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“Brisa no Coração” é a música da trilha sonora de “Páginas da Revolução”, o penúltimo e maravilhoso filme com Marcelo Mastroianni antes de morrer. Ele faz o jornalista que defende a liberdade de expressão na época da ditadura de Salazar. A música é do gênio das trilhas sonoras do cinema, Enio Morricone, e a interpretação magistral é da portuguesa Dulce Pontes. Uma combinação tão perfeita assim se consegue muito raramente. Mastroiani aparece no vídeo na antológica cena final de “Páginas da Revolução”. Confira.
BOA NOITE!!!
(Vitor Hugo Soares)

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A Brisa do Coração
Dulce Pontes

Lua que brilha branca na manhã
Sobre o mercado dos melões de Ouro
Curiosa espreita as casas cor de rosa
À procura do nosso tesouro

O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes

No brilho azul do ar uma gaivota
No mar branco de espuma sonoro
Curiosa espreita as velas cor de rosa
À procura do nosso tesouro

O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes.

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Posted on 02-03-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 02-03-2010

A Presidente do Chile, Michelle Bachelet, apresentou nesta terça-feira um novo balanço das vítimas mortais terremoto seguido de tsunami que atingiram o seu país no sábado. O total de mortos subiu para 795.

“Aproximamo-nos dos 800 mortos”, declarou a presidente, a dezenas de jornalistas chilenos, durante uma visita-relâmpago à região de Curico, uma das cidades mais afetadas pelo sismo, onde visitou um hospital de campanha.

O novo balanço que apresentou resulta da combinação dos últimos dados do gabinete nacional de urgências com os obtidos localmente durante a visita.

Uma grande maioria das vítimas – 586 – morreu na região costeira de Maule, a 400 quilómetros a sudoeste de Santiago, que foi devastada pela maremoto que se seguiu ao tremor de terra, que atingiu os 8,8 na escala de Richter, no Centro/Sul do Chile.

(Com informações do jornal Diário de Notícias, de Lisboa, edição online)

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Tancredo: glória e sofrimento

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Anote em algfum lugar esta dica para não esquecer: Nesta quinta-feira, 4 de abril, às 20hs, o Canal Brasil (fechado infelizmente e portanto só para assinantes) vai relembrar a trajetória política de Tancredo Neves no dia em que o mineiro completaria um século de vida, com a exibição do documentário Tancredo Neves – Mensageiro da Liberdadea.

Em Tancredo Neves – Mensageiro da Liberdade (2005) (56’) – Dpoimentos de familiares e parceiros de trabalho remontam a trajetória política de Tancredo Neves, primeiro civil a se eleger Presidência da República após o golpe militar de 1964. Dirigido pelo cineasta Bruno Vianna, o documentário tem o roteiro assinado por José Augusto Ribeiro, assessor de comunicação do político durante a campanha presidencial de 1984.

A produção investiga o papel de Tancredo na defesa da democracia durante os 21 anos em que o Brasil esteve sob ditadura militar. Conhecido pela personalidade conciliatória, ele lutava pela manutenção da legalidade desde o suicídio de Getúlio Vargas, de quem foi ministro da Justiça e Negócios Interiores. À época, o iminente golpe de Estado articulado pela UDN (União Democrática Nacional) foi desmantelado com a eleição de Juscelino Kubitschek para a Presidência. Seis anos depois, a instabilidade política volta à cena com a renúncia de Jânio Quadros. Tancredo Neves tenta, então, garantir o governo do vice-presidente, João Goulart, mas, em vista da crescente ameaça de golpe, dá início a uma estratégia de mediação no Congresso Nacional para que seja instituído o regime parlamentarista.

