mar
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Posted on 20-03-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 20-03-2010


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Que tal uma grande paixão e uma canção apaixonada para terminar o dia e esperar a madrugada que chega neste sábado de começo de outono? Se o caso é paixão é difícil encontrar uma maior e mais devastadora do que a de Frank Sinatra por Ava Gardner. Mais ele que ela, evidentemente, neste romance temperado com boa dose de pouco caso da diva, que enlouquecia o astro. Algo parecido com a loucura do grande Agustin Lara por sua Maria Felix, a maria bonita de uma das mais lindas conções de Lara e de muitas outras.

A canção para terminar o dia no BP é “I Think of you”, com Sinatra cantando para Ava. Paixão é isso!

BOA NOITE!

(Vitor Hugo Soares)

mar
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Posted on 20-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-03-2010

Personagens da tragédia

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DEU NA REVISTA

“Alucinação assassina” é o título chamada para a reportagem de capa da VEJA desta semana, que mergulha fundo nas causas do assassinato do cartunista Glauco e seu filho, Raoni, em Osasco. O crime abalou o país e levantou o debate também sobre a seita Santo Daime .

Diz a VEJA: Tomar o chá alucinógeno da seita Santo Daime quando se tem um transtorno psíquico, afirmam especialistas, é o mesmo que jogar gasolina sobre um incêndio. Tudo indica que foi o caso de Cadu, o assassino do cartunista e de seu filho .

Na abertura da reportagem, a revista assinala:No universo das tragédias, há as do tipo previsível e as que fulminam suas vítimas com a imprevisibilidade de um raio. O assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni Ornellas Vilas Boas, de 25 anos, cometido por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, certamente não pertence à primeira categoria. Cadu, como é conhecido o criminoso confesso, nasceu em uma família de classe média alta de São Paulo e estudou nas melhores escolas da capital paulista. Morava em bairro nobre, frequentava os bares da moda, ia a baladas de black music e, segundo a família, nunca havia demonstrado comportamento violento. Os avós, com quem ele morava, sabiam que o neto usava maconha (“Como fazem hoje em dia 90% dos jovens”, disse Carlos Nunes Filho, o avô) e, embora lamentassem o fato de ele ter começado três faculdades sem terminar nenhuma (direito, artes visuais e gastronomia), não viam nisso mais do que uma indecisão em relação ao seu futuro profissional. Glauco e o filho Raoni tampouco tinham perfil ou comportamento que poderia ser classificado como “de risco” – nada que contribuísse para fazer deles vítimas potenciais de um assassinato. Nenhum dos dois tinha inimigos e ambos mantinham como ideário de vida a assistência ao próximo: drogados em busca de recuperação, no caso de Glauco, e comunidades indígenas isoladas, no caso de Raoni. Ainda assim, não se pode dizer que a tragédia ocorrida em Osasco no último dia 12 não deu pistas de que vinha se aproximando.

Nos últimos três anos, Cadu, de 24 anos, vinha exibindo claros sinais de que estava sofrendo de distúrbios psíquicos. Esse período, segundo seu pai, Carlos Grecchi, coincide com o tempo que o filho começou a frequentar o Céu de Maria, igreja fundada por Glauco e pertencente à seita Santo Daime, que mistura elementos do cristianismo, espiritismo e umbanda e prega o consumo de um chá com efeitos alucinógenos como forma de “atingir o autoconhecimento e a consciência cósmica”. O comportamento de Cadu, diz Grecchi, começou a se transformar quando ele passou a fazer uso da dimetiltriptamina (DMT), o princípio ativo presente na beberagem consumida por adeptos da seita. Por diversas vezes, tanto Grecchi como os avós de Cadu ouviram o jovem dizer que era a reencarnação de Jesus Cristo. Também por diversas vezes os parentes flagraram o jovem rezando, numa ocasião debaixo de chuva forte, para plantas que ele dizia serem reencarnações de entidades religiosas.

