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27
Posted on 27-03-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais, Multimídia) by vitor on 27-03-2010


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De Brasília a mana Mariana, advogada, leitora, colaboradora e benfeitora deste site blog , manda a seguinte e-mail que encontro na caixa de mensagem ao voltar do restaurante com Margarida, depois de almoçar e fazer um brinde prosáico – ela com uma taça de cerveja lindamente suada e eu com um copo de Coca-Cola , gelo e limão.

Corte para a mensagem de Mariana.

“Meu Irmão e Caro Editor,

Esperei por todo este dia que o BP, como sempre faz, postasse uma bela canção para iniciarmos este singular dia (27/03), o que até agora não aconteceu.
Temendo terminar esta data sem a nossa música diária, quero sugerir, em homenagem a você e a sua amada Margarida, celebrando estes trinta e quatro anos de virtuosa união, uma música de Gil, que fala, de forma única, do amor verdadeiramente vivido por aqueles que se amam e, assim, decidem compartilhar suas vidas, assim como vocês vêm fazendo ao longo do tempo.
Parabéns! Celebrem com muito amor esta data e vivam sempre plenos deste poderoso sentimento, que tudo pode.
Muitos beijos”,
Mariana
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Mari sugere “A linha e o linho” de Gilberto Gil para musica da celebração da data.

Ao meu lado,enquanto lê a mensagem e elogia a memória da cunhada, Margarida sopra: “poste também uma canção do cubano Bola de Nieve”.

Sugestões atendidas. com prazer e felicidade

(Vitor Hugo Soares)


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Um leitor ouvinte do video do You Tube comenta:As noticias nao mudaram, a unica coisa que? mudou é que agora é Datena que fala.

Será?

mar
27
Posted on 27-03-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 27-03-2010

Wagner: embaraços com PP

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Em seu artigo do fim de semana na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho informa e analisa rodopios do PP diante da inesperada impossibilidade do conselheiro do Tribunal de Contas, Otto Alencar, por problema grave de saúde, concorrer como candidato a senador na chapa da coligação encabeçada pelo petista Jaques Wagner, que disputa a reeleição. Segundo o colunista, o PP, até o anoitecer de ontem, estava estrilando. Combinara ter um candidato a senador na chapa, não um candidato a vice-governador. Quer repactuar e aí começa o x do novo problema, como revela Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

PP quer repactuar

Ivan de Carvalho

OLHO: Mas o PP, até o anoitecer de ontem, estava estrilando. Combinara ter um candidato a senador na chapa, não um candidato a vice-governador.

Surgiu, como já é do conhecimento geral, um problema grave na aliança governista, envolvendo o PP. Ou suscitado pelo PP.
Este partido alega que nas negociações que fez sobre sua participação na coligação governista, ficou acertado que caberia ao PP indicar um dos dois candidatos a senador.
Este candidato seria o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, ex-governador Otto Alencar, que renunciaria a seu cargo no TCM para filiar-se ao PP e concorrer ao Senado. Já estava tudo combinado entre o governador Wagner, Otto Alencar e o PP.
Acontece que Otto Alencar, que é médico, foi surpreendido por sérios problemas de saúde que, não previstos, não haviam sido levados em conta, portanto, em seus cálculos políticos.
Esses problemas levaram-no a concluir que não é herói o suficiente para enfrentar uma corrida desabalada que é a campanha de senador, seguida por oito anos de mandato em Brasília, comparecendo aos trabalhos do Senado e exercitando ainda as funções políticas inevitáveis para um senador de um estado importante.

Seu estoicismo é o bastante, apenas, para deixar a confortabilíssima tranquilidade do cargo vitalício (aposentadoria compulsória aos 70 anos de idade) de conselheiro do TCM e aceitar o convite alternativo feito pelo governador de participar da chapa majoritária como candidato a vice-governador.