Em 1964, os militares tomam o poder, e o político passa a fazer ferrenha oposição à ditadura. O então deputado federal se nega a votar no general Castello Branco para a Presidência, ao contrário da maioria dos correligionários. Aos “anos de chumbo”, seguem-se a campanha pelas eleições diretas e o histórico comício da Praça da Sé, em São Paulo. A emenda Dante de Oliveira, que garantiria o pleito, não é aprovada pelo Congresso, mas a pressão pela liberdade política toma conta do país. O próximo presidente seria escolhido pelo Colégio Eleitoral, e Tancredo Neves encabeça a chapa de oposição a Paulo Maluf, candidato apoiado pelos militares.

A eleição do mineiro é recebida com entusiasmo, mas, dias antes da posse, ele sente fortes dores no estômago. Mesmo ciente de que sofria graves problemas de saúde, reluta em se submeter ao tratamento antes de assumir o governo. Temia que a ausência abrisse caminho para que as tão esperadas mudanças políticas não se concretizassem.

O ex-presidente José Sarney, então vice de Tancredo Neves, revela que, já empossado, esteve com o amigo na UTI do Incor, em São Paulo, para garantir que a transição democrática se completara. Dias depois, a síndrome venceria a resistência do político e poria fim a uma vida dedicada à democracia.

Os netos Aécio Neves e Andrea Neves da Cunha, que seguiram a tradição política do avô, falam da importância de Tancredo para a vida nacional. Depoimentos de José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Antônio Carlos Magalhães, José Sarney e Francisco Dornelles, dentre outros.

Prefeitos do sul e extremo sul da Bahia que roiam corda até ontem respiram mais aliviados. É que nenhum município dessas regiões saiu no sorteio da Controladoria Geral da União. As prefeituras baianas que vão passar pelo “pente fino” são Itaparica, Pojuca, Cachoeira, São Gabriel e Palma de Monte Alto.

A CGU sorteou 80 municípios em todo o país, sendo que 60 terão os gastos públicos fiscalizados e outros 20 vão receber equipes de capacitação da gestão pública. Na Bahia, a prefeitura de Floresta Azul foi escolhida para o processo de reciclagem.

Já a “operação pente fino” nos municípios com até 20 mil habitantes vai atingir a totalidade dos recursos repassados pelo Governo Federal. Nas cidades com população entre 20 e 100 mil habitantes a fiscalização será feita em várias áreas.

Entre elas Segurança Pública, Indústria, Ciência, Tecnologia, Educação, Saúde e Assistência Social.

Sefgundo a CGU, nos municípios com mais de 100 mil habitantes, serão fiscalizadas apenas as áreas de Segurança Pública, Indústria, Ciência, Tecnologia e Educação. O sorteio da 31ª edição do Programa de Fiscalização da CGU ocorreu ontem, segunda-feira. 1º de março.

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Depois de mais um terremoto seguido de Tsumani – ambos terríveis em intensidade e capacidade de destruição – que mais uma vez devasta o Chile, recebi mensagem por e-mail do jornalista e querido amigo Arthur Andrade, firme e competente timoneiro da NAVII, na Bahia.

É dessas que não dá simplesmente para ler e depois guarda-la em um baú posto em algum desvão e esperar que algum escafandrista um dia venha a localiza-lo ao vasculhar o mar à procura de antigas civilizações, como na magnifica canção “Futuros Amantes”, de Chico Buarque, que fala do Rio de Janeiro.

Decidi então compartillhar o e-mail com os leitores de Bahia em Pauta, certo de que Arthur, do alto de sua generosidade, perdoará a indiscrição do amigo. Mas o texto é poesia e jornalismo da melhor qualidade, áreas em que o comandate da NAVII (além da música) transita com a mesma maestria.Não podia ficar escondindo, correndo o risco de jamais ser encontrado por um escafandrista curioso.

Confira o texto de Arthur, acompanhadoi da linda “Se Vas para Chile”, como canção para começar o dia em Bahia em Pauta.Obrigado Arthuro!!!

