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Postado em 26-03-2010
Arquivado em (Multimídia) por vitor em 26-03-2010 23:04


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Clip com Cena antológica de “Radio Days”, filme de Woody Allen, na cena em que a dona de casa americana em New York dança ao som de “South American Way” que o radio retransmite na voz de Carmem Miranda. É a música para terminar a noite quente desta sexta-feira em Salvador. Para ver, ouvir, rever muitas vezes e dançar junto. Atenção para a cena final em que o marido e o cunhado fazem o vocal enquanto a mulher dança. Sensacional!(vhs)

BOA NOITE!!!

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 27 Março, 2010 at 4:42 #

Caro VHS

Ruy Castro, hoje na Folha de São Paulo, em rápida crônica, com toques de “film noir”, posto que o “crime’ é cruel, o enredo é amoral, e os personagens estão abandonados à própria ausência do que imaginaram, um dia, tratar-se de sorte.

Triste fado, cruel fotografia!

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Ruy Castro

“Deixadas no Passado

RIO DE JANEIRO – Elas podem ser vistas, dignas e lindonas, na plateia de colegas mais jovens, e você imagina que estão ali na condição de fãs desprendidas das novas gerações. Mas não é sempre assim. Mais provável que estejam tentando atrair a atenção de um produtor ou de um agente que lhes dê trabalho -o primeiro, talvez, em seis meses ou um ano de silêncio profissional.
No Rio e em São Paulo, dezenas de grandes cantoras do passado vivem hoje os piores momentos de suas carreiras, esquecidas pela mídia e ignoradas pelos produtores. As mais felizes, que conservaram um apartamentinho próprio, estão livres do aluguel, mas o condomínio já tem um ou dois anos de atraso. Muitas se seguram com uma aposentadoria que mal lhes paga a comida e os remédios. O plano de saúde, vitimado pela inadimplência, há muito que foi para o espaço. Algumas estão vivendo de cestas básicas doadas por amigos.
Não se trata de senhoras que, pela idade, já estariam, se quisessem, no Retiro dos Artistas, mas de mulheres vaidosas, ainda com a voz inteira, em perfeitas condições de trabalhar. Acontece de uma delas conseguir, de surpresa, uma noite num clube ou teatro mais privilegiado e não ter dinheiro para ajeitar o cabelo ou recauchutar o velho vestido.
Seus agentes alegam que esse tipo de oportunidade -aparições relâmpago em casas noturnas- é cada vez mais raro. As grandes casas só querem saber de “projetos” ambiciosos, para interessar os suspeitos de sempre, os patrocinadores. E estes, visando imprensa ou retorno, só reconhecem os nomes de hoje, e não se impressionam se Fulana ou Beltrana foi uma estrela, digamos, da bossa nova.
Sim, elas não são contemporâneas de Chiquinha Gonzaga, mas cantoras que, até outro dia, estavam construindo o futuro da música popular. O futuro chegou, e elas não têm vez nele.”

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Talvez a poesia as acolha…..talvez!!!


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