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D. Timóteo no mosteiro de São Bento-Salvador/Arquivo

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CENTENÁRIO DE DOM TIMÓTEO


Diogo Tavares*

Há pelo menos dois tipos de mistério diante dos homens comuns: o que angustia, como um crime insolúvel, a necessidade de uma saída crucial ou a busca de uma invenção salvadora, e o mistério que fascina, como o espanto diante da obra de arte e transição na fé. Este nos permite contemplação, reflexão e em alguns casos crescimento. Em paz. Neste ano em que completaria um século de nascimento, Dom Timóteo Amoroso Anastácio, o saudoso abade do Mosteiro de São Bento, continua a ser um “mistério do bem” e, portanto, não deixar essa data passar em branco nada mais é do uma homenagem que podemos prestar à nossa própria condição humana.

Símbolo poético e declarado de sua fé, o Cometa de Halley apareceu naquele mesmo ano de 1910 em que o jovem Luiz Antônio Amoroso Anastácio nasceu, em 12 de julho, na cidade mineira de Barbacena. Foi uma vida intensa, que incluiu um diploma de direito, o trabalho com o primo Alceu Amoroso Lima, conhecido escritor católico com o pseudônimo de Tristão de Athayde, o casamento com Jenny Hungria, a morte da jovem mulher, aos 20 anos, por tuberculose, e o ingresso na vida religiosa junto com o irmão médico, Vicente, e outros 20 jovens recém formados. O fato seria destacado por Tristão de Athayde no artigo De doutores a Monges, em 1941.

Então já não era Luiz Antonio, mas Timóteo, nome que adotou ao entrar para a ordem beneditina. O trabalho com dom Helder Câmara foi fundamental para a formação crítica do religioso que, em 1965, após impressionar os monges baianos durante palestras, foi eleito abade do Mosteiro de São Bento de Salvador.

É aqui que a cronologia dos fatos passa a fazer com que a biografia de dom Timóteo se confunda com a história da Bahia. Chegando a Salvador em plenos anos de chumbo, coube a dom Timóteo exercer o frágil diálogo entre a sociedade civil e o governo outorgado e seu aparato de repressão, utilizando para isso sua “autoridade” religiosa e conclamando seus interlocutores à razão diante dos princípios cristãos. Emblemático disso foi o cerco ao Mosteiro de São Bento, em 1968, quando dom Timóteo abrigou dezenas de estudantes que tinham sido encurralados pela Polícia Militar na Avenida Sete durante a repressão a uma manifestação. O saldo de 11 pessoas feridas por armas de fogo e as marcas de tiros nos muros do mosteiro retratariam bem a violenta repressão utilizada. Sem medo de correr gabinetes e redações de jornais, com astúcia e coragem, coube ao abade garantir a liberdade e a integridade dos jovens.

Mas o diálogo pregado por dom Timóteo não se limitava à política. Entusiasta do Concílio Vaticano II, que estabeleceu o princípio da aculturação da liturgia, o abade do São Bento celebrou em Salvador a Missa do Morro, levando para a igreja ritmos e instrumentos de origem africana. Chocou os conservadores, aproximou o clero dos jovens e dos progressistas e abriu espaço para o diálogo com a religião afro-brasileira.

Há muito mais coisas pra se escrever sobre dom Timóteo e eu vou recorrer ao próprio abade, em entrevista que me concedeu em 1988. “Dom Timóteo é um mito. E eu, hoje, na minha adiantada idade, olho essas coisas como uma certa grata ironia e digo o seguinte: eu não faço nada pra desfazer o mito. Porque os homens precisam de mitos e mitos são ideais. Como eu não estou muito mais acessível à vaidade, tomo essas homenagens, esse reconhecimento, como um estímulo e um incentivo pra mim. Quer dizer: do Timóteo que é para o Timóteo que deve ser”.

Apesar da modéstia, que pode ser interpretada também como opção pelo humano em detrimento do divino, o fato é que dom Timóteo não conseguiu nos deixar simplesmente, como um homem comum, no início de agosto de 1994. Ele sobreviveu, sim, como mito. Aquele tipo de mito que precisamos preservar, nesse nosso mundo cada vez mais pautado por ídolos instantâneos de reality shows, para que justiça, liberdade, verdade e esperança não se tornem apenas palavras sem conteúdo, para que haja bons exemplos, para, enfim, que não morra de uma vez nos homens o sentido pleno da palavra humanidade.

