Fernando Pimentel: alvejado por Isto É

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DEU NA TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Por meio da assessoria do Ministério Público Federal, de Minas Gerais, o procurador Patrick Salgado Martins afirma que os fatos narrados pela revista IstoÉ “estão fora de contexto”. O coordenador da campanha de Dilma Rousseff e ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), não foi denunciado no caso do mensalão.

Segundo o MPF, o procurador ressalta que os denunciados – Glauco Diniz Duarte e Alexandre Vianna de Aguilar – “cederam uma conta aberta por eles no exterior para o esquema do mensalão. Ou seja, eles fizeram parte do esquema. A ligação deles com Pimentel é a de que eles foram os empresários que venceram a licitação da Olho Vivo”.

O procurador acrescenta: “Não há nenhuma prova ligando (Fernando) Pimentel ao mensalão. Obviamente, por essa razão, ele não foi denunciado. Se houvesse alguma prova, isso teria acontecido.”

O MPF avisa que não vai se pronunciar sobre qualquer outro fato porque o processo encontra-se em segredo de justiça.

A revista IstoÉ que chegou nesta sexta-feira às bancas trouxe uma reportagem sobre o relatório final do que chama de “Mensalão do PT”, com 50 depoimentos colhidos pela Justiça Federal. Na interpretação da revista, “ele (Fernando Pimentel) é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça”.

fev
26
Posted on 26-02-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-02-2010

POLÍTICA BAIANA EM DUAS NOTAS

1-DA JANELA DO BUZU – Os muros da cidade do Salvador amanheceram pintados nesta sexta-feira, especialmente na Avenida Paralela e imediações do Iguatemi/Rodoviára. Entre as ‘perolas’ pinçadas da janela do Sussuarana-Barra aqui vão algumas para os leiitores do Bahia em Pauta:”Otto+Cesar=PT// Otto+Cesar+PT, Tem Tudo A Ver // ZÉ Neto vota em Cesar (Zé Neto é deputado estadual pelo PT, tido como radical puro sangue).

E o engarrafamento continua…
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INIMAGINÁVEL – Foi esta a resposta do ex-governador e ex-ministro da Defesa Waldir Pires (PT) ao jornalista Evilásio Júnior (Bahia Notícias), sobre a possibilidade (a conversa está rolando nas mesas de reuniões ‘políticas’ da cidade) dele ser o primeiro suplente do senador Cesar Borges (PR), que poderá concorrer a reeleição na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner.

Chega a ser grotesco, no mínimo.

( Da repórter do Buzu)

fev
26
Posted on 26-02-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 26-02-2010

Rio das Pedras “esgoto a ceu aberto no Imbuí”
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Em seu artigo desta sexta-feira o jornalista político Ivan de Carvalho comenta um fato que cairia no terreno do inacreditável se não não fosse aqui a terra dos maiores absurdos, como aformava Otávio Mangabeira, relacionado à canalização e urbanização do Rio das Pedras, no populoso bairro do Imbuí, em Salvador., Para ser franco e verdadeiro, diz Ivan ; no texto de arrepiar que Bahia reproduz, o Rio das Pedras (ou Rio Cascão, nome antigo) nada mais é do que um esgoto a céu aberto.Confira a história bem típica de tempos eleitorais na parte da Bahia que parece imutável.

(VHS)

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Opinião Política

INGÁ PERSEGUE IMBUÍ

Ivan de Carvalho

Seria absolutamente inacreditável se fosse apenas contado e não estivesse acontecendo mesmo a conduta do Ingá – um órgão da administração estadual – em relação à canalização e urbanização do Rio das Pedras, no populoso bairro do Imbuí, em Salvador, a cargo da prefeitura com recursos repassados pelo governo federal por intermédio do Ministério da Integração Nacional, cujo ministro é Geddel Vieira Lima, candidato do PMDB à sucessão do governador Jaques Wagner.

Para ser franco e verdadeiro, o Rio das Pedras (ou Rio Cascão, nome antigo) nada mais é do que um esgoto a céu aberto. E, como esgoto, empesteando o bairro com os produtos habituais dos esgotos – ratos, baratas, cobras, enxames de muriçocas, fedor – este insuportável em certas áreas, a exemplo das proximidades do shopping-center Caboatã. Tenho um razoável conhecimento dessas coisas como um dos 80 mil a 100 mil moradores do bairro.

Pois então a prefeitura, com a ajuda do Ministério da Integração Nacional, resolve executar obras que envolvem desde as bacias de captação próximas ao Condomínio Amazonas, no lado oposto da Avenida Paralela, até o canal, paralelo à Avenida Jorge Amado, que corta o bairro do Imbuí. Decidiu a prefeitura fazer o que é normal fazer com esgotos – canalizar, impedindo que aquelas pragas já mencionadas continuem ativas. O Imbuí é, historicamente, um dos focos do aedes aegypti, que transmite dengue e pode transmitir febre amarela.

