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Postado em 28-02-2010
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-02-2010 22:53

O número de mortos provocados pelo violento sismo que sacudiu o Chile e pelo tsunami por ele gerado no Pacífico ascende a 708 e pode continuar a aumentar, dado o elevado número de desaparecidos. Há dois milhões de desalojados.

O balanço de vítimas inclui as pessoas que morreram na sequência do terremoto e do maremoto que atingiu várias ilhas chilenas. Ontem, o Governo admitiu um “erro de diagnóstico” da Marinha que levou à não ativação de alertas de tsunami que devastou a região costeira, após o terremoto de magnitude 8,8 graus da Escala de Richter que anteontem atingiu o Chile. A hipótese de ocorrência de tsunami foi descartada pelas autoridades, mas a verdade é que ondas gigantes varreram as regiões costeiras mais próximas do epicentro do sismo.

Dos mais de 700 mortos, a grande maioria (541) é da região de Maule, a mais próxima ao epicentro do sismo, que deixou também dois milhões de desalojados e causou prejuízos calculados entre 11 e 22 milhões de euros, segundo a sociedade norte-americana EQECAT, especializada em riscos causados por catástrofes.

“Estamos diante de uma emergência”, declarou Michelle Bachelet, que sublinhou que o elevado número de desaparecidos pode fazer crescer, nas próximas horas, o balanço de vítimas.

Outra situação que poderá também aumentar o número de mortos vivia-se ontem, em Concepción (a cerca de 500 quilómetros a Sul de Santiago), onde 60 pessoas ficaram presas nos escombros de um prédio habitacional que desmoronou.

As operações de resgate foram prejudicadas pelas frequentes réplicas – há registo de mais de cem, algumas fortes – que se fizeram sentir no país depois do abalo principal.

Face à instabilidade sísmica, centenas de milhares de chilenos preferiram dormir na rua a abrigar-se em habitações danificadas e em risco de colapso.

Na cidade de Concepción, a polícia utilizou bombas de gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar uma multidão de saqueadores que fugia de um supermercado com pacotes de comida e produtos eletrónicos. Imagens da televisão chilena são conta de ondas de saques em muitos outros estabelecimentos comerciais.

Para agilizar a assistência às vítimas e prevenir os saques que ameaçam estender-se a inúmeras localidades, a presidente decretou “estado de exceção de catástrofe” nas regiões de Maule e Bio-Bio, que ficarão durante um mês sob tutela militar.

Antes do último balanço, estima-se em 400 as vítimas do sismo, mas quando se soube que, só na cidade costeira de Constitución, 350 morreram, era inevitável uma atualização dos números.

As imagens daquela cidade revelam casas destruídas, grandes barcos pesqueiros arrastados para terra firme e carros revirados. Há cenas de idêntica devastação em Pelluhue, outra cidade costeira, onde carros foram parar ao telhado de casas destruídas.

Centenas de milhares de casas e estradas ficaram destruídas na região central do Chile, o maior produtor de cobre do Mundo e uma das economias mais estáveis da América Latina.

Entretanto, o aeroporto de Santiago, que se previa estar fechado durante três dias, ontem reabriu parcialmente ao tráfego. Um avião da companhia aérea Lan, proveniente de Lima (Peru), foi o primeiro voo a aterrar na capital chilena.

(Com informações do Jornal de Notícias, da cidade do Porto, Portugal)

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