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Posted on 29-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 29-03-2010

Le Monde:últimos retoques

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O jornal francês “Le Monde”, um dos mais tradicionais e influentes diários da Europa, chega às bancas nesta terça-feira com várias mudanças editoriais, depois de ter começado hoje a cobrar pelo acesso aos conteúdos da edição impressa disponibilizados na sua página da Internet.

Segundo o espanhol “El País”, quem quiser ler os artigos da edição de papel do jornal francês terá de comprá-lo nos quiosques por 1,40 euros (preço em França) ou pagar 15 euros por mês para conseguir vê-los online, no iPhone ou no iPad.

Com esta mensalidade, o leitor poderá também ter páginas personalizadas, um resumo da atualidade também personalizado e alertas com informação econômica e notícias exclusivas da redação do “Le Monde”.

Enquanto os conteúdos da versão impressa vão sendo progressivamente retirados das áreas de livre acesso, a parte gratuita do site passa a conter informações exclusivas para a Internet, conforme explicou o diretor do LeMonde.fr, Philippe Jannet.

Já o jornal em papel sofre várias mudanças, como a passagem do editorial para a primeira página, a inclusão diária de uma grande reportagem de duas ou três páginas e a transformação da página dois,  intitulada “24 horas no mundo”, num resumo dos acontecimentos mais relevantes.

LEITURA RÁPIDA

Segundo uma nota da diretora da redação, Sylvie Kauffman, o objetivo é oferecer espaços de leitura rápida que permitam apreender o essencial da atualidade em dez minutos, preservando as pesquisas, as reportagens e os artigos de fundo para os que têm mais tempo.

Surgirá uma nova rubrica, “Contra Investigação”, reflexo de um jornalismo de constantes interrogações e destinada a levar o leitor “além das declarações oficiais, das sessões fotográficas em ‘trompe-l’oeil’ e das estatísticas opacas”.

Sylvie Kauffman admite que as alterações surgem como uma reação à crise que afeta a imprensa escrita, que tem assim uma oportunidade de renovação, sobretudo quando se trata de um jornal já conhecido e com 65 anos como o “Le Monde”.

(Com informações de “El País”, Espanha, e Público, Portugal )

mar
29

Thiago sobre Armando: “amigo completo”

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE:
(Thiago de Mello recitou “Cotovia” para Armando Nogueira)
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CLAUDIO LEAL

Terrível ofício, o de despedir-se dos amigos. O poeta Thiago de Mello foi acordado na manhã desta segunda pela morte do jornalista Armando Nogueira, seu “amigo principal” durante seis décadas. “Começamos a fazer jornalismo no mesmo dia, em 1952, e nunca mais nos separamos”, conta o escritor amazonense, enquanto chora no aeroporto de Manaus, à espera de um avião para o Rio de Janeiro.

Nas travessias aéreas, Armando e Thiago disputavam uma guerrilha de marchinhas e canções. Quem sabia mais jardineiras, auroras e chiquitas bacanas? Havia ainda os diálogos entrecortados por citações de Machado de Assis. De memória.

– Primeiro, andei de barco. Depois, andei de carro, para pegar o avião e ouvir a fala macia do meu amigo. Estive com ele há dez dias, falei no ouvido dele. Agora, vou pegar o mesmo voo. Só que dessa vez não vou ouvir mais a fala suave do meu amigo. Vou vê-lo dormindo pela última vez.

Armando Nogueira morreu a um dia do aniversário de Thiago de Mello, que completa 84 anos neste 30 de março. Nunca publicou um livro sem submetê-lo, antes, ao cúmplice de poesia. “Ele não era o melhor amigo, não. Era o amigo principal, era o amigo completo”, proclama o vago mago, como o definiu Pablo Neruda. “Me acordava para ler uma crônica”.
Há onze dias, no hospital Copa D’Or, o poeta de Barreirinha recitou o poema “Cotovia”, de Manuel Bandeira, no ouvido de Armando:
“- Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?”
“Ele reconheceu minha voz e abriu o olho esquerdo”, descreve Thiago de Mello, perto de desligar o telefone: “Adeus, companheiro!”.
E adeus, Armando Nogueira.
***
Por que não terminar de ler o poema de Manuel Bandeira, na despedida do cronista de “Na grande área”?
“Cotovia”
– Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que saudades me deixaste?
– Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe…
Voltei, te trouxe a alegria.
– Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.
– Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia…
– E esqueceste Pernambuco,
Distraída?
– Voei ao Recife, no Cais
Pousei na Rua da Aurora.
– Aurora da minha vida
Que os anos não trazem mais!
– Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
– Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.
(Manuel Bandeira)

mar
29
Posted on 29-03-2010
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Milton Santos: exemplo

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MARIA OLÍVIA

Uma mesa redonda sobre o pensamento do Professor Milton Santos (o cidadão geógrafo como ele preferia ser denominado), em homenagem ao aniversário de Salvador, será realizada nesta segunda-feira, dia 29, às 19h30, no Hotel Sol Barra (Porto da Barra).

