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Delegado Protógenes: intimado no sambódromo

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Desde a operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Oportunity, o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz – afastado de suas funções investigativas pelo novo comando da PF – não term mais sossego. A mais nova intimação foi recebida pelo delegado em pleno Sambódromo do Anhembi,em São Paulo, quando ele se preparava para desfilar, como convidado de honra, ao lado do senador Eduardo Suplici, pela Escola de Samba Vai Vai.

Protógenes , baiano de Salvador, considera que a perseguição continua de forma implacável e de preferência em locais públicos, eventos, solenidades, presença de pessoas ou autoridades diversas.

Seus colegas policiais, como sempre, chegaram de forma educada e constrangidos por estarem cumprindo determinação superior de intimar em mais um processo administrativo instaurado relativo a operação Satiagraha.

O referido procedimento instaurado visa apurar a legalidade do uso da ABIN nos trabalhos da Satiagraha. Matéria já discutida no Ministério Público Federal e nos Tribunais. “Não é necessário tecer minúcias para constatar que que o referido procedimento tenta desqualificar os trabalhos que foram realizados pela operação e que resultou na prisão, entre outros, do banqueiro, já condenado, Daniel Dantas”, afirmou Protógenes.

fev
15
Posted on 15-02-2010
Filed Under (Newsletter) by vitor on 15-02-2010

Grécia em crise

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O jornal New York Times noticia nesta segunda-feira, que Atenas incorreu, durante uma década, em práticas que permitiram iludir os limites da dívida estabelecidos por Bruxelas com a ajuda dos bancos de Wall Street. De acordo com o diário norte-americano, as tácticas utilizadas por Wall Street, como as que fomentaram a crise das “subprime” nos Estados Unidos, contribuíram para agravar a crise na Grécia e prejudicaram o euro.

Segundo o portal europeu TSF (Portugal), o diário norte-americano, baseando-se em entrevistas, relatórios e documentos a que teve acesso, alerta que no caso da Grécia, Atenas incorreu durante uma década, com a ajuda de Wall Street, em práticas que lhe permitiram iludir os limites da dívida estabelecidos por Bruxelas.

O NYT cita concretamente, uma transacção promovida pelo banco de investimento Goldman Sachs permitiu à Grécia ocultar às autoridades supervisoras de Bruxelas uma dívida de milhares de milhões de euros, refere o jornal.

Mesmo quando a crise fiscal da Grécia estava no ponto máximo, numa situação sem retorno, bancos de Wall Street procuravam mecanismos para ajudar aquele país a evitar perguntas incómodas da parte de Bruxelas e dos Estados da zona euro.

PREOCUPAÇÃO GLOBAL

Em princípios de Novembro, três meses antes de Atenas se transformar no epicentro da preocupação global devido à má situação das suas contas públicas, uma equipa do Goldman Sachs chegou à capital grega levando uma proposta «muito moderna» para governos com problemas em fazer frente aos seus gastos, de acordo com duas pessoas que foram informadas do encontro, noticia o New York Times.

Os banqueiros, liderados pelo presidente do Goldman, Gary Cohn, ofereceram à Grécia um produto financeiro que permitiria ao país redistribuir parte da dívida do sistema de Saúde, de forma a só ter de a enfrentar muito mais tarde.

O New York Times compara este método ao aplicado por cidadãos com problemas económicos que hipotecam as casas para poder pagar as contas dos cartões de crédito. A tática sugerida pelo Goldman já tinha funcionado em 2001, pouco depois da Grécia ter sido aceita na zona euro. Na época, o banco apresentou uma estratégia segundo a qual Atenas pode tomar de empréstimo milhares de milhões de euros, sem ultrapassar os limites fixados por Bruxelas, destaca o jornal de Nova Iorque.

A transacção, que não veio a público porque foi qualificada como uma intermediação de divisas e não como um empréstimo, permitiu à Grécia as normas de Bruxelas, continuando a gastar mais do que tinha, adianta o diário.

Atenas não aceitou a última proposta do Goldman, mas face à crise de credibilidade da Grécia devido à má situação das suas contas públicas, o papel de Wall Street no «mais recente drama financeiro mundial» suscita questões sérias, na opinião do jornal.

Tal como na crise das “subprime” (hipotecas de alto risco) nos Estados Unidos e o colapso e posterior resgate da seguradora American International Group (AIG), produtos financeiros tiveram um papel fundamental na fase prévia da crise da dívida da Grécia, recorda o diário.

