mar
04
Posted on 04-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 04-03-2010

Deu na Coluna de Mônica Bergamo, Jornal Folha de S. Paulo, ontem, dia 3 de março:

Nossa cara
Um levantamento feito pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) em 11 canais de TV fechada no Brasil (entre outros, Cinemax, HBO, Telecine Cult, Telecine Pipoca e TNT) mostra que só 2% de um total de 5.467 títulos exibidos no primeiro semestre de 2009 tinham conteúdo nacional. O trabalho incluiu filmes. séries e programas.
Feito em casa
A pátria foi literalmente salva pelo Canal Brasil. Quando ele é incluído no levantamento, o percentual sobe para 26,5. A emissora exibiu no primeiro semestre de 1.836 produções brasileiras, que ocuparam 98,2% de sua programação.
De fora
Já na TV aberta, 73,8% dos filmes exibidos vêm dos EUA, contra 14,7% do Brasil.
Cultura gringa
O mesmo levantamento mostra que, excetuando-se as obras cinematográficas, a maior parte do conteúdo das TVs abertas é nacional. Globo, Band e Rede TV preenchem cerca de 95% da grade com produções brasileiras, seguidas pela Record, com 89,3%. Já o SBT tem 41,3% de programação estrangeira. A surpresa fica por conta da TV Cultura, que exibiu 27,3% de programação gringa.

mar
04

=====================================================

SEM PALAVRAS

Gilson Nogueira

Meu coração bate em ritmo de angústia, com a notícia da morte de Johnny Alf. Acabo de lê-la no site Bahia Já, de Tasso Franco, um dos mais competentes jornalistas do país. Minha mulher retransmite-me a mesma notícia, da partida de Alf, ao captá-la no Jornal Nacional da TV Globo. Ao computador, onde estava a conferir as últimas do momento, meu batimento cardíaco acelerou.

No mesmo instante, pensei em encontrar uma foto de teclado de piano, no Google, para ilustrar meu adeus ao gênio Alf.. Não deu outra, encontrei a imagem que queria! As teclas de luto, que as envio, anexo, para resumir o que a Bossa Nova, em particular, e a música, no geral, veste nessa hora de partida do sol da BN para o lado de Deus. Lá, a brisa, com certeza, sopra diferente, em cores misteriosas, reservadas ao infinito, espaço, no qual, os espíritos bons devem formar uma orquestra de paz e amor cujos acordes se espalham pelos espaços de silêncio, cá embaixo.

No meu desejo de registrar a partida de Afl para outro plano da existência, encontro, no meu baú de raridades da BN, um CD do sol da BN em que uma das músicas tem o seguinte título: Tema sem palavras, de autoria do saudoso Durval Ferreira e do, ainda ativo, toc, toc, toc, Maurício Einhorn. Não há letra na música. É, apenas, uma composição instrumental. A letra? Não precisa. Adeus, grande Johnny!

Gilson Nogueira é jornalista e discípulo de Alff )

mar
04
Posted on 04-03-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 04-03-2010


====================================================
De “Alma Carioca”, um dos melhores sites sobre o Rio de Janeiro, música,poesia e literatua:”Johnny Alf chegou um pouco antes da bossa nova. Já cantava e tocava algo diferente quando ela apareceu. Rapaz de bem é uma de suas músicas que sobrevivem até hoje, sempre atual.”Como o próprio Jphnny Alff.Confira.

(Vitor Hugo Soares)

mar
04
Posted on 04-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 04-03-2010

Alff: perda sem tamanho

)
===================================================
Internado no Hospital Mario Covas, em Santo André, São paulo, onde fazia tratamento de câncer de próstata, morreu nesta quinta-feira o cantor, pianista e compositor Johnny Alf. Um dos maiores músicos do Brasil, considerado um dos precursores da Bossa Nova, Alff tinha 80 anos.

Segundo o portal da UOL Johnny tratava um câncer de próstata há cerca de três anos na instituição paulista. Sem familiares conhecidos, Johnny Alff vivia em uma casa de repouso em Santo André.

Segundo o empresário do cantor, Nelson Valencia, a metástase tinha avançado e os médicos haviam avisado que não havia mais nada que pudesse ser feito.

O velório deve ser amanhã de manhã na Assembleia Legislativa de São Paulo.

(Com informações do portal UOL-Ilustrada

De Sabctis: vitória no STJ

===================================================

Deu no G1

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quinta-feira (4) pedido para afastar o juiz Fausto De Sanctis do processo que envolve o banqueiro Daniel Dantas, acusado de cometer crimes contra a ordem financeira. Por 4 votos a 1, os ministros da 5ª Turma do tribunal entenderam não haver provas de que o juiz não estaria habilitado para comandar o processo. A defesa da Dantas argumentava que De Sanctis deveria declarar suspeição, porque opiniões manifestadas por ele fora dos autos do processo indicariam parcialidade.

