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Se a noite está quente como a desta segunda-feira em Salvador, nada melhor para terminar o dia que uma boa birita bem gelada e uma boa canção para ouvir, se possível que reuna na interpretação uma dupla tão perfeita quanto Alcione, a “Marrom” da paixão mais alucinada de meu irmão Genival (Chico) e Ed Mota.)

Mas onde achar algo assim uma hora dessas? Ora, basta dar uma passada no Blogbar do Fontana, com sua discoteca repleta das melhores e mais raras gravações e prateleiras abarrotadas com todo tipo de birita autêntica, sem batismo. Ah, não esqueça de passar na Tabacaria, um recanto especial de poesia da casa.

No Blogbar o Bahia em Pauta foi buscar “Mesa de Bar” , o samba para terminar o dia e varar a madrugada. Maravilha de letra e música. Confira.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares

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Posted on 22-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-03-2010

Mãe de Isabela chega ao tribunal

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DEU NO PORTAL IG

Ana Carolina, que presta depoimento desde as 19h30 desta segunda-feira, comoveu o jurado – uma das mulheres que integram o júri também chorou durante o relato da mãe de Isabella. Alexandre se mostra tranquilo, mas Anna Carolina Jatobá está bastante inquieta. A madrasta de Isabella está com os olhos inchados, aparenta cansaço e todo o momento coloca a mão no rosto.

A primeira vez que Ana Carolina chorou foi ao relatar o momento em que chegou ao Edifício London, na noite do crime. Ela contou que a filha estava no jardim do prédio e ainda era possível “sentir o coração dela batendo”. “Alexandre gritava que tinha ladrão. A Anna também gritava muito. Eu pedi para ela ficar quieta e ela me disse que aquilo estava acontecendo por causa da minha filha”.

Um dos momentos que ela mais se emocionou foi ao relatar sobre a ida ao hospital. “Sentia que o batimento de Isabella estava mais lento.” E depois chorou muito ao detalhar a hora em que recebeu a notícia de que a filha havia morrido.

Ana Carolina fez ainda uma série de relatos das brigas que tinha com Alexandre. Em uma delas, contou que Alexandre ameaçou matá-la. Ao ouvir o depoimento, Alexandre encarou a mãe de Isabella e negou com a cabeça que tivesse feito tal ameaça.

Chegada ao fórum

Ana Carolina de Oliveira chegou ao fórum por volta das 11h15 desta segunda-feira acompanhada da advogada Cristina Christo Leite, que também será assistente de acusação do promotor Francisco Cembranelli.

Ela não falou com a imprensa, mas, em entrevista ao iG, Ana Carolina de Oliveira disse que aceitou o convite de Cembranelli por acreditar que possa “esclarecer dúvidas” do jurado, já que conhece, em suas palavras, “muito bem os Nardoni”. Ela acredita na culpa do casal.

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Defunto Caguete, Bezerra canta samba do baiano Ivan Solon

