Carvalho:

Existe PT na Bahia?

Qual?

O de Wagner e a ponte?

Considerando-se que ela, a ponte, deverá 13 km, poder-se-ia achar que sim.

O de Waldir Pires?

Aquele que ao despedir-se de Brizola e do PDT, pensou encontrar o que lhe aPeTecia junto ao Lula.

Por fim, o outrora Carlista, “dos mais puros”, caso caiba tal qualificação, precisa de votos do partidão de Lula?

Essa Páscoa promete!


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