Às tentativas de levá-lo a um psiquiatra ou a uma clínica de internação, Cadu reagia com determinação e pavor. Dizia que não queria ficar como sua mãe, portadora de esquizofrenia. A esquizofrenia faz com que suas vítimas sejam acometidas por delírios e alucinações, em surtos que duram, no mínimo, um mês. Vozes e seres imaginários solapam a percepção da realidade. Falsas ideias de perseguição e possessão tornam a vida um pesadelo contínuo. A esses surtos se intercalam períodos de uma apatia profunda, marcados por lentidão de raciocínio e desordem de pensamento. O risco de desenvolver essa psicose sobe de 1% para 13% no caso de pessoas cujo pai ou mãe sofre do transtorno. Na família de Cadu, além da mãe, também uma tia-avó foi diagnosticada com esquizofrenia. Seu pai diz estar convencido de que o filho herdou a doença . E começa aqui a parte em que a tragédia do Céu de Maria atravessa o campo do imponderável para adentrar o espaço aterrador das desgraças que talvez pudessem ter sido evitadas.

( Leia integra da reportagem assinada por Kalleo Coura e Renata Betti na VEJA)

mar
20
Posted on 20-03-2010
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DEU NO PORTAL TSF (PORTUGAL)

Os grupos de vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes católicos na Irlanda declararam-se decepcionados com o conteúdo da carta de Bento XVI sobre este assunto.

«Nós sentimos que a carta é insuficiente na hora de tratar das preocupações das vítimas», disse, este sábado, Maeve Lewis, director executivo do grupo “One in Four”.

O Papa exprimiu «vergonha» e «remorso» de toda a Igreja face ao escândalo de pedofilia no clero irlandês, anunciando iniciativas para promover «a cicatrização e a renovação», numa carta dirigida aos católicos irlandeses.

Na opinião de Maeve Lewis, o Papa dirige a sua crítica principalmente aos sacerdotes do baixo clero, ao mesmo tempo que se esquece da responsabilidade do Vaticano nos abusos sexuais de menores, não só na Irlanda, mas também em todo o mundo.

Tampouco pede, referiu Lewis, a demissão do primaz da Igreja Católica irlandesa, o cardeal Sean Brady, como têm reclamado todos os grupos de vítimas.

Outra vítima dos abusos, Andrew Madden, considerou hoje, em comunicado, que a carta «não aborda este assunto com total seriedade». «O contexto é inapropriado, já que por definição, a carta pastoral é dirigida somente aos católicos praticantes e, portanto, esquece de outras pessoas que se viram afetadas por esta questão», referiu.

«Como havíamos previsto, a carta tampouco aborda assuntos que apresentamos, eu e outros grupos, na nossa carta aberta ao papa, no mês passado», acrescentou.

Entretanto, a organização de defesa das vítimas dos padres pedófilos nos Estados Unidos, que reúne mais de nove mil pessoas, escreve num comunicado que a carta do Papa se limita a palavras, sem referir qualquer ação decisiva para castigar os responsáveis, defender as vítimas e prevenir o crime de pedofilia.


DEU NO PORTAL TSF (PORTUGAL)

O papa Bento XVI exprimiu «vergonha» e «remorso» de toda a Igreja face ao escândalo de pedofilia no clero irlandês, anunciando iniciativas para promover «a cicatrização e a renovação», numa carta aos católicos irlandeses publicada na sexta-feira.

O Papa disse que sente muito pelo sofrimento das vítimas dos abusos cometidos pelos padres e diz-se disposto a encontrá-los, lembrando que já tem retomado estes casos do passado (lembrado os casos da Austrália e dos Estados Unidos em 2008).

Nesta carta, destinada a ser lida no domingo a todos os paroquianos irlandeses, Bento XVI afirmou que os homens da Igreja culpados dos atos de pedofilia deverão responder não só diante de Deus, mas também diante da justiça comum.

Entre as medidas anunciadas pelo papa na carta, figura o anúncio de uma «visita apostólica», isto é, uma investigação «em várias dioceses da Irlanda», assim como «nos seminários e congregações religiosas».

A visita deverá ajudar a Igreja local «no seu caminho de renovação»

mar
20
Posted on 20-03-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 20-03-2010

Em seu artigo da edição deste fim de semana (sábado e domingo) na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho também observa as andanças do deputado Ciro Gomes, PSB-CE. Até aqui é ele o nome mais cotado dos socialistas para disputar a presidência da República, mas que o presidente Lula e seus aliados sonham em ver candidato ao governo de São Paulo, para atrapalhar mais a vida do tucano José Serra, e asfaltar o caminho da ministra Dilma Rousseff para o Palácio do Planalto na aleição qeu vem aí. Para Ivan, Ciro corre o risco de de ficar sem legenda para disputar a presidência ou qualquer outra coisa, pois afirmou, esta semana, que deputado nunca mais. Bahia em Pauta reproduz o texto do colunista da Tribuna.
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Mercadante:empurrado para a forca paulista

(VHS)

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CIRO PODE FICAR SOBRANDO

Ivan de Carvalho

Esta semana o PT – que teve a alegria de comemorar alguns resultados de sua candidata, Dilma Rousseff (ainda que não todos) na pesquisa eleitoral do Ibope feita sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria – também sofreu um revés. O partido e o presidente Lula queriam porque queriam que Ciro Gomes fosse candidato a governador de São Paulo. Ele não deverá ser e o PT já desistiu e prepara Mercadante para a missão suicida.