TAPA COM LUVA DE PELICA

Pedro Alexandre Sanches
Colaborador IG Cultura

A expressão “tapa com luva de pelica” cabe sob medida para descrever o documentário “Onde a Coruja Dorme”, centrado na figura desconcertante do sambista pernambucano radicado carioca Bezerra da Silva (1927-2005). O filme estreiou em São Paulo neste domingo, dentro da programação do In-Edit Brasil – 2º Festival Internacional do Documentário Musical, mais um evento a coroar um momento produtivo do encontro entre o cinema e a música popular brasileira.
Bezerra desfruta de simpatia esparsa fora dos ambientes de favela e periferia nos quais ancorou sua obra, mas não é artista daqueles que atraem atenção mais cuidadosa por parte da crítica musical – e essa é a primeira pelica do filme dirigido por Márcia Derraik e Simplício Neto. Sem tecer loas bajulatórias ao personagem, a dupla vai reconstituindo a importância musical do sambista pouco a pouco, tijolo por tijolo. A ironia, o virtuosismo e o forte conteúdo político dos partidos altos cantados por ele se impõem no fundo musical, enquanto uma narrativa deliciosa se ergue diante dos olhos e ouvidos do espectador.
Devagar, percebe-se que Bezerra é a viga mestra da construção, mas está longe de ser o prédio inteiro ou o dono da empreiteira. Logo ele perderá a condição de figura mais importante no edifício que se ergue. O filme sobre Bezerra da Silva não é, na verdade, um filme sobre Bezerra da Silva. Ele aparece ocasionalmente, como maestro, cimentando os diversos temas que vão compondo um todo fluente – a malandragem, os embates entre a polícia e a marginalidade, o conflito tácito com a “elite selvagem marginal” (termos do ferino samba “Desabafo do Juarez da Boca do Mato”) que não aprova sua música, a crônica social (como na divertida passagem sobre “Minha Sogra Parece Sapatão”), a relação com as drogas e o álcool, o candomblé.
Quem conta as histórias é menos Bezerra que os compositores que ao longo de três décadas lhe forneceram material musical popular, quase sempre de primeira qualidade. São eles, os tijolos, os verdadeiros protagonistas da construção em música e cinema. De modo delicado, o filme descortina uma realidade desconhecida cá do “asfalto”: quando não estão compondo, os autores de partidos altos históricos como “Malandragem Dá um Tempo”, “Vítimas da Sociedade”, “Povo da Colina”, “Se Não Fosse o Samba” e “Malandro É Malandro e Mané É Mané” trabalham como pedreiros, encanadores, pintores, lixeiros, camelôs, mecânicos, carteiros, bombeiros, pais de santo.
Nomes como Popular P, 1000tinho, Tião Miranda, Cláudio Inspiração, Adelzonilton, Pinga, Walmir da Purificação, Dário Augusto, Nilson Reza Forte, Wilsinho Saravá, Nilo Dias, Luiz Grande, Gil de Carvalho e Barbeirinho do Jacarezinho ganham rosto e existência talvez pela primeira vez para a maioria da audiência dos cinemas classe média. Coautor de sambas como “Saudação às Favelas”, “Defunto Grampeado”, “Candidato Caô Caô” e “Sonho de Operário”, o bombeiro Pedro Butina surge mostrando o gancho que utiliza na remoção de corpos submersos – ele trabalha com ARC, Auto Remoção de Cadáver.
Está dado o grande tapa de luva de pelica: aquilo que por aqui já foi chamado de “sambandido” é, muitas vezes, obra de gente como o velho Pedreiro Waldemar do samba antigo de Roberto Martins e Wilson Batista, aquele que “constrói um edifício/ e depois não pode entrar”.
Pois a turma de Bezerra empurrou a história à frente. Entrou talvez pelas portas dos fundos das grandes gravadoras, mas vendeu milhões de discos e se comunicou diretamente com milhões e milhões de ouvintes tão marginalizados quanto eles. Uma muralha de silêncio e preconceitos operou e opera para mantê-los em seus devidos lugares (ou seja, às margens da sociedade), mas eis aí, em “Onde a Coruja Dorme”, os operários do samba, finos, elegantes e sinceros. Bezerra da Silva foi o mestre-de-obras, e o prédio tá bonito que só ele.
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BEZERRA DA SILVA – ONDE A CORUJA DORME (Márcia Derraik e Simplício Neto, Brasil, 2010, 72’, DVCAM)
21/03, DOMINGO, 16H00, AUDITÓRIO IBIRAPUERA
24/03, QUARTA-FEIRA, 17H00, GALERIA OLIDO
25/03, QUINTA-FEIRA, 18H00, MIS-SP

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Posted on 22-03-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 22-03-2010

Chavez:de olho na Internet

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Em seu artigo desta segunda-feira o jornalista político Ivan de Carvalho fala sobre os desencontros do presidente Hugo Chavez, da venezuela, com a com a rede mundial de computadores(WEB). Para o colunista, Chávez, pelo visto, quer mesmo controlar a Internet na Venezuela e, embora negue, confirma tudo.

(VHS)

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INTERNET E CHAVEZ, O CONFUSO

Ivan de Carvalho

O ditador-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que é “falso” que seu governo pretenda “acabar” ou “controlar” o uso da Internet no país. Mas insistiu em que existem “correntes que conspiram” na rede para dar um “golpe” de estado.

A Internet é preocupação profunda de todos e cada um dos regimes totalitários ou acentuadamente autoritários do mundo. Cada um desses governos está tentando usar a própria imaginação para controlar a imaginação das pessoas, solta na rede, onde de tudo se encontra, de bom e de ruim.

Eliminar a liberdade da rede ou impedir o acesso à Internet é a solução ideal para os regimes totalitários ou autoritários, pois a liberdade de informação e o acesso a esta são os mais perigosos inimigos de qualquer ditadura, tornando difícil a subsistência dos autoritarismos e simplesmente impossível, até por definição doutrinária, a existência dos totalitarismos.