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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SI VAS PARA CHILE

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VITÃO:

Fui no Chile há dez anos empurrado por você. Lembro de sua emoção ao falar da música, do mercado popular, dos mariscos imensos, dos Lagos Andinos. Do povo tranqüilo, da qualidade de vida. Seu entusiasmo infantil me botou num avião. Lá fui.

Quando descia os lagos, aquelas imagens e aquele ar de outro mundo me emocionaram, lágrimas e tudo. Montanhas nevadas, água transparente. Não havia sinais de sujeira. Latas de cerveja, presentes para a Iemanjá dos Andes, restos de madeira, pesca com bomba, rede de arrasto…nada. Águas sagradas, limpias, ricas.

E Santiago. Aquele mundo de meninos e meninas com fardas escolares, meias, paletós, cachecóis. Que coisa!! Todo mundo aqui estuda! Ora!

Aí percorri estradas, carreteras, Chile a dentro. Imenso Chile de pedras, cobre, peixes, desertos e línguas de asfalto. E lá estavam as estradas fantásticas, sem buracos, quebra-molas, sem bêbados e acidentes.

Não adianta. O Chile me lembra Salvador Allende. Lembro de sua morte. Passado o tempo, descobri Isabel Allende. Li tudo dessa figura mágica, criança e mulher de espírito amplo, de cepa de montanha. Virei devorador do Chile por sua causa.

E eis que agora a natureza devora o Chile. Deve morrer de paixão – e não de amor, como eu. Quer tomá-lo só para si como uma amante possessiva. Sem meios termos, invade a casa e quebra os móveis, mata insetos e mamíferos, destrói as luminárias do quarto onde estamos nós, os amantes.

A terra desmorona. Quando vejo as imagens de agora, volto o filme. É assim…enfim. Mesmo destruído sob o choro de tantos, o Chile continua como uma superprodução da natureza. Que implacável e alheia, segue destruindo e construindo coisas belas.

Abração,

ARTHUR

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O jornalista político Ivan de Carvalho alér em sua coluna de hoje na Tribuna da Bahia: Quem quer que esteja vendo um cenário sucessório todo arrumadinho na Bahia corre grave risco de cair do cavalo. Se segure bem ná rédea e no estribo enquanto Ivan destrincha o emaranhado politico baiano mais uma vez, no texto que Bahia em Pauta reproduz. (VHS)

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Lídice: incongnita na equação sucessória


OPINIÃO POLÍTICA

UM CENÁRIO CONFUSO

Ivan de Carvalho

Quem quer que esteja vendo um cenário sucessório todo arrumadinho na Bahia corre grave risco de cair do cavalo. As coisas estão para lá de confusas. Já abordei o tema neste espaço no dia 27, mas alguns novos fatos justificam nova abordagem, confirmando a maior parte do anteriormente exposto, mas acrescentando alguns dados relevantes.

Existe um quadro bem definido de candidatos a governador – Jaques Wagner, disputando a reeleição pelo PT e aliados é uma certeza política. Mas quais aliados? Aí, talvez com quase tanta certeza, deva-se invocar o “princípio da incerteza”, tão presente na física quântica quanto na política.

Até o sábado, o Partido Verde era uma possibilidade razoável de aliado. No domingo, deixou de ser. O coordenador geral da campanha da senadora Marina Silva a presidente da República e ex-presidente nacional do PV (do qual é hoje vice-presidente), Alfredo Sarkis, entendeu-se com o coordenador do partido para o Leste, Fernando Guida.

E este emitiu um comunicado aos verdes: “Tive com Sirkis a conversa definitiva: não há mais sequer a possibilidade de analisarmos qualquer proposta vinda do grupo do governador”. Guida explica que sua conversa com Sirkis foi antecedida de discussão do tema “em Brasília com diversos deputados federais e dirigentes nacionais” e “corroboramos a já plenamente conhecida decisão do PV-BA de lançarmos Bassuma (deputado federal Luiz Bassuma, presidente da Frente Parlamentar pela Vida e contra o Aborto, recentemente expulso do PT por sua oposição à liberação do aborto no Brasil) a governador e Edson Duarte (deputado federal) a senador”.