Isto o levará naturalmente a envolver-se em intensas articulações políticas e ao comparecimento a eventos mais relevantes da campanha eleitoral, mas não ao ponto de sair visitando centenas de distritos e povoados. Ainda mais que as necessárias cautelas com a saúde justificam esse comportamento ante o eleitorado.
Mas o PP, até o anoitecer de ontem, estava estrilando. Combinara ter um candidato a senador na chapa, não um candidato a vice-governador. Insiste em renegociar. Ou, para variar o vocabulário, repactuar. Há precedente na Bahia, garantiu há décadas, profeticamente, Octávio Mangabeira.
Na verdade, está em busca de conquistar espaço, talvez, como se noticiou circunstanciadamente, a vaga que Otto Alencar deixará no TCM para o deputado e atual secretário de Agricultura, Roberto Muniz, que por sua vez teria seus votos herdados por dois mui amados candidatos do PP a deputado estadual.

Mas Alencar já tinha um candidato para o cargo e isso, pelo que se sabe, já estava encaminhado junto ao governador. O PP quer desmanchar esse acerto. Isso, é claro, deixaria Otto Alencar muito descontente (o que é óbvio) e talvez decepcionado (aí é só o que eu imagino). Talvez o PP não consiga.
Uma informação importante é que, pelo que estava decidido até o início da noite de ontem, Otto Alencar será companheiro de chapa de Wagner pelo PP ou sem o PP. Se alguma coisa acabar inviabilizando a candidatura pelo PP, o PDT está à disposição, já comunicou isso formalmente (não tem documento com carimbos, mas no caso a palavra é bastante) e não houve rejeição da oferta. Apenas está claro que ela é condicional – se houver inviabilização da candidatura pelo PP.
Mas se Otto Alencar se filiar e representar o PDT na chapa majoritária (o PDT estava fora dela), quem ficaria fora da chapa seria o PP. Ficaria mesmo? E aonde essa auto-exclusão levaria o PP? Sairia da aliança governista? Sai nada…
A mim parece que o PP está querendo é caçar passarinho com tiro de canhão

mar
27
Posted on 27-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 27-03-2010

Serra crece no Datafolha

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de março de 2010, publicada na edição deste sábado, 27, do jornal Folha de São Paulo, indica que o pré-candidato a presidente José Serra (PSDB) voltou a crescer e atingiu 36% das intenções de voto. Dilma Rousseff (PT) está com 27%.

A diferença entre Dilma e Serra subiu de 4 para 9 pontos, em comparação com a última pesquisa do Datafolha, publicada há um mês.

Considerando-se a margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Serra apresentou crescimento real, retornando ao patamar da pesquisa de dezembro de 2009, quando tinha 37%.

Dilma, pela primeira vez, não apresentou crescimento na sua curva de intenção de votos: A petista oscilou negativamente um ponto percentual.

Ainda segundo o Datafolha, Ciro Gomes (PSB) não apresentou crescimento ou queda, ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro e 13% em dezembro). Marina Silva (PV) também está estacionada e manteve os mesmos 8% obtidos em dezembro e há um mês.

Excluindo-se Ciro da lista de candidatos, o cenário não se altera significativamente: Serra vai a 40% contra 30% de Dilma, ou seja, a diferença entre ambos passa de nove para dez pontos, variação que está dentro da margem de erro.

Rejeição

Os quatro principais candidatos estão empatados no limite da margem de erro, mas quem numericamente tem o pior índice é Ciro Gomes, com 26%. Colados a ele vêm José Serra (com 25%), Dilma Rousseff (23%) e Marina Silva (22%).

Pesquisa espontânea
As curvas da pesquisa espontânea, quando o entrevistado diz em quem deseja votar sem ver uma lista de nomes, diferem do levantamento estimulado: Dilma continuou sua curva ascendente. Tinha 8% em dezembro, passou a 10% em fevereiro e agora chegou a 12%.

Esse percentual a coloca à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (8%), que, até dezembro, liderava a pesquisa espontânea. Serra manteve os 8% da pesquisa de dezembro. Ciro e Marina marcaram 1% cada. Houve também 3% para “candidato do Lula” e 1% para “no PT/candidato do PT”.

Morte de Isabela: Juri faz justiça/img.IG

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DEU NO PORTAL UOL

O Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, condenou no início da madrugada deste sábado (27) Alexandre Nardoni, 31 e Carolina Jatobá, 26 , pelo assassinato de Isabella Nardoni, morta aos 5 anos de idade, ao ser atirada pela janela do 6º andar do apartamento onde vivia com o pai e a madrasta. No total, Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e Jatobá a 26 anos e oito meses.