“Corre o mundo a notícia falsa, segundo a qual por aqui vamos acabar com a Internet, que estamos limitando, que vamos controlar”, declarou Chávez ontem, completando como se desmanchasse toda essa acusação “falsa” – “Aqui o uso da Internet é lei”. Suponho que isso signifique apenas que o uso é assegurado por lei. Por enquanto.

Chávez relançou um “Projeto Infocentro”, que é definido pelo governo dele como um programa social de “alfabetização tecnológica” e de acesso gratuito à Internet. Em princípio, nada de errado. Aliás, no Brasil coisa semelhante vem sendo feita, inclusive na Bahia, com a instalação de Infocentros pelo governo estadual. Mas parece que no caso da Venezuela o sentido da coisa é outro, o de “aparelhar” o Projeto Infocentro para ser usado segundo os interesses do governo. “Isto é como uma trincheira, um fuzil. Temos que estar preparados”, afirmou Chávez. É suficiente.

E já que começara a descobrir o jogo, o ditador-presidente da Venezuela, que não sabe parar de falar, como bem já fez ver o rei Juan Carlos, da Espanha, continuou a atacar a liberdade na Internet que ele diz não pretender controlar.

A Internet, disse o sábio ditador-presidente, “não pode ser algo livre onde se diz e se faz o que quer”, assinalando que “cada país tem que colocar suas regras”, para o que pediu apoio da Procuradoria. E pedido de ditador disfarçado atende-se. Daí que apenas dois dias depois a procuradora geral Luisa Ortega declarou que “a Internet não pode ser um território sem lei” e sugeriu que cabe à Assembléia Nacional (parlamento) legislar sobre o tema. Então, na última terça-feira, a Assembléia (Chávez tem 95% dos parlamentares, pois a oposição boicotou a eleição parlamentar) aprovou a criação de uma comissão que investigará e punirá páginas que “usarem a Internet de forma indevida e antiética”. Aparentemente, não existem lá Judiciário e lei penal, pois nesta deveriam ser enquadrados os ilícitos cometidos na Internet.

E o presidente da Comissão de Meios de Comunicação da Câmara, deputado Villalba, informou que não existe um projeto de regulamentação da Internet, mas não descartou a hipótese de as circunstâncias levarem à elaboração de uma lei assim.

Chávez, pelo visto, quer mesmo controlar a Internet na Venezuela e, embora negue, confirma tudo. Que coisa feia.

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Posted on 22-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-03-2010

Obama fala depois da votação/LUSA

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Com sete votos de vantagem a Câmara dos representantes norte-americana aprovou histórico projeto de lei sobre a reforma da Saúde, oferecendo uma vitória legislativa considerada essencial ao futuro da administração do presidente norte-americano Barack Obama, que deve promulgar o texto rapidamente.

Os deputados americanos aprovaram o texto, na versão aprovada pelo Senado a 24 de dezembro, com uma maioria de 219 votos contra 212, ou seja mais três do que os 216 necessários.

Os vitoriosos democratas aplaudiram ruidosamente quando o 216º voto foi registado.

O texto pode agora ser enviado à Casa Branca onde será promulgado pelo presidente Barack Obama.

Os parlamentares da câmara baixa devem igualmente pronunciar-se sobre uma série de alterações ao projeto de lei desejadas pela maioria democrata.Após terem sido aprovadas pela Câmara, estas “correções” serão enviadas ao Senado que vai tentar aprová-lo durante a próxima semana.

A reforma permitirá garantir cobertura a 32 milhões de norte-americanos que atualmente não têm qualquer tipo de sistema de saúde.

O objetivo é cobrir 95% dos norte-americanos com menos de 65 ano já que os mais idosos são cobertos por um sistema de saúde público, o Medicare.

A reforma obriga também os particulares a contratar um seguro privado, ou pelo menos a pagar uma prestação anual.

O plano garante benefícios fiscais às pequenas empresas para que financiem a cobertura de saúde dos seus funcionários, assim como fornece ajuda às famílias modestas.

Para além disso, as companhias de seguros não poderão voltar a recusar cobrir uma pessoa doente.A reforma, com um custo de 940 mil milhões de dólares em 10 anos, deverá também reduzir o déficit norte-americano de 138 mil milhões de dólares no mesmo período, segundo os números do Gabinete do Orçamento do Congresso (CBO)

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSF, de portugal)

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