Atendendo a inúmeros pedidos e a pressões de seu partido, o PSB, Ciro Gomes chegou, há alguns meses, a transferir seu título eleitoral do Ceará, estado que já governou e que é o núcleo de sua base política (seu irmão, Cid Gomes, é o atual governador cearense) para São Paulo. Cedeu nas preliminares, mas se manteve firme na decisão.

Explicando melhor. Lula e o PT estão assim meio no mato sem cachorro quanto à eleição para o governo de São Paulo, de longe o maior colégio eleitoral do país (25 por cento do total do eleitorado) e o estado mais importante da Federação, nos aspectos demográfico e econômico. Consequentemente, também no aspecto político.

O Mensalão do PT devastou, política e popularmente, as principais lideranças do partido em São Paulo, bastando citar o ex-presidente nacional da legenda e ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu e o ex-presidente nacional do PT, José Genoíno. Sobrou o ex-prefeito de Ribeirão Preto e então ministro da Fazenda Antonio Palocci, mas então explodiu aquele Caso da Mansão Bem Assombrada e o arrombamento, na CEF, do sigilo bancário do caseiro da mansão, Francenildo, que dera com a língua nos dentes. E, embora assegurando que não solicitou a ilegal quebra do sigilo do Francenildo – um cidadão comum como qualquer outro, o que, na época (ah, povo esquecido) criou um sentimento de revolta arrasador – afogou-se o então ministro.

Restou na proa do PT paulista, para fins eleitorais, o segundo time:

O honrado Eduardo Suplicy, que nas eleições de 2006 para senador levou um enorme susto do concorrente Afif Domingos – e que voltou ao Senado para envergar um cuecão vermelho por cima do terno em protesto por causa de alguma coisa.

A ex-prefeita e cansadíssima de guerras e derrotas Marta Suplicy, que deverá disputar uma cadeira no Senado. A outra cadeira ainda não tem aspirante firmado, do lado lulista. Talvez seja candidato alguém de um partido aliado. É o lógico.

E – voltando ao PT – restou também o senador Aloísio Mercadante, figura respeitável que renunciou à liderança do PT no Senado, mas não renunciou, então renunciou irrevogavelmente, até que irrevogavelmente anunciou que não renunciaria. E que não vai por gosto disputar o governo paulista, por imaginar que perde para o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, mas mesmo assim foi empurrado para a disputa pelo cargo hoje ocupado pelo governador José Serra, por falta de alternativa para o PT. Mercadante queria disputar a reeleição para o Senado.

Pois a alternativa a Mercadante era, no planejamento de Lula e do PT, Ciro Gomes, aliás um inimigo ostensivo do governador e candidato tucano a presidente José Serra. Mas Ciro tem dado todos os sinais de que só quer mesmo disputar a sucessão de Lula, nada de governo paulista. Problema dele. Tira votos de Serra, é verdade, mas o governo está com a idéia de uma eleição plebiscitária, radicalizada entre Serra e Dilma (representando a comparação entre os governos FHC e Lula). O partido de Ciro, o PSB, é presidido e dominado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que só faz o que Lula quer. Daí que Ciro pode ficar sem legenda para disputar a presidência ou qualquer outra coisa, pois afirmou, esta semana, que “deputado nunca mais”.

mar
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Posted on 20-03-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 20-03-2010

Ciro esquenta disputa presidencial

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ARTIGO DA SEMANA

SAI DE BAIXO QUE LÁ VEM CIRO

Vitor Hugo Soares

Fixo minha parabólica baiana de mais longo alcance na direção do sul do País e sintonizo em São Paulo. Mais exatamente na página principal da revista digital Terra Magazine, onde o editor-chefe e repórter em tempo integral, Bob Fernandes, que vi dar os primeiros passos na redação da sucursal do JB (rádio e jornal), em Salvador – e depois andar a passos cada vez mais largos com Ricardo Noblat, na revista Veja – faz o que mais gosta e sabe: jornalismo político.

Bob levanta a lebre escondida sob os tapetes elegantes do PSB. Destampa o caldeirão de uma trama ainda meio submersa mas já com a cauda de fora quanto aos objetivos: afastar o mais rapidamente possível a candidatura à presidência da República do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), sempre inquieto, imprevisível, língua solta. Isso significaria manter a campanha que se aproxima restrita ao governador de São Paulo, José Serra, e a ministra petista Dilma Rousseff. A Verde senadora Marina Silva correndo bem por fora para emprestar credibilidade internacional à disputa.

Assim a campanha poderia rolar praticamente o tempo inteiro no planejado estuário insosso, livre de surpresas, sem debates que mereçam este nome. Típico das disputas plebiscitárias tão do agrado das forças que contam de fato e que seguram as rédeas da política e da economia cabocla. Bem na linha leopardiana da transição do Império para a República na Itália: “É preciso mudar alguma coisa para deixar tudo como está”.

O problema – se é que isso é mesmo um problema – é que Ciro Gomes parece decidido a “melar” os planos de petistas e tucanos na sucessão presidencial, para usar uma expressão bem ao estilo do político cearense, personagem principal destas linhas.

Na Bahia, há uns dois meses, já dava para desconfiar Do jogo para apresentar Ciro como um estorvo maior que o da trama do livro de Chico Buarque. Desde os primeiros movimentos das pedras no Estado com vistas às composições para a sucessão de Lula, no Planalto, e do governador Jaques Wagner, em Ondina, circulavam no ar aqueles ruídos de fuxico bem sertanejo, onde se conta a história e a fonte permanece escondida no escuro.

Esta semana, porém, Terra Magazine desencavou peças fundamentais do tabuleiro da história que mistura malandragens com ameaças explícitas de traição ao socialista de Sobral, rápido no gatilho e eficiente (embora desastrado às vezes quando exagera no ataque como aconteceu em campanha passada no pega com um ouvinte da Rádio Metrópole em Salvador) tanto no debate quanto no bafafá.

Ciro Gomes reúne em um mesmo personagem a sagacidade e capacidade de argumentação dos acadêmicos treinados em política e economia na Universidade de Harvard, aliado ao instinto de caubói de faroeste que não nega nem as origens nem o jeito de falar sertanejos, embora tanto se esforcem para fazer dele um paulista talhado para governar o Estado mais rico do País.

Esta semana, quando o jornal Valor Econômico perguntou por que ele transferiu o título de eleitor para São Paulo, foi direto ao ponto: “Porque Lula pediu”.

De volta a Terra Magazine: desde a última terça-feira crescem as informações e também rumores dos movimentos dentro do PSB a favor e contra a manutenção da candidatura de Ciro Gomes à presidência da República. A reação mais emblemática veio de Pernambuco, no comentário do governador Eduardo Gomes – neto dileto de Miguel Arraes e uma das lideranças mais ilustres dos socialistas no País – a propósito de opiniões de Ciro sobre as alianças do PT na sucessão.

Eduardo Campos afirmou que o colega de partido tem “um jeito de falar” diferente do seu e que conversariam em Brasília. Não se sabe ainda se a conversa de fato ocorreu, ou se morreu no ar e na distância que separam o Crato (CE) e Carpina (PE) do Planalto Central.

É preciso esperar as próximas falas, para verificar se houve alguma mudança no jeito de Ciro Gomes sacar a sua espingarda verbal. Enquanto isso vale escutar o que disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES), 49 anos, um dos entusiastas da candidatura Ciro, “sobre o rumo dos ventos”, como assinala Bob Fernandes na apresentação da entrevista.

-… Para ser franco, o partido está em dúvida, tremenda dúvida se deve ou não ter Ciro como candidato à presidência da República.

O que fazer, então? Afinal, como reconhece Renato Casagrande, “não dá pra tirar assim, sem nada, um candidato que tem 10%, 11%, 13% de intenção de voto.”

Voltamos então à clássica questão da fábula da assembléia dos ratos:

Quem terá a coragem de colocar a sineta no pescoço de Ciro Gomes, para avisar a tucanos, petistas e socialistas sobre o perigo de sua presença?

Um queijo para quem acertar no palpite.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

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