mar
22
Postado em 22-03-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 22-03-2010 09:21

Obama fala depois da votação/LUSA

=====================================================

Com sete votos de vantagem a Câmara dos representantes norte-americana aprovou histórico projeto de lei sobre a reforma da Saúde, oferecendo uma vitória legislativa considerada essencial ao futuro da administração do presidente norte-americano Barack Obama, que deve promulgar o texto rapidamente.

Os deputados americanos aprovaram o texto, na versão aprovada pelo Senado a 24 de dezembro, com uma maioria de 219 votos contra 212, ou seja mais três do que os 216 necessários.

Os vitoriosos democratas aplaudiram ruidosamente quando o 216º voto foi registado.

O texto pode agora ser enviado à Casa Branca onde será promulgado pelo presidente Barack Obama.

Os parlamentares da câmara baixa devem igualmente pronunciar-se sobre uma série de alterações ao projeto de lei desejadas pela maioria democrata.Após terem sido aprovadas pela Câmara, estas “correções” serão enviadas ao Senado que vai tentar aprová-lo durante a próxima semana.

A reforma permitirá garantir cobertura a 32 milhões de norte-americanos que atualmente não têm qualquer tipo de sistema de saúde.

O objetivo é cobrir 95% dos norte-americanos com menos de 65 ano já que os mais idosos são cobertos por um sistema de saúde público, o Medicare.

A reforma obriga também os particulares a contratar um seguro privado, ou pelo menos a pagar uma prestação anual.

O plano garante benefícios fiscais às pequenas empresas para que financiem a cobertura de saúde dos seus funcionários, assim como fornece ajuda às famílias modestas.

Para além disso, as companhias de seguros não poderão voltar a recusar cobrir uma pessoa doente.A reforma, com um custo de 940 mil milhões de dólares em 10 anos, deverá também reduzir o déficit norte-americano de 138 mil milhões de dólares no mesmo período, segundo os números do Gabinete do Orçamento do Congresso (CBO)

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSF, de portugal)

Be Sociable, Share!

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 22 Março, 2010 at 9:58 #

Maiúscula vitória.

Especialmente quando redações desavisadas ecoam as veladas críticas do sistema financeiro ao Obama.

Quantas, tolas e precipatadas, laudas serão revistas, afinal acreditaram estar face a um presidente fraco e sem ação.

Aliada à derrota de Sarkosy, essa vitória traduz um alento.


Regina on 22 Março, 2010 at 15:01 #

Estou orgulhosa do meu partido DEMOCRATA. Foi um trabalho árduo e espinhoso, mas necessario. Não contamos com um só voto dos Republicanos, que só viam o custo e não o conteúdo, a urgência de uma reforma e controle da ganância das companhias de seguros, tornando a saúde um sonho impossível nesse rico e grande pais.
No momento me encontro vivendo momentos de grande tensão, sem saber como vou arcar com os custos de saúde para meu filho, adulto mas não estabelecido economicamente; essa noticia me enche de esperança, portanto.
Como bem disse a magnífica Nancy Pelosi: “A SAÚDE E UM DIREITO, NÃO UM PRIVILEGIO”.
O trabalho não esta completo, não conseguimos incluir na reforma atendimento publico gratuito, ganhamos uma batalha, não a guerra. Vamos la…
Quando a Obama, ele ganho meu voto uma vez mais. Nao confundamos fineza com fraqueza!


Regina on 22 Março, 2010 at 15:05 #

Repito e retifico:
Quanto a Obama, ele ganhou meu voto uma vez mais. Nao confundamos fineza com fraqueza!


luiz alfredo motta fontana on 23 Março, 2010 at 4:45 #

Merecido destaque:

Janio de Freitas, na ediição de hoje (23/03/2010), da Folha de São Paulo, é preciso na análise:

“O estadista
A vitória de Barack Obama na dissensão com a maioria dos congressistas e da opinião pública, a propósito da reforma do sistema de saúde nos Estados Unidos, não é exemplar só por cumprir uma promessa muito difícil da campanha, e ser um feito buscado sem êxito por presidentes anteriores.
É uma lição completa do que é um estadista em ação. Obama não comprou nem um deputado ou senador, não atraiu nenhum jornalista, não vendeu ministério algum nem alto cargo, não se submeteu em abraços festejantes, sorrisos e bajulações aos oponentes ásperos ou ofertantes.
Barack Obama saiu pelo país todo a expor seus argumentos, tentar convencer dos menos expressivos aos maiores auditórios da opinião pública adversa; cancelou sua presença em eventos internacionais para não interromper a pregação de seus argumentos aos congressistas, aos meios de comunicação, à população.
Não consola, mas alivia ver que existe quem se conduza assim, mesmo que não seja isso a chamar as atenções.”

Que precipados “focas” e/ou “analistas carentes de observação” aprendam com Janio de Freitas.


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos