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A música para varar a madrugada é “Alguém Me Disse”, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, na voz de Anísio Silva, saudoso intérprete de boleros que balançaram corações. A a escolha sonora do BP para a esta noite morna de final de verão.

Boa Noite!

(Gilson Nogueira)

mar
11
Posted on 11-03-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 11-03-2010

Bahia em Pauta vai buscar no espaço de comentários da entrevista do ex-ministro e ex-governador Waldir Pires ao repórter Claudio Leal, publicada na revista digital Terra Magazine, as palavras do advogado Inácio Gomes, para publica-las no espaço principal de opinião deste site blog. Raferência baiana na defesa dos direitos humanos e na resistência em defesa das libeerdades democráticas e livre manifestação do pensamento, o que segue são as palavras de um homem que não se dobrou, que manteve a íntegra a espinha dorsal e o pensamento. Um texto e uma lição de dignidade pessoal e política. para ler e guardar.

(Vitor Hugo Soares )

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NO ALTAR PAGÃO DO PRAGMATISMO

Inácio Gomes

Pragmatismo é a palavra da moda no Brasil de hoje. Não se denuncia e submete a julgameto o torturador do passado para não se comprometer a governabilidade.È pragmatimo. Os que estão nos palacios fecham as janelas para que a seu ouvidos não chege os gritos dos torturados e as palvara de ordem da mocidade do passado dizendo que “o povo unido jamais será vencido”.

Para se manterem no poder as allianças mais espúrias são construidas. Tudo em nome do Pragmatismo. Não sou sectario. A participação de Otto Alencar na chapa de senador é comprensivel. Carlista no passado nunca ordenou a repressaõ policial aos movimentos populares e estudantis. Será , nete caso,uma alliança para construção de um novo momento na Bahia.

Agora, querer fazer o eleitorado democratico engulir guela á baixo um cesar borges – aquele que ordenu a ocupação do campus universitario de ilnstalações do hospital universitário para repelir violentamente movimento estudantil democratico -é, me permita repetir, o gigantimo do pragmatismo .

É um tapa na cara dos que lutaram contra a ditadura e,ainda, estão vivos. È desrespeitar a sepultura do mortos. Governador , pragmatico V.Excia.será se homenajeando o passado e olhando para o futuro convidar Waldyr ou Lidice para compor a chapa que a seu lado será a continuação do seu dinâmico gverno.

Certas hora eu chego a imaginar que na Bahia a Sindrome de Estocomo foi substituida, em alguns casos, por uma relação sado masoqista, saudosa, entre torturado e torturador. Tudo no altar pagão do Pragmatismo.

Ignácio Gomes é advogado

mar
11


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“Mi Pátria”, a clássica canção de resistência do conjunto chileno Quilapayún no longo período do exílio, é a música do dia no Bahia em Pauta, nesta data em que um novo presidente toma posse Chile, abalado por um novo terremoto de 7,2 graus de intensidade na escala Richter.Os chilenos sofrem, e resistem sempre, nos desatres da política ou da natureza.

Existem muitas versões desta melodia de guerreiros na web, mas BP preferiu este vídeo de uma apresentação de Quilapayún ainda no exílio em Boston,no Estados Unidos, no ano de 1986.
Que Viva Chile. Siempre!

(Vitor Hugo Soares)

mar
11
Posted on 11-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 11-03-2010

Piñera: o Chile muda de mandatário/ El Mercúrio

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Um violento sismo com magnitude de 7,2 abalou hoje o Chile. Além da capital, Santiago, no início das cerimônias na capital de transmissão da faixa presidencias para o empresário conservador Sebastian Piñera, que substitui a socialista Michelle Bachelet.  O tremor de terra sentiu-se também na cidade de Valparaíso, sede do Parlamento, para onde Sebastian Pinera deveria dirigir-se, esta tarde, para a cerimónia de posse como novo presidente do Chile.

Um forte tremor de terra abalou, esta quinta-feira, a capital do Chile. De acordo com o centro norte-americano de Sismologia, o sismo atingiu uma magnitude de 7,2 graus na escala de Richter.Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do sismo localizou-se em terra, na região de O’Higgins, a sul de Santiago.

O abalo prolongou-se por 45 segundos e, de acordo com as primeiras informações, teria tido em Santiago uma intensidade de pelo menos seis pontos na escala internacional de Mercalli (de um a 12).

