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Postado em 04-03-2010
Arquivado em (Artigos, Eventuais) por vitor em 04-03-2010 09:49
Sobre o artigo de sua autoria publicado ontem no jornal Tribuna da Bahia, e reproduzido neste espaço do Bahia em Pauta, o autor recebeu ontem mesmo carta do secretário-geral do PMDB da Bahia, Almir Melo, que reproduzo a seguir em seu espaço. Em tempo: os títulos do post e na edição do texto da carta são do editor do BP. (VHS)

 

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SECRETÁRIO-GERAL DO PMDB CONTESTA

Caro Ivan de Carvalho

“Leitor assíduo da sua coluna na Tribuna da Bahia, gostaria de fazer algumas considerações a respeito do artigo publicado na edição desta quarta-feira. Aliás e, como sempre, bastante pertinente em relação à conjuntura política atual.

Na condição de secretário-geral do PMDB, não me sentiria no momento à vontade para discorrer a respeito da análise apresentada pelo prezado jornalista sobre candidaturas de outros partidos. Mas, exatamente pelo conceito que o iminente jornalista desfruta junto a opinião pública baiana, sinto-me no dever de expressar as minhas considerações no que diz respeito a análise relacionada ao nosso companheiro de partido, o ministro Geddel Vieira Lima.

Em primeiro lugar, apesar do próprio ministro, parlamentares e dirigentes do PMDB terem reiterado diversas vezes que não existe qualquer possibilidade de reaproximação com o PT baiano e, consequentemente com o Governo do Estado, há uma verdadeira indústria de boatos, alimentando a falsa expectativa de que isso venha a ocorrer. Muitas vezes (e acredito que tenha sido este o caso, em relação ao seu artigo), fontes “privilegiadas” de Ondina se encarregam pessoalmente de difundir tal informação. Trata-se de uma estratégia conhecida, por ser velha e remontar ao passado em que se acreditava que uma mentira repetida insistentemente acabaria por se tornar verdade.

A razão dessas especulações é o temor dos nossos adversários diante da decisão firme do partido de ter candidatura própria ao Governo da Bahia, assim como o crescimento visível da aceitação do nome do ministro Geddel junto ao eleitorado baiano. Mas, para por um fim a essa “rede de intrigas”, gostaria de evocar o testemunho do nobre jornalista em relação ao histórico comportamento do ministro Geddel.

O que quero dizer é que na trajetória do ministro não existem blefes. A sua história política é escrita preto no branco. É simples: com ele é ou não é. Ele sempre tem um lado. Foi assim, quando comandou o movimento no qual o PMDB baiano decidiu apoiar a candidatura de Luiz Eduardo Magalhães ao Governo do Estado e mais tarde, quando da sua morte, manter a aliança em apoio a César Borges. Da mesma forma, quando o partido decidiu apoiar o atual governador, mesmo quando Wagner estava atrás nas pesquisas e quando todas as evidências apontavam para vitória do seu concorrente. E o apoio foi decisivo para que o atual governador vencesse a eleição já no primeiro turno.

As posições políticas do PMDB e do ministro foram sempre firmes, sem possibilidades de retorno. Porque então, agora, seria diferente?

Como nos exemplos citados, o que move o PMDB e o ministro Geddel Vieira Lima é a defesa dos interesses da Bahia e a coerência com os princípios defendidos pelo partido. E tanto em um, como no outro caso, não existe possibilidade desses dois fatores serem atendidos, simplesmente porque os peemedebistas baianos não acreditam no Governo do PT e não concordam com o estilo do governador que hoje, depois de tantos anos de luta e do sacrifício de tantos, caminha para resgatar um passado já derrotado.

Agradeço à devida atenção do nobre jornalista.
Atenciosamente,

Almir Melo, secretário-geral do PMDB-BA

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