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Postado em 14-03-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 14-03-2010 12:56

Alonso acelera na Ferrari/EFE

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DEU NO PORTAL MSN ( LANCEPRESS)

O bicampeão Fernando Alonso estreou com o pé direito na Ferrari ao vencer neste domingo o Grande Prêmio do Bahrein. Para ganhar, o espanhol contou com uma falha no motor Renault do Red Bull de Sebastian Vettel, que liderou a corrida da primeira à 35ª volta e depois se arrastou até terminar em quarto. Com a vitória, Alonso igualou o feito de Nigel Mansell e Kimi Raikkonen, que venceram na estreia pela Ferrari, em 1989 e 2007.

Felipe Massa, que havia superado Alonso na classificação, foi ultrapassado pelo companheiro na primeira volta, manteve-se próximo dos líderes, mas sem ficar em posição de ultrapassagem, e, com o problema de Vettel, acabou em segundo, completando a 80ª dobradinha da Ferrari na História da Fórmula 1.

O pódio foi completado por Lewis Hamilton, que, sem um McLaren competitivo para alcançar Vettel e a dupla da Ferrari, correu a maior parte da prova em quarto e ficou com o terceiro lugar após a falha do motor do alemão. Completaram o grupo dos seis primeiros os dois pilotos da Mercedes, Nico Rosberg e Michael Schumacher.

Rubens Barrichello, sem um Williams veloz, completou a corrida na décima posição, fechando a zona de pontuação. Já os estreantes Lucas di Grassi e Bruno Senna abandonaram na terceira e 16ª voltas, respectivamente, com problemas hidráulicos nos carros de Virgin e Hispania.

Também pontuaram o campeão mundial Jenson Button (McLaren), em sétimo, o australiano Mark Webber (Red Bull), em oitavo, e Vitantonio Liuzzi (Force India), em nono.

A CORRIDA

A primeira prova da Fórmula 1 sem reabastecimento não teve muitas emoções. Na largada, Vettel saiu bem da pole e manteve o primeiro lugar. Massa se manteve em segundo, mas Alonso contornou melhor a primeira curva e ultrapassou na freada seguinte. Enquanto isso, Webber, que largou em quarto, perdeu posições, Barrichello subiu de 11º para décimo e Di Grassi ganhou posições até o 18º lugar.

Logo os abandonos começaram. O primeiro foi Karun Chandhok, companheiro de equipe de Bruno Senna na Hispania. Logo depois, Di Grassi parou e depois aconteceram mais cinco quebras: Senna, Kamui Kobayashi e Pedro de la Rosa (Sauber), Timo Glock (Virgin) e Vitaly Petrov (Renault).

E, foi justamente uma falha mecânica que tirou a vitória de Vettel. O alemão vinha controlando com tranquilidade a corrida, com Alonso e Massa a uma distância segura. As trocas de pneus dos três primeiros colocados foram eficientes e os três permaneceram nessas posições com folga para um segundo pelotão que ia do quarto (Hamilton) ao oitavo (Webber). Aliás, o inglês da McLaren foi o único a ganhar posições após o pit stop, pois parou uma volta mais cedo do que Rosberg e, com pneus novos, ganhou terreno quando o alemão parou.

Quando parecia que Vettel apenas teria o trabalho de administrar a diferença para Alonso, o motor do alemão perdeu potência e o espanhol encostou rapidamente. No trecho sinuoso da pista, o piloto da Red Bull ainda resistiu, mas logo o ferrarista assumiu a liderança, seguido por Massa.

O brasileiro, aliás, já estava sendo alertado pelo rádio para poupar o motor visando às etapas seguintes – antes da prova, a Ferrari já havia trocado as unidades dos dois pilotos. Como a instrução foi dada só ao brasileiro, Alonso, que vinha com uma vantagem de menos de dois segundos, abriu muito de Felipe, que ainda viu Hamilton encostar no fim.

Enquanto isso, Vettel se arrastava pela pista. Nas últimas voltas, Rosberg e Schumacher encostaram nele, mas, como seus carros estavam com pneus muito desgastados, não foi possível uma tentativa de ultrapassagem, para alívio do piloto da Red Bull.

Com o caminho livre, Alonso chegou sem problemas à 22ª vitória na carreira e, graças à nova regra de 25 pontos para o vencedor, ainda ultrapassou a barreira dos 600 na carreira: agora tem 605.

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