O Serviço Nacional de Urgência (ONEMI) afirmou que em Rancagua, a 90 quilómetros de Santiago, a intensidade do tremor de terra foi de sete pontos graus Mercalli, de seis em Santiago e Talca, de cinco em San Antonio e Concepcios, de quatro em Valparaiso e de três em Temuco, capital da Araucania, a 672 quilómetros de Santiago.

Doze minutos depois, um novo sismo, também bastante intenso, foi sentido nas mesmas regiões chilenas.

O ONEMI indicou que não há notícia de vítimas ou danos devidos a estes abalos telúricos.

(Com informações do portal TSF, de Portugal)

Bachelet: tapete vermelho na despedida de la Moneda/La Tercera

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Totalmente fora de agenda, e em momentos em que caminhava pelos pátios interiores do palácio La Moneda para serr fotografada junto à sua equipe de ministros, a Presidenta Michelle Bachelet foi abordada pela imprensa para contar sobre o que sentía ha poucas horas de transmitir o mando no Chile ao empresário Sebastián Piñera.

“Sinto uma mescla de emoções , porque estamos muito triste pelo que aconteceu (terremoto) que causou tanta dor a tanta gente, mas tranquilos porque cumprimos o que prometemos e nunca faltamos, e eu diria que estou orgulhosa do que fomos capazes de construir no papel que julgamos como de governo e do que fomos capazes de construir com a sociedade”, sustentou emocionada, advertindo que a entristece deixar sua equipe de trabalho.

Diante dos gritos que pediam para que seja candidata em 2014, a Presidenta explicou: “Hoje é nosso último dia, isso é o que importa, e não façamos política de ficção”.

Minutos mais tarde , Bachelet falou de uma escadari do patio a todos os funcionarios presentes.

“Estou muito emocionada com este carinho e por estes aplausos (…) Há quatro anos entrei pela porta que está ás costas de vocês e vinha rodeada de meninos pequenos que simbolizavam que comigo antravam os cidadãos no La Moneda. Agora vou sair pela porta grande, vou sair triste pela dor de nossa gente, mas também vou sair com a frote erguida, satisfeita pelo que conseguimos fazer, tranquila porque colocamos todo nosso maior empenho em fazer as coisas bem feitas.E contente também porque esta Moneda nunca mais será a casa dos presidentes, mas que a casa dos presidentes e das presidentas do Chile e isso também nos faz um país melhor”


(Texto traduzido por Vitor Hugo Soares do jornal chileno La Tercera, edição online)

mar
11
Posted on 11-03-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-03-2010

Trecho do artigo do jornalista Ivan de Carvalho publicado em sua coluna diária na Tribuna da Bahia:”A mais recente viagem de Lula a Cuba coincidiu com a morte, em consequência de uma greve de fome de 85 dias do preso político Orlando Zapata Tamayo. Na ocasião, o presidente do Brasil julgou por bem desaconselhar greves de fome, alegando que, quando sindicalista, fez uma, não gostou e desistiu. Em defesa da atitude de Zapata, dos direitos humanos e da luta por eles, dos outros prisioneiros políticos cubanos e de crítica às leis e ao governo que os prende, nem um pio. Pegou mal. Muito mal” Veja a íntegra do texto, que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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Orlando Zapata Tamayo

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LULA EXPLICA OBRA

Ivan de Carvalho

Ora, no dia 9 foi publicado aqui um artigo meu, sob o título “Lula falou sério”. Começava com alguma ironia:

“Bravo. O presidente Lula falou sério.

Aconteceu ontem.

Ele não disse que o estado de saúde de seu amigo, o comandante Fidel, é ótimo.

Nem que a Venezuela é uma democracia, quer dizer, continua sendo, apesar da investida caudilhesca e até agora incontida do coronel-presidente-ditador Hugo Chávez.

Tampouco não afirmou que sua visita ao Irã para retribuir a visita do “presidente” Mhamoud Ahmadinejad tem objetivo básico de “negócio”, ao invés do objetivo político e diplomático de dar alento a um dos governos mais aloprados do mundo – avaliação que quase todo o mundo faz.”

E seguia mais um pouco nessa linha o artigo, até referir comentários sérios e por mim elogiados de Lula a respeito do deficit da Previdência Social.

Mas, por favor, esqueça o leitor o que escrevi antes para abrir mais espaço ao que acaba de dizer o presidente, que desta vez – mais esta – não falou sério.

