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Postado em 01-04-2010
Arquivado em (Multimídia, Newsletter, Olivia) por vitor em 01-04-2010 23:39

BOA NOITE!!!

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O Lapinha: Amigos, essa casa é tudo de bom e promete grandes e belos momentos. Tive a oportunidade de conhecer o espaço – inaugurado recentemente, mas já aberto para o publico e com uma programação de primeira – na última sexta, dia 26. No palco, rolou o show Imbora, de Zé Renato, como sempre, maravilhoso. Zé Renato é hoje a voz mais afinada e bonita da Música Popular Brasileira. Notícia animadora.

O centro do Rio de Janeiro continua fervilhando de boas opções, poderia acontecer o mesmo com o nosso em Salvador, uma pena.

Segundo os responsáveis pelo lugar, Lapinha é a primeira e única casa de shows dedicada à MPB no bairro carioca, fortemente associado ao renascimento do samba e choro há uma década e, na verdade, boêmio em sua gênese. Com petiscos e drinques saborosos, palco aconchegante, ótimo sistema de som, instrumentos novinhos em folha e uma programação impecável, o piano-bar foi inaugurado com festa na noite de 10 de março. Sob os holofotes, Leny Andrade e Nei Lopes, juntos para convergir num show a musicalidade da Zona Sul e da Zona Norte cariocas com tempero latino.

“O Lapinha será uma casa única e pioneira. Seu compromisso é inverter a lógica que norteia as casas de show, hoje limitadas à simples divulgação da produção musical”, afirma a flautista e produtora Tereza Quaresma. “E nós queremos mostrar grandes nomes da música nacional como o público nunca viu, num ambiente íntimo, despojado e aberto à criação”, instiga ela, que tem como sócios o pesquisador e crítico musical Hugo Sukman, o produtor Luís Pimenta e o maestro Ruy Quaresma.

COMO CHEGAR
Lapinha
Av. Mem de Sá, 82 (esquina com Rua do Lavradio)
Reservas: (21) 2507.3435
100 lugares

(Maria Olívia, jornalista, acaba de retornar do Rio de Janeiro)

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Comentários

Gilson Nogueira on 2 Abril, 2010 at 20:29 #

Toques de saudade
Uma bandeja de ferro e dois garfos. Estava pronta a “bateria”, para acompanhar os sucessos da Bossa Nova na velha Skyway, magnífica radiola americana que desligava, sozinha, quando meu pai resolvia deixá-la ligada, à noite, bem baixinho, tocando discos, de música clássica, gravados por artistas geniais, ao piano. Os LP também serviam para ninar o “ músico”, em companhia dos anjos.
Quem passava na rua, durante o dia, antes das minhas aulas na faculdade, tinha a atenção despertada para aquele som diferente, de metal com metal, no ritmo cadenciado da bossa do jovem de cabelos pretos cacheados, em total frenesi, a dominar o “instrumento”, tentando imitar a batida dos monstros sagrados da arte de “brincar” com as baquetas, tipo os saudosos Edison Machado, Dom Um Romão, Hélcio Milito, Milton Banana – e outros cobras da BN.
Corriam os anos finais da década de 60 e os iniciais da de 70, época em que a Fonte Nova, nos dias de jogos do Bahia, parecia a casa de todos os baianos, em festa única, a participar de feijoada coletiva feita de fé, entusiasmo e certeza de vitória do primeiro campeão nacional, atuasse contra quem atuasse. A sobremesa era um grito de gol diferente, a ecoar, a semana inteira, na cidade de Salvador, ainda pacata, até no infinito. O tricolor era infernal, meu Deus!!!
Os ares se enchiam de orgulho por termos, aqui, uma das forças do futebol brasileiro, a influenciar, até, na produtividade dos trabalhadores, diferentemente do Bahia atual, cujo time parece, mais, conjunto desafinado, sem sensibilidade alguma para captar as notas que escapam da sua torcida, uma orquestra de paixão. O Bahia, infelizmente, não é mais aquele do meu tempo de estudante surfando, diariamente, como ouvinte, nas ondas dos grandes instrumentistas da BN e do Rádio, com ouvidos colados na Nacional, Jornal do Brasil e Mundial, do Rio de Janeiro, especialmente, e na Bandeirantes e Eldorado, de São Paulo, emissoras que sintonizava, em ondas curtas, para ouvir seus programas de música e de futebol.
Pois é, fiz desse hábito escola para, de repente, ver-me, cheio de gás, de cara para o gol, ou melhor, para o microfone. Coloquei a idéia no canto certo, como tiro de meta batido com a cabeça. Tornei-me, assim, repórter esportivo, em emissora líder em audiência, dando início à carreira de jornalista, antes de receber o diploma, que vale tanto quanto o diploma de médico. E fim de papo.
Pelo tempo em atividade, sigo juntando saudades, como, por exemplo, o dia em que, por conta de uma matéria com Mário Sérgio, atualmente um ex-ponta esquerda do Vitória, para o Verbo Encantado, fui convidado, pelo editor de esportes da Tribuna da Bahia, jornalista Antonio matos, a fazer parte da equipe do jornal. Hoje, ouvindo Tom tocar Insensatez, aqui, no BP, veio a vontade de chorar em azul, vermelho e branco, no toque de Bossa e em off set. Gilson Nogueira


Gilson Nogueira on 3 Abril, 2010 at 13:52 #

Caro Vitor, “matei”, sem querer, lógico, o grande Hélcio Milito, em toques de saudade. Hélcio Paschoal Milito, nascido em Sampa, em 9 de fevereiro de 1931, está vivo. Foi ele o inventor do kit de percussão que deu nome ao Tamba. Aleluia!
Para homenagear o silêncio que encanta, sugiro-lhe programar, no BP, Tamba, de Luiz Eça, com o Tamba. Grato. Lá vai! :
http://www.youtube.com/watch?v=1zUAg9rN4Ik


Gilson Nogueira on 3 Abril, 2010 at 16:15 #

Poema azul, na voz inconfundível do seu autor, Sérgio Ricardo, para dar o toque romântico ao que fazem do sábado o dia da criação. Boa Páscoa!!!
http://www.youtube.com/watch?v=0St9_L6Mryc


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