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Postado em 24-02-2010
Arquivado em (Entrevistas, Newsletter) por vitor em 24-02-2010 12:57

“Isso só fortalece minha posição”, diz um mais que satisfeito Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional, em entrevista ao jornalista baiano Claudio Leal, na entrevista postada nesta quarta-feira na revista digital Terra Magazine. O contentamento do ministro (PMDB), concorrente do petista Jaques Wagner ao governo da Bahia, é com a defesa de palanque duplo na campanha presidencial em Minas Gerais em favor de Dilma Rousseff, feita pelo vice-presidente, José Alencar.

“Com o segundo palanque, nós iríamos trazer apoios para ela, que não seriam trazidos pelo PT”. Ele repete uma frase melodiosa: “Danço a banda que tocar”. (Parênteses: o que pode significar, para o PT nacional, um rapte-me, me adapte-me, me capte-me. Jura de fidelidade), diz Terra Magazine na apresentação da entrevista do ministro Geddel, que Bahia em Pauta reproduz..

( VHS)

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Geddel com Dilma:

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A ENTREVISTA DO MINISTRO GEDDEL VIEIRA LIMA

CLAUDIO LEAL (repórter de Terra Magazine: ( http://terramagazine@terra.com.br )

De Minas Gerais, o vice-presidente José Alencar (PRB) acendeu duas estrelas nos olhos do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Pré-candidato ao governo da Bahia, rompido com o PT no Estado, o peemedebista tenta armar um palanque duplo para a ministra Dilma Rousseff (PT), mas tropeçou na reprimenda do presidente Lula às divisões da base aliada.

Entretanto, Zé Alencar reforçou ontem a tese dos arabescos estaduais: “Eu acho que podemos perfeitamente, se não houver um acordo, ter dois palanques de apoio à eventual candidatura da Dilma”, defendeu o vice, referindo-se à disputa mineira.

“Isso só fortalece minha posição”, diz Geddel, em entrevista a Terra Magazine. “Com o segundo palanque, nós iríamos trazer apoios para ela que não seriam trazidos pelo PT”. Ele repete uma frase melodiosa: “Danço a banda que tocar”. (Parênteses: o que pode significar, para o PT nacional, um rapte-me, me adapte-me, me capte-me. Jura de fidelidade).

“O presidente e Dilma sabem como funciona o duplo palanque na Bahia. O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), acolheu o PT até abril do ano da eleição (em 2008), mas ele saiu do governo e o prefeito teve que enfrentar o diálogo”, explica Geddel. O ministro insiste apenas em ter acesso direto a Dilma Rousseff, que, na última eleição municipal, cumpriu a promessa de não pisar em terreiros baianos e nem mesmo cruzar o espaço aéreo dos adversários regionais PT e PMDB. “A outra hipótese é gravar pra um e pra outro, garantir o franco acesso para os dois”, completa.

Panelinha

Apesar do rompimento com Jaques Wagner, Geddel ressalta que o governador continua “uma figura extremamente agradável, carinhosa”, exceto no campo político. A respeito da possível aliança de Wagner com ex-afilhados de Antonio Carlos Magalhães, ancestral inimigo do PT, o peemedebista troça: “Querido amigo, ele vai ter que explicar a Zete”. E, pois não, quem é Zete? Geddel sorri, professoral: era a dona-de-casa da propaganda petista contra a “panelinha” de ACM, na eleição baiana de 2006.

“Eu já tô cansada dessa panelinha/ É muita propaganda pra pouca farinha”, cantava a personagem Zete, panela e abacaxi à mão. “Não fui eu! Wagner afirmou, na campanha, que a Bahia foi governada pessimamente nos últimos quarenta anos, o que era fruto das administrações passadas”, volta a espetar. O governador petista ensaia uma chapa com os ex-carlistas Otto Alencar (PP) e César Borges (PR), ingredientes históricos da panelinha.

Disposto a dançar as músicas executadas por Lula, Geddel não esconde um desconforto com a velha amizade do companheiro-mor e Wagner. “Eles são amigos, não sei das conversas dele com o presidente. Espero que às vezes aproveite a proximidade para conversar sobre a Bahia…”. Se quer saber, Geddel Vieira Lima não considera sua pré-candidatura enfraquecida, ainda que tenha estacionado em terceiro lugar nas sondagens eleitorais. “Tenho muito respeito por Paulo Souto (DEM), mas a candidatura dele é fraca”, arrisca, contrariando os números do segundo colocado. Com o apoio do senador César Borges ao PT, avalia o ministro, quem perde é o DEM, o ex-partido de ACM. Questão de proximidades ideológicas. Preocupado com a limpidez da análise, Geddel ainda pergunta: “Ficou tudo claro?”.

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