Mas a prefeitura resolveu, no seu projeto, ir mais adiante. Além de transformar o esgoto a céu aberto em um esgoto devidamente acondicionado, incapaz de espalhar seus venenos para as adjacências, planejou transformar o espaço conquistado à sujeira numa área urbanizada, agradável, apropriada para o bairro cuja característica principal é ser vertical e ter escassez de áreas urbanizadas de uso público. Assim, realiza a principal obra municipal na capital no momento.

Então apareceu o Ingá, supostamente preocupado com duas ou três sucuris e meia dúzia (não estou minimizando, quis dizer meia dúzia mesmo) de piabas sobreviventes da sujeira. Nem sucuris nem piabas são animais em extinção, diga-se de passagem, como não muito de passagem é preciso dizer que essa preocupação com bichos é competência de outro órgão estadual, não do Ingá.

Pois o Ingá ficou todo preocupado com a hipótese da canalização e da cobertura do rio com placas de concreto tirarem das duas ou três sucuris (se ainda existem), da meia dúzia de piabas e, suspeito, dos milhares de ratos e baratas e milhões de larvas de mosquitos o oxigênio de que precisam. É improvável que o presidente do Ingá, que é candidato a deputado federal, espere eleger-se com os votos desses bichos, mas a ação insana (insana porque contrária à sanidade ambiental visada pela obra da prefeitura) permite visibilidade a esse candidato e ao órgão que dirige. Propaganda, a alma do négócio. Porque, se não for esta a razão da resistência, a outra seria ainda pior.

Ora, se o Ingá queria o Rio das Pedras a céu aberto, por que não intimou a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) a promover tal saneamento, trabalho que a gente sabe muito bem que nunca será feito.

fev
26

Ataque talibã no centro de Cabul

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Um italiano, um francês e um indiano estão entre as 17 vítimas mortais do atentado suicida de hoje, no centro de Cabul, reivindicado pelos talibãs, disse o Ministério do Interior afegão.

O último balanço oficial é de 17 mortos, a maior parte dos quais afegãos. Mas entre as vítimas há pelo menos um italiano e um francês, confirmou Paris, enquanto um médico militar afegão garantiu ter morrido um indiano.

O atentado fez parte de um ataque coordenado cometido por vários bombistas suicidas, ao qual se seguiu um intenso tiroteio, numa zona de hotéis, onde residem funcionários de embaixadas e outros estrangeiros.

Segundo um porta-voz talibã, que reivindicou o atentado, cinco rebeldes talibãs suicidas atacaram dois edifícios onde se encontravam cidadãos estrangeiros.

(Com informações do DN de Lisboa, edição online)

fev
26

A sugestão da música para começar a sexta-feira no Bahia em Pauta vem da jornalista Maria Olívia, fã do grupo que ela descobriu em suas andanças pelo Rio de Janeiro. Aqui no Clip produzido por Renata Vieira, trabalho de faculdade, UNIP – Audiovisual.Confira.

(Vitor Hugo Soares)

fev
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Posted on 26-02-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 26-02-2010

Emiliano José: revelação

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DEU NO TERRA MAGAZINE:(25/O2/AO1O)


Waldir Senador: a voz da Bahia

Emiliano José

De Salvador (BA)

A política é fascinante também pelo que ela tem de revelador da natureza humana, da diversidade do humano. Nada do que é humano me é estranho. É de Terêncio (Publius Terentius, dramaturgo do Império Romano antes de Cristo). Nada mais próprio se aplicado também à política. Quando soube de uma pichação que me dizia eleitor do senador César Borges, pensei nisso. Não atinei completamente sobre as intenções de quem se dedicou à pichação. E não fiquei a me perguntar de quem seria a iniciativa.

A pichação tinha um quê de irônico. De engraçado. Pela impropriedade da formulação. Confesso que cheguei a rir quando vi a pichação estampada no Política Livre, do meu amigo Raul Monteiro. Talvez, quem sabe, do ponto de vista político, quisessem provocar uma reflexão minha sobre a situação política do nosso Estado, sobre as próximas eleições e, de modo especial, sobre a chapa ao Senado.

Houve os que me aconselharam a não morder a isca.

Mas, homem público deve esconder suas posições?

Ou deve sempre revelar o que pensa, o que defende?

Lamento que haja os que se escondem atrás ou na frente dos muros, os que preferem o anonimato. Eu gosto sempre é do debate aberto, público, à luz do dia, sem tergiversações.