Deixa explícito no comunicado que “só há um caminho para o partido: atender à vontade da esmagadora maioria dos companheiros e às orientações da Direção Nacional, corroboradas pela Coordenação Nacional da Campanha Presidencial”, com o engajamento nas campanhas de Marina Silva e, na Bahia, de Bassuma e Edson Duarte.

Pronto: estamos com quatro candidaturas firmadas a governador – Wagner (PT), Paulo Souto (DEM), Geddel Vieira Lima (PMDB), com suas respectivas adjacências (algumas ainda cambiantes) e Luiz Bassuma (PV).
Quanto ao restante das chapas – para as duas cadeiras de senador e o cargo de vice-governador –, a indefinição é profunda. O senador César Borges é candidato desejado pelo governador, pelo ex-governador e pelo ministro.

Mas no PT, está encontrando resistências representadas pela tese de que não deve o partido colocar dois ex-carlistas na chapa. E sugere-se o ex-governador e ex-ministro Waldir Pires, do PT. O outro “ex-carlista” seria o ex-governador Otto Alencar, que entraria no PP. O PP pode ter um candidato a senador, mas não há certeza de que seja Otto. Politicamente ideal, ele está na dependência de veredictos médicos.

Nessa confusa equação, há que ser incluída a deputada e ex-prefeita Lídice da Mata. Para o Senado ou vice-governadora. E na chapa de Geddel, o vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, é uma hipótese muito relevante (mas são duas cadeiras em disputa). Assim como também é o senador ACM Júnior, cumprindo missão na busca de renovação do mandato na chapa de Paulo Souto. Hipóteses. E quanto ao resto, que nem aparece como hipótese?

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Porto de Salvador: na origem da queda no ICMS

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Auditor fiscal da Fazenda aponta falta de investimentos em infraestrutura como responsável pela constatação que acaba de ser feita de que a arrecadação de ICMS na Bahia foi a que menos cresceu no período de 2006 a 2009, segundo o IAF.

Estudos realizados com base em dados do site do COTEPE apontam que a Bahia foi o Estado que teve o pior crescimento de arrecadação de ICMS dos últimos quatro anos (de 2006 a 2009). A afirmação é do diretor de Assuntos Econômicos do IAF (Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia), o auditor fiscal Sérgio Furquim.

Furquim, que também coordena o Núcleo de Estudos da Sefaz do Futuro, apresenta números segundo os quais a Bahia ocupa a 27ª posição no ranking nacional, com um crescimento nominal 17,88%, muito abaixo do obtido por Roraima, com 58,53%, e abaixo de estados como Pernambuco e Maranhão, que obtiveram, respectivamente, 41,60% e 37,56%, no mesmo período.

O estudo, que tem por objetivo analisar as políticas públicas adotadas pelos governantes e o seu reflexo sobre a arrecadação dos diversos estados, aponta que a falta de investimentos em infraestrutura, aliada à baixa atração de investimentos privados, foi o principal responsável pelo fraco desempenho da economia baiana.
A falta de planejamento fez com que a Bahia demorasse muito para engatar um sólido plano de desenvolvimento, fazendo com que perdesse espaço junto aos grandes projetos do PAC.

É inadmissível que após ser considerado em 2008 o pior porto do Brasil pelo Centro de Estudos em Logística da UFRJ, o Porto de Salvador voltasse a ser considerado novamente o pior, disse Furquim.Segundo ele, o descaso com investimentos em infraestrutura portuária é um dos principais responsáveis pela baixa movimentação de contêineres que afunila o escoamento de cargas.

“É indiscutível que os investimentos de Pernambuco no Porto de Suape fizeram toda a diferença em favor do estado vizinho”, afirmou do diretor do IAF.

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO: www.iaf.com.br
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