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Postado em 18-02-2010
Arquivado em (Entrevistas, Newsletter) por vitor em 18-02-2010 13:46

DEU EM TERRA MAGAZINE:

Marcela Rocha

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou relatório que acata quatro pedidos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). No entanto, negou contra o vice Paulo Octávio (DEM), que cogita renunciar.

Na ânsia de se desvincular do governo do DF, a Executiva do DEM se reunirá para discutir a expulsão de Paulo Octávio. Contudo, ressalta o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), a decisão depende ainda da renúncia ou não.

Após a prisão de Arruda, ocorrida na última quinta-feira, 11, sua ex-legenda orientou que todos os filiados deixassem o Palácio Buriti. Paulo Octávio não obedeceu e, segundo o deputado, “farão de tudo para desvincular completamente a legenda do governo do DF”. O recado foi dado.

Na tarde desta quinta-feira, 18, André Duda, assessor de Arruda, disse Paulo Octávio não vai renunciar ao cargo.

Leia abaixo a entrevista:

Terra Magazine – Como o DEM trabalha, agora, o afastamento do governo do DF?
Antônio Carlos Magalhães Neto – A imprensa e alguns políticos dizem que ele vai renunciar, mas isso ainda não aconteceu.

Paulo Octávio diz ter se sentido desamparado pelo partido.
O problema é que o partido não pode mais ter qualquer vínculo com o governo do DF. Já pagamos um preço muito caro por tudo o que já aconteceu e sem responsabilidade alguma. Não podemos continuar vinculados a esse governo.

Qual a saída para o DEM? O senador Demóstenes Torres defende a retirada de todos os filiados do governo – o que vocês também já recomendaram – a expulsão de Paulo Octávio e a intervenção no Diretório.
A intervenção é um caminho bem provável. A retirada do governo já foi uma decisão comunicada. Agora, a expulsão de Paulo Octávio vai depender da decisão dele sobre continuar ou não no governo.

Se ele permanecer no governo, ele será expulso?
Veja bem, o DEM quer se desvincular completamente do governo do DF. Mas isso não é uma barganha, quero deixar claro que isso será, obviamente levado à votação na Executiva. Mas queremos nos desvincular por completo.

Da mesma forma que nem todos do PT estavam envolvidos no Mensalão, nem todos do DEM estão neste escândalo de agora. O DEM tem feito todo o necessário para se desvincular?
Tem feito tudo o que pode. Fomos os únicos que cortamos na própria carne para nos desvincular e deixar isso claro. Não passamos a mão na cabeça de ninguém. Iríamos expulsar Arruda, mas ele decidiu sair um dia antes. O presidente da Câmara saiu. Obrigamos todos os filiados a saírem e retiramos qualquer tipo de apoio ao governo do DF.

O que significaria para DEM manter Paulo Octávio no partido?
O DEM quer se desvincular completamente do governo do Distrito Federal.

E quem quiser se manter nele está fora?
Pronto.

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