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Postado em 10-03-2010
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 10-03-2010 12:46

Geddel: sem volta com Wagner

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

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Rosane Santana

Está decidido, segundo Geddel: o PMDB não marchará com o PT, na Bahia, nas eleições para o governo do Estado, como insiste o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista a Terra Magazine, ontem à tarde, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, descartou a possibilidade de uma reaproximação com o governador Jaques Wagner, seu ex-aliado em 2006.

Geddel reafirmou a decisão de candidatar-se ao governo baiano, em outubro próximo, pondo um fim às especulações em torno de uma aliança com os petistas, depois do apelo público feito pelo presidente Lula, durante a inauguração do projeto Salitre, de irrigação, em Juazeiro (BA), na última sexta-feira.

“Estava ao lado do presidente Lula, quando ele manifestou o desejo de unidade. Mas, por vezes, essa unidade não será possível”, disse Geddel, que é um dos principais articuladores da aliança entre o PMDB e o PT em torno da candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República.

O ministro que deixa a pasta da Integração Nacional, em 2 de abril próximo, prazo de desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral, aproveitou para estocar mais uma vez o governador da Bahia, Jaques Wagner. Em entrevista ao jornal Correio da Bahia, de Salvador, no domingo, Wagner afirmou que a saída do PMDB da administração estadual favoreceu o seu governo, pois gastava 30% do seu tempo resolvendo conflitos criados pelo partido.

“Se o governador pensava dessa forma, por que não demitiu os quadros do PMDB quando lá estavam?”, questionou Geddel, acrescentando que a atitude de Wagner, neste caso, “foi de conivência ou incompetência”.

Em clima de “bateu-levou”, PMDB e PT, na Bahia, seguem às turras, para desgosto de Lula, que confessou publicamente sentir-se constrangido com as desavenças de seus aliados. O ministro, que está em compasso de espera sobre a definição da estratégia de campanha de Dilma Rousseff nos estados em que há conflito, já declarou que quer um tratamento igualitário da candidata em relação ao adversário petista, amigo pessoal do presidente da República, além de importante governador do partido.

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