Nós derrotamos uma oligarquia cruel, autoritária, que não tinha qualquer respeito pela coisa pública, para dizer o mínimo. Uma oligarquia que nos legou índices sociais inaceitáveis, criminosos. Este primeiro mandato do governador Wagner está representando uma mudança radical na vida da Bahia, seja no plano dos valores políticos, do respeito profundo à democracia, seja no plano das condições de vida do nosso povo. O governador Wagner sabia, como é da política do PT, que deveríamos realizar um governo de coalizão, e assim temos feito.

O que impressiona em Wagner, mais do que obras, que são muitas, é a sua convicção de que mais vale a afirmação de novos valores – a consolidação dos valores democráticos. Ele diz isso com freqüência. Suas convicções republicanas e democráticas são sólidas. Num artigo que escrevi recentemente, eu lembrava que a nova hegemonia que está sendo construída no Estado leva, sobretudo, essa marca: a da afirmação da democracia no sentido mais substantivo.

É uma mudança cultural que está em andamento. Passo a passo, Wagner, ao lado do nosso partido, está construindo persistentemente essa nova hegemonia. Uma hegemonia que não se faz no grito, que descarta o autoritarismo, que apenas afirma a autoridade pelo que ela tem de mérito e de força junto ao povo. Diria, para pensar um pouco teoricamente, que Wagner vai num passo gramsciano, trincheira por trincheira, conquistando corações e mentes do nosso povo, e por isso tem se afirmado como a nova e grande liderança política do povo baiano.

Temos convicção, o PT tem, de que as nossas grandes tarefas políticas são eleger Dilma presidente, Wagner governador. E que para tanto devemos fortalecer uma ampla frente política de alianças, como temos feito. Temos o privilégio de termos o governador Wagner à frente dos destinos da Bahia. E não é preciso dizer o quanto Wagner tem de fidelidade ao PT, do qual é um dos fundadores e uma de suas principais lideranças.

O Senado, se olharmos para o quadro da grande política, não pode ser visto como uma Casa secundária. Nosso partido precisa tanto eleger uma grande bancada de deputados federais, de deputados estaduais, quanto tem obrigação de aumentar o número de senadores comprometidos com o intenso processo de mudanças em curso no Brasil. Temos visto o quanto de dificuldades o governo Lula tem tido naquela Casa.

O Senado precisa ser uma casa de sustentação do próximo governo Dilma e, no caso da Bahia, precisamos ter uma voz que defenda o segundo mandato do governador Wagner, os interesses do Brasil e os interesses da Bahia. Essa voz, tenho defendido com convicção, é a de Waldir Pires.

Falo de um político também raro, pelo seu extraordinário compromisso com a democracia, pela sua capacidade, pelo conhecimento que tem do mundo, do Brasil e da Bahia. Um político que subordina tudo aos projetos amplos do País. Que acompanha Lula desde 1989. E que ocupa cargos públicos desde o início dos anos 50, sem nunca ter se desviado, um minuto que seja, do caminho democrático.

Foi, junto com Darcy Ribeiro, o último homem a deixar Brasília quando do golpe de 1964. Passou anos no exílio. Foi e é até hoje um dedicado servidor da Bahia. Tem uma vida dedicada à nossa terra como secretário de Estado, professor universitário, deputado federal, governador. Ou como simples militante da democracia. E cuja vitalidade, dinamismo, capacidade de raciocínio e de análise sobre o País e o mundo, impressiona a quem quer seja que o ouça falar.

A política é parte de sua vida, e aqui, em Waldir, a política ganha a amplitude que merece, a dimensão que merece. Nele, a política assume a sua extraordinária missão civilizatória. No governo Lula, foi ministro do Controle e da Transparência, consolidando a Controladoria Geral da União, que se tornou um exemplo para o mundo no combate à corrupção. E foi também ministro da Defesa.

A Bahia, ao tê-lo como senador, terá uma voz ativa e altiva no Senado. Dilma o terá defendendo os interesses fundamentais do governo e do País. O governador Wagner e a Bahia o terão como uma voz poderosa, uma voz presente, atuante, capaz sempre de descortinar horizontes, de enfrentar os desafios postos pela história.

Não seria um orgulho extraordinário ter uma voz como a de Waldir no Senado?

Sem dúvida, seria.

Ainda mais quando se sabe quem em 1994 ele teve nitidamente um mandato roubado pelo carlismo, que conseguiu eleger um personagem absolutamente obscuro pelos artifícios da fraude, e uma fraude escandalosa.

Seria um resgate histórico, um grande resgate histórico.

Emiliano José é jornalista, ex-preso político e deputado federal (PT-BA). Site: www.emilianojose.com.br .

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