A decisão foi tomada pelos jurados – quatro mulheres e três homens, que entenderam que os réus cometeram homicídio triplamente qualificado. O julgamento considerou agravante o fato de a menina ter menos de 14 anos de idade. Nardoni também foi condenado por cometer crime contra descendente. O casal vai cumprir a sentença em regime fechado.

O julgamento teve início nesta segunda-feira (22), quando o casal se encontrou pela primeira vez desde maio de 2008, e deve durar até o final desta semana. Em seguida, foram tomados os depoimentos das testemunhas. Os réus foram os últimos a serem ouvidos. A última fase foi a dos debates, quando defesa e acusação apresentaram seus argumentos.

Ao final, o júri se reuniu em uma sala secreta para responder a quesitos formulados pelo juiz. Eles decidiram se o casal cometeu o crime, se é culpado pela atitude, e se haveria agravantes ou atenuantes, como ser réu primário.

Último dia

A derradeira sessão do julgamento começou com os argumentos do promotor Francisco Cembranelli. Ele afirmou que o casal Nardoni estava no apartamento quando a menina Isabella foi atirada. Segundo ele, a perícia demonstra que “os Nardonis são mentirosos” e não conseguem contestar provas técnicas.

Também de acordo com o promotor, os depoimentos das testemunhas indicam que a madrasta tinha “rompantes e descontroles”. Cembranelli ainda ironizou a versão da defesa de que uma terceira pessoa teria cometido o crime.

Mais tarde, o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, tentou plantar a dúvida nos jurados, usando o misterioso desaparecimento da britânica Madeleine McCann em 2007 para isentar os dois da culpa pela morte da menina Isabella.

Podval afirmou que, assim como os pais de Madeleine McCann, que foram acusados pelo sumiço da menina em Portugal, pai e madrasta de Isabella não podem ser condenados por um crime do qual se dizem inocentes.

Durante o tempo destinado à réplica da Promotoria, Cembranelli chamou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá de mentirosos novamente e rebateu os pontos levantados pela defesa do casal, acusado de matar a menina Isabella Nardoni.

O promotor disse que os réus são “mentirosos” e utilizou seus últimos minutos de palavra para atacar a atitude no casal no dia do crime. Ele usou uma linha do tempo para provar que os Nardoni estavam no apartamento no momento exato da queda de Isabella. E listou, em cerca de meia hora, todas as contradições encontradas por ele desde a “noite trágica”.

O advogado Roberto Podval defendeu a absolvição do casal Nardoni em sua tréplica. Podval voltou a dizer que faltam provas que incriminem Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá e destacou informações que acredita serem fundamentais para questionar a tese da acusação.

“Me causou estranheza. Com todo esse sangue encontrado no apartamento, Alexandre foi mostrado carregando Isabella, ela tinha sangue na mão. A pergunta que fiz para a perita [Rosângela Monteiro] foi: ‘Encontraram algum sangue na roupa dele ou dela?’. E a resposta foi ‘Não’. Não pingou nada. A roupa dele não tinha que ter alguma coisa, um pingo, uma gota de sangue? Ele não merece a dúvida da inocência?”

Podval citou também a falta de exame nas unhas do casal, o que, segundo ele, mostra que não há como dizer quem foi responsável pela esganadura de Isabella.

Em frente ao tribunal do juri milhaqres de pessoas aplaudiram q sentença e algus presentes soltaram foguetes celebrando a decisão d0 juri.

mar
27
Posted on 27-03-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 27-03-2010

Tupinambas:”mais juizo que cacauicultores”

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ARTIGO DA SEMANA

NO VESPEIRO BAIANO

Vitor Hugo Soares

Com a ministra Dilma Rousseff a tiracolo, o presidente da República desembarcou em Ilhéus nesta sexta-feira. Coração da região cacaueira, onde Luiz Inácio Lula da Silva pisa pela primeira vez em seu segundo mandato, apesar da Bahia ser um dos solos mais frequentemente visitados por ele, que não se cansa de repetir a crença espírita de que um dia em outro tempo viveu por aqui, o que o faz enxergar o lugar (por sentimento humano ou estratégia de político) como talismã eleitoral, mesmo nas vezes em que foi derrotado em pleitos nacionais.