Os advogados do banqueiro sustentavam ainda, no pedido de habeas corpus, que haveria um rol de hipóteses no Código de Processo Penal alencando as circunstâncias em que seria preciso declarar suspeição. Segundo eles, De Sanctis não estaria apto a julgar o banqueiro porque seus atos estariam enquadrados no rol. No entanto, os ministros afirmaram, durante o julgamento desta tarde, que o rol não é taxativo e que os argumentos apresentados pela defesa não deixam clara uma eventual parcialidade do juiz.

O STJ também defendeu que o tipo de instrumento jurídico utilizado pela defesa de Dantas- o habeas corpus- não é adequado para pedir que se determine a suspeição de um magistrado.

Operação Satiagraha

O banqueiro Daniel Dantas (do grupo Oportunity), o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas foram presos em julho de 2008 por determinação de De Sanctis, no desdobramento da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Eles são acusados de crimes contra a odem financeira, como desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Segundo a PF, haveria dois núcleos principais na suposta quadrilha. Um deles seria comandado por Daniel Dantas e teria se beneficiado do recursos públicos, desviados pelos operadores do mensalão do PT. Empresas de fachada teriam sido montadas para o desvio das verbas.

Além do grupo de Dantas, a PF teria descoberto um segundo núcleo, ligado ao primeiro, formado por empresários e doleiros que atuavam no mercado financeiro para fazer a lavagem do dinheiro. Esse grupo, segundo a PF, seria comandado pelo empresário Naji Nahas. Era nesse grupo que estaria o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

O nome da operação, Satiagraha, significa resistência pacífica e silenciosa, conforme nota divulgada pela PF.

mar
04
Posted on 04-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 04-03-2010

Dantas: avenida de “oportunidade”

====================================================

DEU DO BLOG DE JOSIAS DE SOUZA (FOLHA DE S. PAULO)

O futuro jurídico-criminal de Daniel Dantas, o dono do Opportunity, será decidido nesta quinta-feira (4), no STJ.

O recurso em que o banqueiro pede que Fausto De Sanctis, o juiz da Satiagraha, seja declarado suspeito será finalmente julgado.

Relator do caso, o ministro Arnaldo Esteves Lima, decidira, em 15 de dezembro, a suspender os processos que corriam contra Dantas.

Na sequência, o Judiciário fora ao recesso. E só agora a decisão do ministro, de caráter liminar (provisório), será submetida a um julgamento colegiado.

O caso será julgado pela 5ª turma do STJ. Integram-na cinco ministros. Em texto levado à web, o tribunal informa que a sessão começa às 13h.

Além de argüir a suspeição do juiz De Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Dantas pede que sejam anulados os atos praticados por ele.

Se o recurso do banqueiro prevalecer, a célebre Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2008, vai virar pó.

São duas as ações penais que pesam sobre os ombros de Dantas, espécie de Investigado-geral da República.

Na primeira, acusado de oferecer suborno a um delegado federal, Dantas já foi inclusive condenado a 10 anos de prisão.

Na segunda, que repousa sobre a mesa do algoz De Sanctis à espera de sentença, o dono do Opportunity é acusado de crimes financeiros variados.

Se der razão a Dantas, o STJ anulará tudo o que foi feito sob De Sanctis. Inclusive a sentença que converteu o banqueiro em condenado.

Os processos seriam redistribuídos. Migrariam da 6ª para a 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo. E a coisa toda recomeçaria. Do zero.

Na hipótese de indeferir o recurso de Dantas, o STJ devolverá os processos ao seu leito original. Fica valendo a primeira sentença condenatória.

O magistrado De Sanctis estaria liberado para proferir sua segunda sentença. E Dantas flertaria com sua segunda condenação.

Ao julgar o recurso de Daniel Dantas, a 5ª turma do STF vai produzir jurisprudência.

O eventual triunfo do banqueiro abrirá uma avenida de “oportunidades”.

Servindo-se do precedente, outros acusados baterão às portas do Judiciário para arguir a suspeição de seus julgadores.

Antes de chegar ao STJ, a petição de Dantas havia sido indeferida pelo Tribunal Regional da 3ª Região, sediado em São Paulo.

Ali, não prosperara a alegação de que De Sanctis, tomado pelos atos que praticara e pelas opiniões que dera fora dos autos, seria um juiz parcial.

Valendo-se do Código de Processo Penal, que faculta aos acusados uma infinidade de recursos, Dantas levou a encrenca ao STJ.

Assim, a depender do que for decidido, além de anulações e jurisprudência, o tribunal vai produzir frustração, tonificando a incômoda sensação de impunidade.

( Escrito por Josias de Souza às 04h53 )

Vale: depois da cebola a política

=====================================================

GRAZZI BRITO

O governador Jaques Wagner participou da abertura do 22º Seminário Nacinal da Cebola (Senace) e do 12º Seminário da Cebola do Mercosul. Os eventos acontecem simultâneamente até esta quinta-feira (3 e 4) em Casa Nova, município a 572 km de Salvador, no território do Sertão do São Francisco.A partir daí, à agenda sobre agricultura deverá se sobrepor o debate político com a presença das principais lideranças estaduais na área.