A iniciativa é da deputada Lidice da Mata (PSB-BA), antecedendo ao Seminário que será realizado em maio, na Câmara Federal, com a finalidade de debater a obra de um dos mais importantes intelectuais negros do Brasil, que não só superou preconceitos de cor e de classe social, mas que também foi pioneiro na análise crítica da globalização e suas conseqüências desiguais para grande parcela da população mundial.

A mesa redonda contará com as participações dos professores Fernando Conceição, Maria Auxiliadora, Rubens de Toledo, todos da Universidade Federal da Bahia e João Jorge do grupo Olodum.

Maria Olívia é jornalista


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Enquanto a gente cantar haverá Brasil, ensinava o professor e compositor Adroaldo Ribeiro Costa, em sua inesquecível Hora da Criança. E a cidade da Bahia também sobreviverá aos que hoje a degradam e infelicitam.

Parabéns, Salvador, e resista sempre , cidade fundada para ser princesa do Atlântico Sul.

mar
29

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A CIDADE DA BAHIA

Gregório de Matos

A cada canto um grande conselheiro,

que nos quer governar cabana, e vinha,

não sabem governar sua cozinha,

E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,

que a vida do vizinho, e da vizinha

pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,

para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,

trazidos pelos pés os homens nobres,

posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,

todos, os que não furtam, muito pobres,

e eis aqui a cidade da Bahia.

mar
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Armando Nogueira:referência

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Deu no Estadão (On line) – Da Agência Estado

Morreu em seu apartamento na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, o jornalista Armando Nogueira, aos 83 anos. Ex-diretor de jornalismo da TV Globo de 1996 a 1990, ele lutava contra um câncer no cérebro desde julho 2007. Nos últimos meses, estava sob os cuidados de uma enfermaria montada em sua residência. No entanto, o quadro se agravou recentemente.

Autor de dez livros, Nogueira nasceu em Xapuri, no Acre, e formou-se em direito no Rio. De acordo com sua biografia oficial, em 1950 começou a carreira de jornalista no Diário Carioca. Foi repórter, redator e colunista. Trabalhou na Revista Manchete, como redator principal na gestão de Otto Lara Resende. Em O Cruzeiro, foi repórter fotográfico de 1957 a 59.

Em 1959, Nogueira entrou para o Jornal do Brasil, onde foi redator e colunista. Lá, de 1961 a 1973, assinou a coluna diária “Na Grande Área”. Como repórter, fez a cobertura de todas as Copas do Mundo a partir de 1954. Começou no telejornalismo em 1959, na antiga TV-Rio, canal 13. Ele dirigiu a Central Globo de Jornalismo da TV por 24 anos e, após a polêmica edição do debate entre os candidatos das eleições presidenciais de 1989, Nogueira passou a dedicar-se integralmente ao jornalismo esportivo.

O jornalista participou da cobertura dos Jogos Olímpicos desde 1980, em Moscou. Ele trabalhou ainda na trabalhou ainda na Rede Bandeirantes e atualmente estava no SportTV, onde apresentava o programa Papo Com Armando Nogueira, e na Rádio CBN, onde participava do CBN Brasil.

mar
29
Posted on 29-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 29-03-2010

Os dois atentados terroristas ocorridos nesta segunda-feira, em Moscou foram realizados por duas mulheres suicidas, segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia.
As duas mulheres suicidas carregavam cada uma carga explosiva de três quilos. Já são mais de 40 os mortos nos dois atentados, segundo os levantamentos das autoridades em Moscou,

No primeiro momento, mais cedo, o Ministério para Situações de Emergência da Rússia anunciou que a explosão na estação de Lubianka provocou 23 mortos e 18 feridos, enquanto o outro atentado do mesmo tipo, na estação de Park Kulturi, fez 12 mortos e 15 feridos.