Ontem, Lula sofreu picadas como raras vezes ao andar pelo vespeiro baiano em que transformou-se a disputa sucessória presidencial atrelada ao embate sem trégua pelo Palácio de Ondina, onde Jaques Wagner deseja permanecer mais quatro anos. O problema é que o esquentado ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), o ex-governador Paulo Souto (DEM), nascido, bem votado e com largo trânsito na zona do cacau, e até o deputado verde e ex-petista, Luiz Bassuma, também estão de olho no “palácio das cigarras”, como dizia o cronista Raimundo Reis, e cavam buracos para afundar o governador.

No caso do ministro Geddel, só uma preocupação: bombardear Wagner sem derrubar os dois palanques de Dilma Rousseff no Estado. Situação que deixa Lula visivelmente constrangido, como o próprio presidente confessou há duas semanas, ao visitar Juazeiro, na região do Vale do São Francisco. Constrangimentos repetidos ontem na inauguração do Gasene, em Itabuna, e nos atos administrativos, mas principalmente políticos e eleitorais na vizinha Ilhéus, a terra de Gabriela e dos antigos e poderosos coronéis do cacau do sul do Estado.

Na véspera, em Brasília, o pleno do Superior Tribunal Eleitoral condenou Lula a pagar multa de R$ 5 mil por fazer campanha fora de hora, ou passando por cima de normas legais, se preferirem. Ainda assim, nada capaz de de assustar o condutor da marcha de Dilma à sua sucessão. No comício de quinta-feira em Osasco – inauguração de obras do PAC -, o presidente até brincou com a decisão e sugeriu que quem deve pagar a multa por sua infração: “vou mandar a conta da multa para vocês”, disse Lula, enquanto a plateia gritava ao fundo o nome de sua candidata.

Assim, Lula e a ministra desembarcaram com ar cansado mas aparentemente tranquilos no sul da Bahia na manhã de ontem, acenando com novas bandeiras. Não as flâmulas rubras do PT das companheiras metalúrgicas do ABC, mas as do Gasene (Gasoduto de Integração Sudeste-Nordeste), abertura das licitações para construção da ferrovia Leste-Oeste, e novos afagos da “mãe Dilma” em relação ao PAC do Cacau, de inegável apelo político e eleitoral na região visitada.

Afinal, alimenta sonhos e fantasias de reabilitação da economia da lavoura cacaueira devastada nas últimas duas décadas pela praga “vassoura de bruxa” e pela terceira geração de “empresários da cacauicultura” (às vezes pior do que praga que atinge e seca a plantação, segundo historiadores locais), viciados nas tetas dos empréstimos dos bancos públicos (e privados também), e no perdão paternalista das dívidas por sucessivos governos estadual e federal.

Além das vespas representadas pelos políticos com os quais terá de lidar nessa passagem em região conflagrada, Lula e Dilma atravessam zonas cercadas de boatos de que terão de enfrentar desta vez uma série de protestos, “puxados por fazendeiros de cacau, índios tupinambás e policiais civis e militares”.

Na verdade, os empresários do cacau brigam por mais uma mamata do governo federal: querem a anulação de uma dívida superior a R$ 400 milhões, relativa às duas primeiras etapas do Plano de Recuperação da Lavoura, implementado na década passada. Segundo alegam os cacauicultores, a própria Ceplac, órgão federal de apoio à lavoura, reconheceu erros nas recomendações repassadas aos produtores para conter a praga da Vassoura-de-Bruxa.

Quanto ao protesto dos indios, foi necessário a comitiva presidencial ter cautela apenas com algumas bordunas. Os índios de verdade foram praticamente todos dizimados na região do Descobrimento e no sul baiano, em luta desigual e marcada pela omissão dos governos, da polícia e dos políticos, pelos próprios pioneiros da cacauicultura e seus jagunços, como está nos livros de Jorge Amado ou nos filmes de Glauber Rocha.

Apedrejado na região que visitou pouco antes de morrer, o falecido cacique Juruna, do gravador, desabafou em desalento diante do que viu por lá: “Aqui não tem mais índios, só tem caboclos”.

E ferroadas de vespas. Muitas vespas!

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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