Na sexta-feira, o presidente Lula visita mais uma vez a região, acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata preferencial do presidente á sua sucessão.A

A importância dos eventos reside no fato de que a Bahia é o segundo maior estado produtor de cebola no Brasil ao lado de Pernambuco. Aqui a cebola é produzida em 40 municípios, dos quais Casa Nova se destaca por ser a maior cidade produtora do estado, conhecida como a capital da cebola no Nordeste. São mais de 3,6 mil hectares plantados no município, o que corresponde a 34% do total de plantação de cebola da Bahia.

O presidente da comissão organizadora do Senace, Pedro Cavalcante, afirma que a região do São Francisco concentra cerca de 50 mil produtores de cebola. “Por isso que este evento e a participação do governador são tão importantes. Aqui o pequeno produtor vai poder entrar em contato com as novas tecnologias e informações atualizadas sobre o plantio da cebola”.

Os pequenos produtores, de fato, são os principais beneficiados com o
evento. Em 2009, estes agricultores foram responsáveis pela geração de 60 mil empregos diretos e indiretos distribuídos nos diversos elos da cadeia de produção. Isto movimentou na região cerca de R$ 134 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Grazzi Brito é jornalista, mora na região do Vale do São Francisco

Sobre o artigo de sua autoria publicado ontem no jornal Tribuna da Bahia, e reproduzido neste espaço do Bahia em Pauta, o autor recebeu ontem mesmo carta do secretário-geral do PMDB da Bahia, Almir Melo, que reproduzo a seguir em seu espaço. Em tempo: os títulos do post e na edição do texto da carta são do editor do BP. (VHS)

 

=====================================================
=====================================================

SECRETÁRIO-GERAL DO PMDB CONTESTA

Caro Ivan de Carvalho

“Leitor assíduo da sua coluna na Tribuna da Bahia, gostaria de fazer algumas considerações a respeito do artigo publicado na edição desta quarta-feira. Aliás e, como sempre, bastante pertinente em relação à conjuntura política atual.

Na condição de secretário-geral do PMDB, não me sentiria no momento à vontade para discorrer a respeito da análise apresentada pelo prezado jornalista sobre candidaturas de outros partidos. Mas, exatamente pelo conceito que o iminente jornalista desfruta junto a opinião pública baiana, sinto-me no dever de expressar as minhas considerações no que diz respeito a análise relacionada ao nosso companheiro de partido, o ministro Geddel Vieira Lima.

Em primeiro lugar, apesar do próprio ministro, parlamentares e dirigentes do PMDB terem reiterado diversas vezes que não existe qualquer possibilidade de reaproximação com o PT baiano e, consequentemente com o Governo do Estado, há uma verdadeira indústria de boatos, alimentando a falsa expectativa de que isso venha a ocorrer. Muitas vezes (e acredito que tenha sido este o caso, em relação ao seu artigo), fontes “privilegiadas” de Ondina se encarregam pessoalmente de difundir tal informação. Trata-se de uma estratégia conhecida, por ser velha e remontar ao passado em que se acreditava que uma mentira repetida insistentemente acabaria por se tornar verdade.

A razão dessas especulações é o temor dos nossos adversários diante da decisão firme do partido de ter candidatura própria ao Governo da Bahia, assim como o crescimento visível da aceitação do nome do ministro Geddel junto ao eleitorado baiano. Mas, para por um fim a essa “rede de intrigas”, gostaria de evocar o testemunho do nobre jornalista em relação ao histórico comportamento do ministro Geddel.

O que quero dizer é que na trajetória do ministro não existem blefes. A sua história política é escrita preto no branco. É simples: com ele é ou não é. Ele sempre tem um lado. Foi assim, quando comandou o movimento no qual o PMDB baiano decidiu apoiar a candidatura de Luiz Eduardo Magalhães ao Governo do Estado e mais tarde, quando da sua morte, manter a aliança em apoio a César Borges. Da mesma forma, quando o partido decidiu apoiar o atual governador, mesmo quando Wagner estava atrás nas pesquisas e quando todas as evidências apontavam para vitória do seu concorrente. E o apoio foi decisivo para que o atual governador vencesse a eleição já no primeiro turno.

As posições políticas do PMDB e do ministro foram sempre firmes, sem possibilidades de retorno. Porque então, agora, seria diferente?

Como nos exemplos citados, o que move o PMDB e o ministro Geddel Vieira Lima é a defesa dos interesses da Bahia e a coerência com os princípios defendidos pelo partido. E tanto em um, como no outro caso, não existe possibilidade desses dois fatores serem atendidos, simplesmente porque os peemedebistas baianos não acreditam no Governo do PT e não concordam com o estilo do governador que hoje, depois de tantos anos de luta e do sacrifício de tantos, caminha para resgatar um passado já derrotado.

Agradeço à devida atenção do nobre jornalista.
Atenciosamente,

Almir Melo, secretário-geral do PMDB-BA

  • Arquivos