*Diogo Tavares é jornalista e autor do livro O Milagre de Dom Amoroso – ou como D. Timóteo, abade do Mosteiro de S. Bento venceu as legiões hereges.

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Unir a sensibilidade e a poesia de Vinícius de Moraes e de Adoniram Barbosa em uma mesma composição chega parecer milagre. Desses que acontecem de cem em cem anos. )

Ter a voz de Maria Bethania para interpreta-la então, nem se fala.

E tudo isso está no vídeo de “Bom dia, Tristeza”, que Bahia em Pauta escolheu para fechar esta quarta-feira. Confira e BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares

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GRAZZI BRITO

A cúpula do Partido Verde de Juazeiro, no vale do São Francisco, concedeu hoje (24) uma entrevista coletiva em que esclarece o seu desligamento da base governista do prefeito Isaac Carvalho (PC do B). A ruptura da aliança política e administrativa provoca a saída do secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Jairton Fraga e Dalmir Pedra secretário da Defesa Social, além destes, dois vereadores do PV passam de situação a oposição entre eles o líder do governo na Câmara Municipal, José Carlos Medeiros.

O presidente do Partido Verde, Marcelo Junior, esclareceu que o PV foi convidado pelo prefeito a se afastar do governo. “Nunca vi governo nenhum expulsar ninguém da base do governo, pelo contrário, já vi convidando. Estamos diante de uma nova maneira de governar”, disse Marcelo já se mostrando a vontade no papel de oposição.No plano estadual , o PV recusou a diretriz dos comunistas de apoiar a reeleição e mantém Marina Silva como candidata própria à sucessão de Lula.

Segundo Marcelo, o prefeito alegou que as declarações do presidente do PV sobre as obras da ponte em Juazeiro, responsabilizando o DNIT/PE pelos atrasos e descaso com a obra, ao contrário do que é dito pela prefeitura que atribui tudo isso ao antigo prefeito Misael Aguilar, seria o estopim para a retirada do partido da base do governo. Responsabilidade essa que também foi atribuída a Misael pelo próprio Presidente Lula em sua ultima visita a região.

Difícil situação para os dois lados, o vereador José Carlos Medeiro presente na coletiva e líder do governo na Câmara, sempre engajado na defesa de Isaac terá que fazer oposição “quem for do partido e queira continuar no governo terá que pedir desligamento do PV” disse ainda o presidente do partido. Já Isaac com dois vereadores a menos ainda terá maioria, embora apertada e mais trabalho para negociar seus projetos.

Os secretários já entregaram os cargos e novos nomes já haviam sido divulgados pelo prefeito, sendo empossados na próxima sexta-feira (26). São eles Agnaldo Meira (Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro) e Genes Batista (Capitão da Policia Militar), de Agricultura Meio Ambiente e Defesa Social respectivamente.

Grazzi Brito, Jornalista, mora em Juazeiro, no Vale do São Francisco

(74) 3611 5640/ (74) 8814 7891

mar
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Berlusconio: ataque sexista tem resposta

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Mais uma “gafe sexista” do primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, sobre a aparência física de uma candidata de esquerda às eleições regionais na Italia alimenta nesta quarta-feira a imprensa local
Berlusconi afirmou ontem que Mercedes Bresso, candidata do Partido Democrata (esquerda) à presidência da região de Piemonte (norte do país), está sempre de mau humor porque “quando se olha no espelho (…) fica logo com o dia estragado”.

“Sabem por que é que a senhora Bresso está sempre de mau humor? Porque de manhã, quando se levanta e se olha ao espelho para se maquilhar, vê-se. E assim, o seu dia fica estragado”, afirmou Berlusconi na terça feira à noite, num comício em Turim.

Mas Bresso tinha a resposta pronta: “No que diz respeito a maquilagem, uso muito pouca, necessito menos dela do que Berlusconi”, conhecido pela aplicação de base no rosto para parecer mais bronzeado.

Bresso, refere ainda, em entrevista ao diário La República, as numerosas cirurgias estéticas às quais Berlusconi se submeteu, entre as quais os implantes capilares.

As eleições regionais italianas de 28 e 29 de Março envolvem 13 regiões italianas.

Em Piemonte, Bresso concorre contra Roberto Cota, candidato do partido que se apresenta pela Liga do Norte apoiado pelo Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi

(Com informações de La República, Italia, e portal TSF, Portugal)

mar
24
Posted on 24-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 24-03-2010

O Brasil, a Índia e a Coréia do Sul ocupam os três primeiros lugares da lista de países que mais enviaram spam (e-mails comerciais não solicitados) durante os meses de Janeiro e Fevereiro deste ano. Portugal não consta desta lista elaborada pela empresa anti-vírus espanhola Panda, que analisou mais de cinco milhões de e-mails enviados a partir de um milhão de endereços IP únicos.

