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Postado em 01-03-2010
Arquivado em (Artigos) por vitor em 01-03-2010 11:31

Jutahy Jr:pesquisa previsível mas preocupante

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No artigo desta segunda-feira o jornalista político Ivan de Carvalho analisa a mais recente pesquisa Datafolha, na qual já se desenha na prática um empate técnico entre o governador de São Paulo, Jose Serra (PSDB) e a ministra Dilma Rousseff (PT), na corrida presidencial para a sucessão de Lula.

Segundo Ivan, em que pese a capacidade analítica do deputado tucano da Bahia,Jutahy Júnior, para quem o levantamento de opinião apresentou resultado “absolutamente previsível” – quanto à redução da vantagem do governador paulista José Serra, do PSDB, sobre a concorrente petista Dilma Rousseff, do PT –, cumpre assinalar que a previsibilidade não retira os significados do resultado.

Para o colunista, o mais evidente na peesquisa, é que o governador de Minas, Aécio Neves está fazendo uma falta danada na chapa de Serra, como candidato a vice. Confira o artigo.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

PREVISÍVEL, MAS E DAÍ?

Ivan de Carvalh
o

Em que pese a capacidade analítica do deputado tucano Jutahy Júnior, para quem a mais recente pesquisa do Datafolha apresentou resultado “absolutamente previsível” – quanto à redução da vantagem do governador paulista José Serra, do PSDB, sobre a concorrente petista Dilma Rousseff, do PT –, cumpre assinalar que a previsibilidade não retira os significados do resultado.

Jutahy Júnior, um dos políticos mais ligados ao governador Serra – tido e havido como o candidato da coligação PSDB-DEM-PPS e provavelmente PTB (outros partidos menores poderão eventualmente participar) a presidente da República nas eleições de outubro – apresenta alguns fatos, em entrevista ao site Política Livre, ocorridos entre a penúltima e a última pesquisa do Instituto Datafolha, como a justificar a redução da vantagem de Serra sobre Dilma.

Assinalando que “Serra continua em primeiro lugar” e afirmando a total previsibilidade da diminuição da diferença, o deputado tucano nota que entre as duas últimas pesquisas Datafolha aconteceram três fatos “que têm peso em pesquisas”: o PV e sua candidata Marina Silva tiveram um programa nacional de propaganda política no rádio e televisão, o PSB e seu possível candidato Ciro Gomes tiveram programa da mesma natureza e a ministra Dilma Rousseff teve sua candidatura lançada pelo PT “com superexposição de mídia”. No mesmo período, José Serra não teve nenhuma mídia eletrônica.

Correto. Talvez se possa mesmo dizer que não teve porque não quis, porque sua estratégia tem sido a discrição.

Bem, o que a mais recente pesquisa Datafolha mostra, sem deixar margem a dúvida, é não somente que a candidatura de Dilma Rousseff – não por mérito dela, mas quase que exclusivamente pela cobertura da máquina do governo federal e da popularidade do presidente Lula, que inventou e apóia Dilma, carregando-a a tiracolo para onde quer que vá (vale reservar algum crédito aos marqueteiros dela) – é competitiva e que a eleição de outubro será difícil, duríssima, suponho que para os dois principais aspirantes à presidência.

O deputado Jutahy, na breve análise que faz da redução da diferença entre Serra e Dilma na pesquisa Datafolha (outros aspectos da pesquisa também são reveladores e têm sido assinalados algo dispersamente pela mídia e a maioria desses aspectos favorece Dilma), é enfático ao afirmar que “nosso crescimento voltará a existir quando Serra lançar sua candidatura e nossos candidatos a governadores forem anunciados nos Estados”. O que existe por enquanto, diz ele, é “a estrutura de governo trabalhando para Dilma e Serra com divulgação restrita a São Paulo”. Jutahy aponta Serra não só como “competitivo”, mas como o candidato “favorito”.

Mas que o governador Aécio Neves está fazendo uma falta danada na chapa de Serra, como candidato

Comentários

rosane santana on 1 Março, 2010 at 12:50 #

Acho engraçado, como diante dos números inquestionáveis do Datafolha, ainda há quem aposte na possibilidade de vitória do excelente candidato, diga-se de passagem, José Serra. E mais, colocar Aécio como espécie de salvador da pátria, que teria a capacidade de fazer estragos na base de apoio a Dilma, num conexto em que a candidata demonstra ser absolutamente viável e exitosa em sua tajetória de candidata, é equívoco. Esperar que Dilma se atrople ao estilo Ciro Gomes, falando bobagem, tudo isso é o que menos importa a um eleitor que deseja mesmo é preservar o que pra ele esta bótimo. Ora vejam entre os serristas 66% acham que Lula faz um bom/otímo governo. Acho que essa altura o PSDB/DEM e outros oposicionistas devem rezar para os santos das causas impossíveis. Bem, valeria uma consulta de Juthay com os especialistas do ramo na Bahia. Quem sabe…


luiz alfredo motta fontana on 1 Março, 2010 at 16:23 #

“2010, o ano em que a urna enjoou”

Dona Dilma, “a doutora” x Serra. “o narciso tupiniquim”

A democracia, quando jovem, e posterior a anos de expurgo do livre pensar, do pisoteamento de novas lideranças, do calar de gerações, pode apresentar sintomas de anemia.

De uma lado, o capricho de Lula, sem nenhum pequeno relato de representação efetiva. Típica figura de assistente de produção, aquele encarregado de cobrar e vigiar o andamento das tarefas no “set” de filmagem. Porta-voz da “bronca do diretor”, ou o equivalente, na área comercial, o famoso “secretário de vendas”, cuja tarefa é conferir relatórios.

De outro, Serra, aquele que foi preterido por Itamar Franco por ocasião da nomeação de FHC para o Ministério de Economia, afinal o circunspecto governador sempre foi apresentado como uma sumidade em teoria e prática econômica, muito embora não seja conhecido, sequer, palpites do mesmo, a respeito de qualquer das aflições que nos atinge.

Assim, a “sem idéias” próprias, enfrenta, o “mutismo” ideológico.

Pior, por hábito, adquirido em anos de mesmice, além da evidente ausência de pautas outras, os articulistas políticos produzem laudas infindas do que poderia se chamar “fofoca política”, posto que também desconhecem as, caso existam, opiniões dos contentores.

Uma coisa é certa, ganha quem garantir ao sistema financeiro que nada irá mudar na fábrica de recordes de transferência de renda. Meirelles será substituído por um equivalente, e os meninos do Copom continuarão entoando o mantra: “JurosAlém, amém”

Por sorte, a urna é eletrônica, a indisposição será breve.


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