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Postado em 18-02-2010
Arquivado em (Artigos, Ivan) por vitor em 18-02-2010 10:17

Wagner: escolhas decisivas

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Em seu artigo desta quinta-feira pós-carnaval, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta em sua coluna na Tribuna da Bahia, sobre as decisões para finalizar articulações que vinham de antes da folia, para composição das chapas para as eleições deste ano. Segundo Ivan, na Bahia o PT fornecerá o candidato a governador, mas dificilmente ocupará também uma das duas vagas de candidato a senador.Confira.
(VHS)

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A CHAPA DO GOVERNO

Ivan de Carvalho

Começa agora uma fase de decisões político-eleitorais e de finalização de articulações que vinham ocorrendo antes do carnaval.

O primeiro foco das atenções será a aliança que vem sendo articulada em torno da candidatura do governador Jaques Wagner à reeleição. Vejamos, hoje, isto.

A aliança em torno da candidatura de Wagner à reeleição envolverá um número de partidos maior que os quatro lugares existentes na chamada chapa majoritária. Quatro ou cinco legendas estarão diretamente envolvidas, não mais.

O PT fornecerá o candidato a governador. Dificilmente ocupará também uma das duas vagas de candidato a senador. Vale aqui lembrar que, na última entrevista em que falou do assunto, durante o carnaval, o governador Jaques Wagner não descartou a hipótese, mas insistiu em minimizar tal possibilidade: “Acho difícil, acho difícil”, disse ele aos repórteres, afirmação que na mesma entrevista fez pela segunda vez.

Ele tinha e tem ainda suas razões para não descartar, pois sabe que há dentro do PT resistências a uma chapa somente com um petista (ele próprio) e movimentos favoráveis à inclusão, como candidato ao Senado, do ex-governador e ex-ministro Waldir Pires (um movimento forte) e um movimento menos encorpado em favor da candidatura do secretário estadual de Planejamento, deputado federal e ex-candidato do PT a prefeito, Walter Pinheiro.

Descartar essas duas hipóteses sem cumprir um ritual de conversas e acertos pareceria autoritário e Jaques Wagner não gosta disso. Além do fato de que está na dependência, ainda, de outras decisões para fechar a chapa. Mas as articulações estão direcionadas para incluir, como candidatos ao Senado, o ex-deputado, ex-vice-governador e ex-governador Otto Alencar, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (Alencar ingressaria no PP) e o senador, ex-governador e presidente estadual do PR, César Borges. Wagner já conversou com o presidente Lula a respeito da inclusão de Borges, certamente Lula conversará com o comando nacional do PR. E já está acertada uma conversa entre o governador e o senador, que poderá ser o lance decisivo. O governador, nas declarações sobre o assunto, vem deixando transparecer otimismo quanto a um resultado positivo.

Cumprindo-se essa expectativa – do contrário, será necessária uma revisão de planos para composição da chapa – ficará faltando definir a candidatura a vice-governador, o que é importante, porque, se Wagner for reeleito, deverá renunciar ao governo nove meses antes do final do mandato para disputar outro, de senador. E o vice assumirá, já como titular, o cargo de governador, comandando a máquina do Estado no período eleitoral. Dois políticos são considerados para a candidatura governista a vice-governador: a deputada federal e ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata, do PSB, e o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo, do PDT.

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