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Postado em 08-03-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 08-03-2010 11:48

Em sua coluna desta segunda-feira na Tribuna da Bahia, o jornalista Ivan de Carvalho comenta a anulação do exame da Ordem dos Advogados do Brasil, decidida ontem para todo País. O colunista assinala no texto que Bahia em pauta reproduz:Ora, errado está o espelho, não a resposta dada na prova. Conheço um caso específico assim, sub judice.Confira.

(VHS)

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O EXAME DA ORDEM

Ivan de Carvalho

A anulação do Exame de Ordem decidida pela OAB cria algumas questões. O exame é agora igual para todo o país. Envolve muita gente na elaboração da prova, na distribuição para as seccionais estaduais, na distribuição para os locais de prova em cada Estado. É extremamente difícil, quase impossível, controlar eficazmente isso tudo para que a honestidade não seja ferida no país da malandragem e da corrupção.

Por mais radical que haja sido a OAB em sua decisão e mais sérias que sejam a apuração do crime e, eventualmente, sua punição, será impossível reparar o dano sofrido pelos milhares de injustamente sacrificados, que fizeram honestamente as provas com o acerto necessário para a aprovação.

Também a OAB, enquanto mantém solitariamente no Direito a reserva de mercado representada pelo Exame de Ordem, preferindo isto a deixar que o próprio mercado marginalize os inaptos, como ocorre nas demais profissões – mesmo com os médicos, que lidam com a vida e a morte – precisa aperfeiçoar a correção de suas provas. Há um “espelho” pelo qual é feita a correção. Os que fazem as provas não sabem o que está no “espelho”, claro. Vem uma lei nova, está em vigor e não é incluída no “espelho”. O graduado leva em conta essa lei e quem corrige sua prova o faz pelo “espelho” e dá como errado. Ora, errado está o espelho, não a resposta dada na prova. Conheço um caso específico assim, sub judice.

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