As autoridades da capital russa adotaram medidas extraordinárias para normalizar a situação.

Numerosos moscovitas telefonam para as rádios a queixando-se de que os taxistas começaram a levar somas enormes, aproveitando-se das dificuldades das pessoas que querem chegar ao trabalho.

(Informações do portal europeu TSF, de Lisboa)

mar
29
Posted on 29-03-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 29-03-2010

Otto Alencar: visibilidade

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Do jornalista Ivan de Carvalho em sua coluna desta segunda-feira, 29, depois da série de artigos reveladores na semana passada sobre os intrincados caminhos da sucessão na Bahia ” Bem, voltando ao ponto de partida depois dessa viagem em que embarquei quase sem sentir, eis que agora é,  pela regra geral, a hora das decisões”. Confira no texto de Ivan, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS
)

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OPINIÃO POLÍTICA

Uma semana decisiva

Ivan de Carvalho

Bem, as convenções partidárias de junho são o foro para as decisões formais, legais, dos partidos e, consequentemente, dos candidatos às eleições de outubro para a presidência e vice-presidência da República, dois terços do Senado Federal, toda a Câmara dos Deputados, governadores e seus vices, Assembléias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Pode ser que algumas candidaturas, aqui e ali, fiquem para ser decididas nessas convenções. Principalmente quando houver disputa partidária interna. Já aconteceu muitas vezes antes.

Mas isto é a exceção. A regra geral é que as decisões sejam tomadas com bastante antecedência em relação a tais convenções, até para que os partidos e seus candidatos possam lançar-se sofregamente à fase das campanhas eleitorais que a Justiça Eleitoral insiste em chamar de “campanha antecipada” e a lei considera ilegal.

Ilegal e antecipada, mas ninguém segura. Se não funciona, ou se funciona tão mal a proibição, o melhor seria que mudassem a lei e fizessem com razoável justificativa o que muitos querem fazer criminosamente em relação ao aborto – liberar geral. Afinal, uma campanha mais longa poderia causar dificuldades maiores a candidatos com menos recursos financeiros, mas poderia também favorecer àqueles que conseguem votos no gogó ou, como o ex-presidente Jimmy Carter, no aperto de mãos.

E o debate político e eleitoral mais prolongado poderia ser didático no sentido da construção de uma sociedade democrática. Aliás, as limitações relacionadas à campanha eleitoral que existem hoje não existiam no Brasil anterior ao regime autoritário instaurado pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964. Talvez a soma de duas décadas de autoritarismo ao vício brasileiro – herdado da antiga metrópole lusitana – da regulamentação de tudo nos “mínimos detalhes” seja responsável por essas campanhas eleitorais cada vez mais engessadas que a lei e as resoluções do TSE nos têm. Ou do exercício democrático que nos esteja tirando gradualmente.

Bem, voltando ao ponto de partida depois dessa viagem em que embarquei quase sem sentir, eis que agora é, pela regra geral, a hora das decisões. Esta promete ser, além de santa, uma semana para tomar decisões, como a que, na área governista, envolve o PP, e por em exposição outras já tomadas. O PSDB e o DEM vão a Guanambi anunciar uma delas.

Na terça-feira, dia 31, o governo substitui por novos titulares os integrantes de sua equipe que deixarão os cargos para poderem concorrer às eleições. No dia 3 de abril termina o prazo para desincompatibilizações, mas é um sábado e, além disso, tradicionalmente os candidatos não confiam no último dia, por causa de eventuais imprevistos. O dia 2 é a sexta-feira santa, dia em que Jesus foi crucificado. Os candidatos são muito piedosos, claro, mas a superstição tem sua força – talvez não julguem auspicioso (aquela palavra-chave da novela Caminho das Índias) o passo formal inicial para a candidatura nesse dia, temendo a crucificação eleitoral.

Restaria o dia 1º de abril, mas quem é que, pretendendo a confiança popular, começaria a tentativa formal de conquistá-la no Dia da Mentira? Daí que o prazo para desincompatibilização tende a fixar-se naturalmente no dia 31, amanhã, com ressalva para os teimosos demais e os inteligentes de menos.

Aliás, na sexta-feira o ex-governador Otto Alencar confirmou que hoje mesmo deixa o cargo de conselheiro do TCM para concorrer a vice-governador. Podemos qualificá-lo entre os “mais inteligentes”. Saindo separadamente da desincompatibilização geral, seu ato ganha visibilidade.

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