O Brasil produziu cerca de 14 por cento do spam total gerado em todo o mundo, durante os meses de Janeiro e Fevereiro últimos.

Estes e-mails não solicitados servem para distribuir ameaças informáticas, vender produtos ilegalmente e difundir vírus, mascarados muitas vezes sob a promessa de fotografias ou vídeos de mulheres em attach.

Em segundo lugar surge a Índia, que produziu 10,88 por cento do spam mundial, em terceiro a Coreia (6,32%), seguida do Vietname (5,71%) e dos Estados Unidos (5,46%).

(Com informações do jornal PÚBLICO, de Lisboa)

mar
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Posted on 24-03-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 24-03-2010

Borges: o galã da vez

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A composição da chapa governista de apoio à reeleição de Jaques Wagner que briga por mais um mandato em Ondna, é o tema do artigo desta quarta-feira do jornalista político Ivan de Carvalho na Tribuna da Bahia. Enquanto o governador Wagner dá sinais evidentes de ter toda pressa do mundo em fechar sua chapa entregando uma das vagas ao senado ao ex-carlista de carteirinha Cesar Borges, o ladino senador do PR parece não ter pressa nenhuma em fechar o acordo para a sucessão. “E, aliás, quem irá criticá-lo depois de namorá-lo meses seguidos, propondo-lhe casamento, coisas que as três forças citadas (PT, DEM e PMDB) têm feito?”, pergunta Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
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(VHS)

PRESSA E PACIÊNCIA

Ivan de Carvalho

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O governador anunciou que faria um contato, supostamente telefônico, ontem ou hoje, com o senador César Borges para marcar uma conversa final, pois “esta semana” pretende “bater o martelo”.

A impressão imediata que ficou foi a de que a batida do martelo seria para toda a questão da chapa que vai concorrer às eleições majoritárias pelo lado governista – para a reeleição de Wagner, as duas cadeiras de senador e a o cargo de vice-governador.

Mas pode-se dizer que, simultaneamente, o senador César Borges, presidente estadual do PR e convidado pelo governador para disputar a reeleição pela coligação liderada pelo PT disse esperar ter uma decisão sobre o assunto até o dia 31 de março.
Explicou que “eu não sou sozinho”. Tem toda uma seção estadual do partido, bancadas de deputados federais e estaduais para conversar, além de um ou outro contato que ainda necessite fazer com a cúpula nacional de seu partido. E tantos eleitores e simpatizantes cujos sentimentos e pensares precisa captar…

Bem, 31 de março (nada a ver com indevidas referências ao movimento político-militar de 1964, que alguns historiadores e antogonistas preferem que haja ocorrido em 1º de abril, porque é o Dia da Mentira) é a quarta-feira da semana que vem, não desta semana na qual o governador quer “bater o martelo”.

Não parece haver dúvida: o governador, que recebeu carta branca da direção estadual do PT para configurar a chapa majoritária da coligação que este partido vai liderar e fazer os acertos laterais e – não resisto – colaterais, tem pressa em resolver a composição da chapa e pressa redobrada no fechamento da aliança com César e o PR, porque este é o ponto crítico na formação da chapa. Já quanto a César, ele não tem pressa nenhuma. Se pudesse (ou puder?), empurraria sua decisão para 30 de abril ou fins de maio.
Enquanto não se anuncia se ele está com Wagner, Paulo Souto ou Geddel Vieira Lima, espaços amplos em toda a mídia lhe são generosamente atribuídos. E isso é ótimo para sua candidatura. E, aliás, quem irá criticá-lo depois de namorá-lo meses seguidos, propondo-lhe casamento, coisas que as três forças acima citadas têm feito? Para a outra cadeira de senador e para vice-governador há problemas, mas não são conflituosos.
Enquanto isso, o PMDB de Geddel e partidos aliados já tem listados nomes para compor a chapa de candidatos a mandatos de eleição majoritária, caso não consiga atrair o senador César Borges, o que vem sendo tentado. Eis a lista: para governador, Geddel; para senador, o jurista, ex-prefeito e atual vice-prefeito Edvaldo Brito; ainda na lista o secretário de Governo, João Cavalcante, Eliel Santana e o atual vice-governador, Edmundo Pereira.

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