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Postado em 24-03-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 24-03-2010 13:09

Borges: o galã da vez

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A composição da chapa governista de apoio à reeleição de Jaques Wagner que briga por mais um mandato em Ondna, é o tema do artigo desta quarta-feira do jornalista político Ivan de Carvalho na Tribuna da Bahia. Enquanto o governador Wagner dá sinais evidentes de ter toda pressa do mundo em fechar sua chapa entregando uma das vagas ao senado ao ex-carlista de carteirinha Cesar Borges, o ladino senador do PR parece não ter pressa nenhuma em fechar o acordo para a sucessão. “E, aliás, quem irá criticá-lo depois de namorá-lo meses seguidos, propondo-lhe casamento, coisas que as três forças citadas (PT, DEM e PMDB) têm feito?”, pergunta Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
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(VHS)

PRESSA E PACIÊNCIA

Ivan de Carvalho

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O governador anunciou que faria um contato, supostamente telefônico, ontem ou hoje, com o senador César Borges para marcar uma conversa final, pois “esta semana” pretende “bater o martelo”.

A impressão imediata que ficou foi a de que a batida do martelo seria para toda a questão da chapa que vai concorrer às eleições majoritárias pelo lado governista – para a reeleição de Wagner, as duas cadeiras de senador e a o cargo de vice-governador.

Mas pode-se dizer que, simultaneamente, o senador César Borges, presidente estadual do PR e convidado pelo governador para disputar a reeleição pela coligação liderada pelo PT disse esperar ter uma decisão sobre o assunto até o dia 31 de março.
Explicou que “eu não sou sozinho”. Tem toda uma seção estadual do partido, bancadas de deputados federais e estaduais para conversar, além de um ou outro contato que ainda necessite fazer com a cúpula nacional de seu partido. E tantos eleitores e simpatizantes cujos sentimentos e pensares precisa captar…

Bem, 31 de março (nada a ver com indevidas referências ao movimento político-militar de 1964, que alguns historiadores e antogonistas preferem que haja ocorrido em 1º de abril, porque é o Dia da Mentira) é a quarta-feira da semana que vem, não desta semana na qual o governador quer “bater o martelo”.

Não parece haver dúvida: o governador, que recebeu carta branca da direção estadual do PT para configurar a chapa majoritária da coligação que este partido vai liderar e fazer os acertos laterais e – não resisto – colaterais, tem pressa em resolver a composição da chapa e pressa redobrada no fechamento da aliança com César e o PR, porque este é o ponto crítico na formação da chapa. Já quanto a César, ele não tem pressa nenhuma. Se pudesse (ou puder?), empurraria sua decisão para 30 de abril ou fins de maio.
Enquanto não se anuncia se ele está com Wagner, Paulo Souto ou Geddel Vieira Lima, espaços amplos em toda a mídia lhe são generosamente atribuídos. E isso é ótimo para sua candidatura. E, aliás, quem irá criticá-lo depois de namorá-lo meses seguidos, propondo-lhe casamento, coisas que as três forças acima citadas têm feito? Para a outra cadeira de senador e para vice-governador há problemas, mas não são conflituosos.
Enquanto isso, o PMDB de Geddel e partidos aliados já tem listados nomes para compor a chapa de candidatos a mandatos de eleição majoritária, caso não consiga atrair o senador César Borges, o que vem sendo tentado. Eis a lista: para governador, Geddel; para senador, o jurista, ex-prefeito e atual vice-prefeito Edvaldo Brito; ainda na lista o secretário de Governo, João Cavalcante, Eliel Santana e o atual vice-governador, Edmundo Pereira.

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