Instrumentos desenvolvidos por Goldman, JPMorgan Chase e outros bancos permitiram a Governos europeus ocultar os empréstimos adicionais que faziam, como aconteceu na Grécia e Itália e provavelmente em outros países, escreve ainda o New York Times.

fev
15
Posted on 15-02-2010
Filed Under (Multimídia) by vitor on 15-02-2010


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Nesta segunda-feira é dia de afoxé no carnaval de Salvador. E o mais emblemáticos deles, o “Filhos de Gandhi” desfila logo mais pelas ruas e avenidas da cidade com a sua negritude vestida de branco e azul, seus colares de contas trocados por beijos das foliãs, seus cantos de paz como este canto maravilhoso que Gilberto Gil – “gandhista” da primeira hora – compôs e canta com Jorge Benjor – clip gravado em apresentação na frança -para começar o dia no Bahia em Pauta.
Chama o pessoal e manda descer pra ver Filhos de Gandhi
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(Vitor Hugo Soares )

BOA NOITE!!!

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VOU SEM ROUPA, NOEL!


Aparecida Torneros

As imagens e o suor não me deixam mentir. Ò abre-alas que eu quero passar… Tudo esquentou neste Brasil tropical, nos tempos recentes.

Desde os tamborins até a disputa presidencial. Tem Dilma, Serra e Ciro se acotovelando no camarote para serem “vistos” pelos foliões do Galo da Madrugada em Recife. No carnaval baiano, quem se preza e quer ser notado pela plebe, não vai deixar de passar por Salvador, salvando sua reputação de onipresente na festa da praça do povo, ainda que a sabedoria popular salva a Pátria e põe na berlinda a animação mais desprovida de compromisso eleitoral.

O grande vencedor do reino da folia é o voto dado à alegria contagiante da nossa gente , embalada pelo samba, o pula-pula, o frevo, a timbalada, as marchinhas, os cordões, o ritimo afro, o batuque sentido na boca do estômago, o convite ao recesso de tanta pressão do resto do ano.

Mais quente que o verão carioca, impossível. Madonna e afins vão disputar espaço nos camarotes da Sapucaí. Tá se derretendo cada pedacinho de juízo, e nem se pensa em mais nada a não ser cair na rua, acompanhar o bloco, misturar-se o pobre e o rico, o novo e o velho, tem o suvaco do Cristo, o bloco do Boi Tatá, o Simpatia é quase amor, o Carioca da Gema, o bloco das Carmelitas, a banda de Ipanema, o Concentra mas não sai, o humor carioca é pródigo em criar suas manifestações momescas.

Tradição espirituosa e espiritualizada, tem dedo da Chiqhinha Gonzaga, aí isso tem, do Pixinga, do Ari, do Braguinha,do Jamelão, da Emilinha, gente que animou os velhos carnavais, que nos legou esse patrimônio cultural indestrutível e fervilhante. Se as escolas paulistas arrebentam em tecnologias e o samba vai-vai, seu Nenê e seu Leandro honrarm a memória do grande Adoniram, aquecem nossos corações na cadência do samba trabalhado e amado.

Amar o samba, amar o carnaval, explodir em mil manifestações em cada esquina ou camarote, estar na correria e no suaodouro de mais um momento especial da cultura brasileira. Carnaval é tempo de ebulição, nele, evaporam-se tristezas, elucidam-se mistérios, engendram-se amores impossíveis, abre-se espaço para beijos improváveis, o mundo pára por aí, e nós vamos nos divertindo como podemos e devemos, sem a preocupação de sermos votados. Isso, deixamos pra eles e elas que nos olham como potenciais eleitores. Mas, é preciso esclarecer de uma vez por todas, nestes dias, escolhemos escolas vencedoras, musas rebolativas mais performáticas, cantores e puxadores de samba mais vibrantes, baterias emonionantes, fantasias deslumbrantes, sorrisos estonteantes, abraços reconfortantes, ruas apinhadas, multidões ao sabor dos ventos carnavalescos, gente sem nome e sem sobrenome, amamos sim os galhofeiros, os que brincam com as mazelas do cotidiano, que fazem a festa, que nos mostram um Brasil maravilhoso , o Brasil do espírito do seu povo que está pairando acima dos candidatos, dos governantes, dos poderosos.

O poder é dos foliões agora, por alguns dias, quem há de duvidar da grande força que é a multidão acalorada gritando sua alegria de viver a despeito de todo o resto? Viva o clima tórrido e espiritualizado do carnaval 2010, cada um de nós sabe que todo esse calor produz nossa própria superação, afinal, como cantou e imortalizou o grande Noel Rosa, do alto da sua boemia figura, “eu hoje estou pulando como um sapo pra ver se escapo desta praga de urubu”,já estou coberto de farrapo eu vou acabar ficando nu, pois esta vida nao está sopa e eu pergunto com que roupa que eu vou, pro samba que você me convidou?”

Vou sem roupa , Noel!!! Os candidatos é que precisam vestir suas fantasias e tentar nos encantar, não é?

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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