A mais recente viagem de Lula a Cuba coincidiu com a morte, em consequência de uma greve de fome de 85 dias do preso político Orlando Zapata Tamayo. Na ocasião, o presidente do Brasil julgou por bem desaconselhar greves de fome, alegando que, quando sindicalista, fez uma, não gostou e desistiu. Em defesa da atitude de Zapata, dos direitos humanos e da luta por eles, dos outros prisioneiros políticos cubanos e de crítica às leis e ao governo que os prende, nem um pio.

Pegou mal. Muito mal. Terrivelmente mal. E desde então o presidente e o governo vêm tentando encobrir a estranha “obra”, explicar a declaração aloprada. Mas quanto mais mexe, mais fede.

Ontem fedeu insuportavelmente, por conta de uma entrevista exclusiva concedida pelo presidente à agência de notícias Associated Press. Lula comparou o herói Zapata aos presos comuns brasileiros. “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade.”

Guillhermo Fariñas, um dos dissidentes em greve de fome, passou a mensagem de que Lula é “cúmplice da tirania dos Castro”. Eu não o contestaria. E como pode ele ser cúmplice da tirania em Cuba, ou na Venezuela, ou no Irã, e defensor da democracia no Brasil? Só faria sentido e ganharia seriedade se aceitarmos a tese do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, que, ontem, em seu blog, sugeriu um epitáfio: “Aqui jaz uma vítima dos aloprados de todas as ideologias”. Suponho que o epitáfio seja para Zapata, mas caberia como uma luva para o discurso do presidente Lula neste episódio.

Ah, em Cuba existe uma “lei de periculosidade” que permite prender e manter preso um “cidadão” – em Cuba, cidadão deve ser escrito entre aspas – que não haja cometido delito algum, mas apenas por supor a autoridade que ele poderia cometê-lo.

É a Polícia do Pensamento, imaginada por George Orwell em “1984”, operando.

mar
11
Posted on 11-03-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 11-03-2010

O filho do carteiro: obra prima da Van Gogh

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OLHAR E SER VISTO

Sonia Regina Caldas

A exposição OLHAR E SER VISTO ressalta os retratos como um dos gêneros mais poderosos das artes plásticas. A presença constante de retratos na história da arte, desde os tempos mais remotos até a contemporaneidade, faz com que esta mostra seja antes de tudo curiosa. A sequência de belíssimos retratos executados por renomados artistas nos deixa extasiados com a possibilidade da comparação.

A cuidadosa seleção e organização dos trabalhos, pertencentes ao acervo de oito mil obras, junto com os comentários de Teixeira Coelho, curador da mostra, torna-a extremamente didática. As exposições A natureza das coisas, Virtude e aparência, A arte do mito e O olhar e ser visto marcam as comemorações dos 60 anos do Museu de Arte de São Paulo.

É interessante observar que há 27000 anos este gosto pela pintura e desenho das faces e expressões humanas, não se modificou mesmo com o uso da fotografia. Desde os mais remotos, até as obras dos novíssimos artistas hiper-contemporâneos, o retrato continua ocupando o seu lugar.

Teixeira Coelho afirma que por uma condição peculiar, os retratos nos olham tanto quanto os olhamos e os olhos dos retratados seguem os observadores pela sala onde quer que se coloquem, eles seguem para examinar, proteger ou acusar.

Os retratos pelo tempo sempre tiveram vida própria e até mesmo, certo poder, especialmente na cultura ocidental onde passaram a ser quase uma entidade dotada de reflexão e sentimentos. Ao observar os retratados pelo tempo, esquece-se que ali está o olhar de algum artista. Por isso às vezes, muitos viram para a parede os retratos expostos daqueles, cuja presença não pode suportar.

A exposição demonstra retratos clássicos com os fundos esquecidos diante do valor da figura e modernos que mostram atemporalidade sem precisão dos traços da vida corporal ali retratada. Indica uma trajetória, nem fixa nem única, dividindo-a em cinco grupos: o retrato da pompa, o recurso à cena, o eu mesmo, ou seja, os autos-retratos, e os retratos modernos e a desconstrução.

Através desta exposição consegue-se perceber a força dos movimentos artísticos na história da arte através de retratistas marcantes, tais como: Frans Hall, Goya, Manet, Lautrec, Gauguin, Renoir, Van Gogh, Pancetti, Darcy Penteado, Anita Malfatti e outros considerados artistas. Trata-se de uma bela proposta. Vale a pena essa especial releitura, com certeza, o visitante sairá com novas imagens de si mesmo.

Sonia Regina Caldas é artista plástica, doutora em Letras pela UCSAL e em Turismo pela FAMMETIG.

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