fev
27
Postado em 27-02-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 27-02-2010 14:41

No artigo que assina neste sábado na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho assinala em sua antenada coluna que de acordo com os rumores de bastidor, embolou – mais do que já estava – a composição da chapa de candidatos às eleições majoritárias liderada pelo governador Jaques Wagner.

Um pouco mais de tempo (provavelmente pouco) ainda será necessário para que se decidam as coisas. No entanto, manifestam-se no PT resistências, principalmente na bancada federal, mas não só nela, à inclusão de César Borges na chapa. É o que alguns já consideram a dança do Rebolation, sucesso do carnaval e DO verão baiano chjegando à sucessão. Confira.

( VHS )

=====================================================
A dança da sucessão no governo

=================================================

OPINIÃO POLÍTICA


REBOLATION NA CHAPA GOVERNISTA

Ivan de Carvalho

De acordo com os rumores de bastidor, embolou – mais do que já estava – a composição da chapa de candidatos às eleições majoritárias liderada pelo governador Jaques Wagner. Um pouco mais de tempo (provavelmente pouco) ainda será necessário para que se decidam as coisas.

Parece que a única coisa certa, imutável, é a candidatura do atual governador à reeleição.

Uma das questões ainda a receber um ponto final é a candidatura à reeleição do senador César Borges, presidente estadual do PR, na chapa encabeçada por Wagner. Há uma tendência muito forte de que o senador venha realmente a integrar a coligação liderada pelo PT, mudando radicalmente o seu alinhamento político anterior.

No entanto, manifestam-se no PT resistências, principalmente na bancada federal, mas não só nela, à inclusão de César Borges na chapa. Parte de alguns que propõem em seu lugar principalmente o ex-governador Waldir Pires (no deputado e secretário estadual Walter Pinheiro não se fala mais). O senador Borges ainda não fez manifestação pública clara a respeito, embora o governador haja sinalizado publicamente no sentido de que é muito provável a inclusão do senador e do PR na coligação.

Outro ponto nebuloso diz respeito ao candidato à outra cadeira de senador. O governador Wagner vinha dizendo que, além da candidatura dele mesmo à reeleição, só o que havia de certo era uma candidatura do PP a senador. Queria com isto dizer que estava acertado que o ex-governador e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar, deixaria seu atual cargo, ingressaria no PP e seria candidato a senador. Tudo isso relativo a Otto parece estar mantido, menos a candidatura ao Senado. Rumores mais recentes o colocam entre a disputa da cadeira de senador e o cargo de vice-governador. Motivos pessoais, de saúde e até de “equilíbrio político” na chapa para o Senado poderiam (não estou afirmando que isto ocorrerá com certeza) deslocar Otto Alencar da disputa pelo Senado para candidato a vice-governador. A conferir.

Isso abrirá – ou abriria – espaço para outras mudanças. A deputada e ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata (dizem que está esfuziante), do PSB, que estava ficando escalada mesmo para candidata a vice, embora seu objetivo prioritário fosse o Senado, substituiria Alencar como candidata a uma das duas cadeiras de senador.

Quanto ao presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, do PDT, primeiro nome pensado para candidato a vice pelo governador, inclusive por ser máximo o grau de confiança pessoal e política de Wagner nele, ficará (ficaria) sem espaço numa chapa Wagner-César-Lídice-Otto. Neste caso, concorreria a mais um mandato de deputado estadual, com a garantia, construída ao longo desses últimos três anos, de uma votação extremamente expressiva. Uma análise rápida de conjuntura na Assembléia – incluindo previsões sobre sua composição na próxima Legislatura – sugere que, uma vez que Wagner seja vitorioso na candidatura à reeleição, Nilo teria chance de eleger-se presidente da Casa pela terceira vez consecutiva, em 2011. E, sabe Deus, até pela quarta, em 2013. Não é permitida mais de uma reeleição para presidente da Assembléia, mas a proibição só vale para a mesma Legislatura, o que não será o caso.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos