Morte de Isabela: Juri faz justiça/img.IG

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O Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, condenou no início da madrugada deste sábado (27) Alexandre Nardoni, 31 e Carolina Jatobá, 26 , pelo assassinato de Isabella Nardoni, morta aos 5 anos de idade, ao ser atirada pela janela do 6º andar do apartamento onde vivia com o pai e a madrasta. No total, Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e Jatobá a 26 anos e oito meses.

A decisão foi tomada pelos jurados – quatro mulheres e três homens, que entenderam que os réus cometeram homicídio triplamente qualificado. O julgamento considerou agravante o fato de a menina ter menos de 14 anos de idade. Nardoni também foi condenado por cometer crime contra descendente. O casal vai cumprir a sentença em regime fechado.

O julgamento teve início nesta segunda-feira (22), quando o casal se encontrou pela primeira vez desde maio de 2008, e deve durar até o final desta semana. Em seguida, foram tomados os depoimentos das testemunhas. Os réus foram os últimos a serem ouvidos. A última fase foi a dos debates, quando defesa e acusação apresentaram seus argumentos.

Ao final, o júri se reuniu em uma sala secreta para responder a quesitos formulados pelo juiz. Eles decidiram se o casal cometeu o crime, se é culpado pela atitude, e se haveria agravantes ou atenuantes, como ser réu primário.

Último dia

A derradeira sessão do julgamento começou com os argumentos do promotor Francisco Cembranelli. Ele afirmou que o casal Nardoni estava no apartamento quando a menina Isabella foi atirada. Segundo ele, a perícia demonstra que “os Nardonis são mentirosos” e não conseguem contestar provas técnicas.

Também de acordo com o promotor, os depoimentos das testemunhas indicam que a madrasta tinha “rompantes e descontroles”. Cembranelli ainda ironizou a versão da defesa de que uma terceira pessoa teria cometido o crime.

Mais tarde, o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, tentou plantar a dúvida nos jurados, usando o misterioso desaparecimento da britânica Madeleine McCann em 2007 para isentar os dois da culpa pela morte da menina Isabella.

Podval afirmou que, assim como os pais de Madeleine McCann, que foram acusados pelo sumiço da menina em Portugal, pai e madrasta de Isabella não podem ser condenados por um crime do qual se dizem inocentes.

Durante o tempo destinado à réplica da Promotoria, Cembranelli chamou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá de mentirosos novamente e rebateu os pontos levantados pela defesa do casal, acusado de matar a menina Isabella Nardoni.

O promotor disse que os réus são “mentirosos” e utilizou seus últimos minutos de palavra para atacar a atitude no casal no dia do crime. Ele usou uma linha do tempo para provar que os Nardoni estavam no apartamento no momento exato da queda de Isabella. E listou, em cerca de meia hora, todas as contradições encontradas por ele desde a “noite trágica”.

O advogado Roberto Podval defendeu a absolvição do casal Nardoni em sua tréplica. Podval voltou a dizer que faltam provas que incriminem Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá e destacou informações que acredita serem fundamentais para questionar a tese da acusação.

“Me causou estranheza. Com todo esse sangue encontrado no apartamento, Alexandre foi mostrado carregando Isabella, ela tinha sangue na mão. A pergunta que fiz para a perita [Rosângela Monteiro] foi: ‘Encontraram algum sangue na roupa dele ou dela?’. E a resposta foi ‘Não’. Não pingou nada. A roupa dele não tinha que ter alguma coisa, um pingo, uma gota de sangue? Ele não merece a dúvida da inocência?”

Podval citou também a falta de exame nas unhas do casal, o que, segundo ele, mostra que não há como dizer quem foi responsável pela esganadura de Isabella.

Em frente ao tribunal do juri milhaqres de pessoas aplaudiram q sentença e algus presentes soltaram foguetes celebrando a decisão d0 juri.

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Comentários

Mariana Soares on 27 Março, 2010 at 12:02 #

Na minha opinião, foi feita justiça em um dos casos mais emblemáticos já ocorrido neste País. É certo que milhares de outros ocorrem diariamente por este País, mas é preciso que haja um caso exemplar como este, mostrado e destrinchado pela mídia em todos os seus detalhes, para que a gente possa ter mais fé na justiça brasileira, bem assim que sirva de exemplo, a fim de que outros crimes cruéis como este deixem de ser praticados. Isabela não foi vingada, mas, sim, justiçada e que os Nardonis apodreçam na cadeiam e, mesmo que isto não ocorra, devido às beneces da lei brasileira, que, pelo menos, percam preciosos anos da suas vidas encarcerados, impedidos de usufruir do bem maior, que é a liberdade.


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